Nobel Wole Soyinka vai dividir mesa com Angela Davis na Flip, anuncia Sesc

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Nobel Wole Soyinka vai dividir mesa com Angela Davis na Flip, anuncia Sesc


Primeiro escritor negro a ganhar o Nobel de Literatura, o nigeriano Wole Soyinka vai dividir mesa com a ativista Angela Davis na programação paralela montada pelo Sesc para a Flip, segundo a instituição adianta à Folha.

Será a primeira vez dos dois autores no festival, que acontece de 22 a 26 de julho em Paraty, no litoral fluminense. O encontro, aberto e gratuito, será às 18h do sábado, dia 25.

A mesa promovida pelo Sesc Rio de Janeiro se chamará “América e África: Uma Conversa Atlântica” e terá mediação da jornalista Flávia Oliveira, segundo a organização.

O evento, que ganha enorme proporção de importância e deve atrair um público massivo, está mantido para acontecer no endereço habitual da entidade no centro histórico de Paraty, com a promessa de erguer uma estrutura de telão do lado de fora da casa.

A Companhia das Letras publicou os dois livros mais recentes de Soyinka no Brasil, o ficcional “Crônicas da Terra das Pessoas mais Felizes do Mundo” e o ensaístico “Mito, Literatura e o Mundo Africano”, fruto de uma série de palestras do autor, que saiu pela Zahar.

A editora diz não ter conhecimento das tratativas para a vinda do autor ao Brasil.

O Sesc, organizador do encontro, afirma não ter apoio de patrocinadores e ficou responsável pelo convite e pelo deslocamento do escritor nigeriano de 91 anos e da ativista americana de 82 anos a Paraty.

Davis, ícone da militância negra e feminista, também tem um livro editado pela Companhia das Letras, “Abolição – Políticas, Práticas, Promessas”, mas a casa da maior parte de seus livros é a Boitempo, que a publica com regularidade há mais de dez anos.

No palco principal da Flip, perto da hora marcada para a mesa do Sesc, há duas apostas altas da curadoria: o encontro do brasileiro Milton Hatoum com o líbio-americano Hisham Matar e a aguardada mesa da escritora britânica Zadie Smith.

Hatoum e Smith são autores históricos da Companhia, enquanto Matar é editado pela Âyiné.

Curiosamente, Soyinka já esteve no Brasil, praticamente incógnito, em outro festival de larga escala, a Feira do Livro que aconteceu em São Paulo dois anos atrás. Ali, ele se sentou na plateia, quase disfarçado, para acompanhar a palestra de seus amigos Jamaica Kincaid e Henry Louis Gates Jr.

Mas o Nobel já veio ao país em outras ocasiões, para dar palestras, ele mesmo, em diversas cidades. Na Flip, porém, será a primeira vez.



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