O longa-metragem “Irritante Prodígio”, dirigido por Luiza Lindner, foi o vencedor da mostra competitiva Arquivos em Questão da 21ª edição da CineOP.
O prêmio para a catarinense radicada em São Paulo foi anunciado na noite desta terça, dia 30, na praça Tiradentes, durante o evento de encerramento da Mostra de Cinema de Ouro Preto.
Primeiro longa de Lindner, “Irritante Prodígio” une registros pessoais, imagens de arquivo e performances. A partir desses meios, a diretora de apenas 22 anos lembra as internações que marcaram sua infância.
O júri foi composto por Anita Leandro, documentarista e professora de comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Gabriela de Lima Gomes, professora de museologia da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop); e João Luiz Vieira, professor titular aposentado de cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF).
A Mostra Histórica, uma das frentes da CineOP, teve como mote “Como Elas Começaram? Memórias do Primeiro Filme”. A homenageada foi a diretora Helena Solberg, cujo filme de estreia, “A Entrevista”, completa seis décadas.
Também nesta edição do festival, foi lançado o livro “Memória Viva do Cinema Brasileiro”, que celebra duas décadas da mostra de Ouro Preto. A coordenação editorial é de Cleber Eduardo, e a organização, das irmãs Raquel e Fernanda Hallak.
O objetivo, segundo os organizadores, é fugir do caráter institucional desse tipo de publicação. O livro “foi concebido como uma obra acadêmica e curatorial”, indica a introdução.
Entre os autores dos artigos, estão Alberto Alvares, cineasta indígena; Débora Butruce, preservadora audiovisual e restauradora de filmes; Hernani Heffner, diretor da Cinemateca do MAM do Rio de Janeiro; e Sheila Schvarzman, historiadora e professora da pós-graduação da Anhembi Morumbi.
A Carta de Ouro Preto, divulgada ao final da CineOP pelos participantes do 21º Encontro de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros, destaca uma moção de apoio para “a urgência de empreender esforços imediatos e concretos para a preservação do Acervo do Vídeo nas Aldeias“.
Criado em 1986 pelo indigenista e cineasta Vincent Carelli, o projeto foi pioneiro no setor de produção audiovisual indígena no Brasil.












