O governo norte-americano alega que o Irã lançou quatro drones armados contra embarcações que transitavam pela região, ainda alvo de disputas
JC
Publicado em 26/06/2026 às 19:55
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As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma série de bombardeios na estratégica região do Estreito de Ormuz. A ação militar ocorreu logo após o presidente norte-americano, Donald Trump, acusar publicamente o Irã de violar os termos do cessar-fogo estabelecido entre as duas nações.
Estes são os primeiros ataques registrados desde a assinatura de um acordo de paz inicial, que visava colocar fim às hostilidades da guerra recente. De acordo com declarações da Casa Branca, a justificativa para a ofensiva foi um ataque prévio atribuído a Teerã.
O governo norte-americano alega que o Irã lançou quatro drones armados contra embarcações que transitavam pela região, sendo que um desses dispositivos atingiu diretamente um navio de carga comercial.
O pacto firmado anteriormente previa a interrupção completa das ameaças e do uso da força militar de ambos os lados, restabelecendo a livre circulação em uma das rotas marítimas e de transporte de petróleo mais importantes do mundo.
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No entanto, o novo episódio reacende as tensões no Oriente Médio e coloca sob forte ameaça o frágil processo de estabilização diplomática na região. Até o momento, as autoridades de Teerã não emitiram um posicionamento oficial sobre os bombardeios norte-americanos ou sobre as acusações de violação do acordo comercial e militar.
IRÃ X ISRAEL
Autoridades de Israel criticaram nesta sexta-feira as ameaças proferidas recentemente pelo chefe da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, Ismail Qaani, e afirmaram que um ataque contra o território israelense seria “seu pior erro até o momento”.
O ministro da Defesa, Israel Katz, atacou Qaani, que “tem feito ameaças com maior frequência ultimamente”. “Parece que a imagem de colaborador combinava melhor com ele do que essa postura ridícula e ameaçadora. De qualquer forma, se o Irã atacar Israel, será seu maior erro”, afirmou.
“Não importa a quantidade de provocações ou ataques que ocorram contra a população. Nada nos deterá. Nossas Forças Armadas estão prontas para cumprir essa missão”, destacou, segundo um comunicado.
Suas palavras vieram depois que Qaani exigiu, na quinta-feira, que Israel “abandonasse todo o Líbano” e advertiu que, se não o fizessem “por vontade própria”, “seriam forçados a fazê-lo humilhados e derrotados”.
“Vocês, os sionistas, devem abandonar todo o Líbano, porque esta terra é um campo de resistência e de defesa, não um refúgio para os ocupantes”, afirmou, em meio aos contínuos ataques israelenses contra o sul do Líbano e à recusa do governo de Israel em retirar as tropas mobilizadas no âmbito de uma nova invasão do país desde o início de março.














