Arlindinho agita público pequeno com hits de Arlindo Cruz na Virada Cultural

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Arlindinho agita público pequeno com hits de Arlindo Cruz na Virada Cultural


Após um sábado chuvoso, o domingo começou quente no palco da Freguesia do Ó na Virada Cultural. O carioca Arlindinho subiu ao palco ao meio-dia e misturou sucessos do pai, Arlindo Cruz, sambas-enredo de escolas cariocas e paulistanas, composições próprias e clássicos do Fundo de Quintal.

Fãs de escolas de samba e famílias acompanharam o show. No palco, o artista relembrou passagens pela zona norte de São Paulo ao lado do pai.

“Meu pai sempre falava: ‘É terra de sambista, é terra de malandragem aqui de São Paulo, de partido alto’”, disse Arlindinho. Segundo ele, a região tem um significado especial. “Tenho a Freguesia com uma lembrança muito boa no meu coração. A memória afetiva é muito bacana.”

O cantor também elogiou a presença das escolas de samba na programação da Virada Cultural. “Escola é onde a gente aprende. É onde se ensina o samba e a cultura”, afirmou.

Parte do repertório foi dedicada a sambas-enredo de agremiações do Rio e de São Paulo. Arlindinho cantou o clássico “É Hoje”, da União da Ilha do Governador, de 1982, além do samba-enredo de 2026 da Unidos de Vila Isabel, do qual é um dos compositores.

Em homenagem às escolas paulistas, emendou refrões de sambas da Vai-Vai, Rosas de Ouro e Mocidade Alegre. A atual campeã do Carnaval paulistano esteve representada pela presidente Solange Cruz Bichara, 60, mestre de cerimônias do palco da zona norte.

Ela exaltou a valorização das escolas de samba na Virada deste ano. “Demorou, mas as escolas estão hoje passando por todas as praças da Virada. As quadras também estão abertas, recebendo o público.”

Arlindinho também comentou os planos para o Carnaval de 2027. Ele integra a parceria responsável por compor, sob encomenda, o samba-enredo do Império de Casa Verde, escola da zona norte da capital.

Além do Império, o artista pretende disputar a escolha do samba da Dragões da Real, que homenageará o sambista Reinaldo (1954-2019), figura importante em sua trajetória.

“Foi o cara que me trouxe para São Paulo de fato. Eu ficava na casa dele, de favor. Ele me levava para os shows. Acho que vale a homenagem”, disse.

Apesar disso, o cantor afirmou estar com a agenda apertada por causa das gravações da cinebiografia de Zeca Pagodinho, na qual interpretará Arlindo Cruz.

Na plateia, predominavam moradores de bairros próximos. A entregadora Tânia Pereira, 46, coordenadora da ala das baianas da Rosas de Ouro, saiu da Brasilândia para assistir ao show.

Já a vendedora Edmara Cruz, 53, mora perto do palco e aproveitou a oportunidade para ver o sambista carioca. “A gente se sente à vontade, sem medo de trazer filhos, pais, mães, idosos. Aqui é o mais tranquilo”, afirmou.



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