Em resposta sobre qual seria o ponto crítico que levaria o governo a acionar um grande ataque, Trump respondeu que “pode não haver ponto crítico”
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã está adotando uma postura mais séria nas negociações.
Ao ser questionado sobre estratégias americanas para o conflito, Trump salientou que o país pode continuar como está se movimentando agora, pode acelerar ou negociar com o Irã.
“Não tomei decisão sobre grande ataque ao Irã. Acredito que o Irã está ficando mais sério nas conversas à medida que os dias passam”, afirmou o presidente americano em cerimônia de assinatura de ordens executivas na área nuclear na Casa Branca nesta sexta-feira, 24.
Em resposta a uma pergunta sobre qual seria o ponto crítico que levaria o governo americano a acionar um grande ataque, Trump respondeu que “pode não haver ponto crítico”.
“Estamos negociando com eles”, afirmou. Trump disse ainda não ter pressa em relação ao Irã, apesar do que se diz sobre a eleição.
Trump repetiu ainda que a Arábia Saudita teria de aderir aos Acordos de Abraão como condição para concretização de um acordo nuclear. Os Acordos de Abraão são tratados diplomáticos intermediados pelos EUA que normalizaram as relações entre Israel e vários países árabes.
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Trump disse ainda que não sabe se a China e a Rússia estão dando suporte ao Irã, observando que não gostaria que os dois países o decepcionasse.
Petróleo vai continuar a subir
O ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse nesta sexta-feira, 24, que o preço do petróleo ainda vai continuar a subir com o Irã controlando o Estreito de Ormuz, reafirmando que a guerra do Oriente Médio só vai acabar com o fim do regime iraniano atual. As falas foram feitas durante painel no evento ExpertXP, em São Paulo.
Pompeo descreveu o regime islâmico do Irã como feito por “fanáticos religiosos” e frisou que os ataques do país persa a outros vizinhos islâmicos visa pressionar o governo americano. “A missão deles é fazer aliados ligarem para Trump para pedir que parem os ataques”, pontuou.
Sobre perspectivas futuras, o ex-secretário comentou que os Acordos de Abraão devem avançar com EUA derrotando o Irã e que o Estreito de Ormuz pode perder importância no futuro com novos oleodutos sendo construídos no Golfo. Pompeo também voltou a criticar o acordo nuclear com Teerã feito no governo Obama, o qual “permitiu que os iranianos seguisse com programa nuclear”.
Ele criticou o governo comunista chinês e a infiltração de companhias de tecnologia da China no Ocidente. “Maior poder contra Xi Jinping é o poder da democracia Ocidental”, enfatizou.
Ao comentar os últimos atritos na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) entre os EUA e a Europa, o ex-secretário disse que a aliança vai sobreviver e ficar ainda mais forte com Trump. De acordo com ele, os europeus aprenderam “do jeito difícil” que precisam investir mais em defesa, ao mencionar a guerra da Ucrânia.
Ao ser perguntado sobre o que o deixa acordado à noite, ele citou o México e sua avaliação de que o país vizinho precisa acabar com cartéis. “Eles farão isso ou nós precisaremos fazer”, alertou.
Pompeo serviu ao Departamento de Estado durante o primeiro mandato de Trump, de 2018 a 2021.











