Em um Nubank Parque (antigo Allianz Parque) abarrotado, o Korn, banda americana de nu metal, fechou a tríade de grandes shows do gênero nos últimos 12 meses em São Paulo.
Depois de System of Down a e Limp Bizkit, que tocaram na arena em maio e dezembro do ano passado, respectivamente, o quinteto atraiu uma multidão de fãs da geração Z, mas também de millennials, que cresceram ouvindo a banda em seu auge, entre o fim dos anos 1990 e começo dos anos 2000.
A apresentação deste sábado (16) confirmou o sucesso do “novo metal” —que já soma seus 30 anos— no gosto do público brasileiro, algo que as apresentações anteriores já haviam evidenciado. No show do Korn, onde pouco havia de espaço para dar dois passos para lá ou para cá, a intensidade do público foi o tempero.
Desde o primeiro som, a clássica “Blind”, dezenas de rodas de pogo se abriram pelas pistas do estádio. À medida que o setlist avançava, os fãs ficavam mais ensandecidos, simulando uma miniatura de Woodstock 99, posto abaixo pelo Korn.
“Twist” veio em seguida, uma música curta, mas suficiente para fazer o estádio tremer com os pulos da multidão. A abertura fora finalizada por “Here to Stay”, e “Got The Life”, momento em que os primeiros sinalizadores foram acesos, e via-se marmanjos a plenos gritos de “god told me”.
A cada música, a atmosfera esquentava, e a adrenalina resultava em mais e mais rodas de pogo, que ganhavam circunferências também maiores.
Em uma noite fresca em São Paulo, a arena fervia empolgação e calor. Na hora certa, uma garoa, que penerou por dez minutos aliviando o clima, virou uma chuva leve. A banda performava “Twisted Transistor”, de rifs fortes desde a introdução, novamente com uma multidão abrindo rodas e pulando em movimentos coordenados.
Dali em diante, a chuva apertou, e parte do público das pistas deixou a aglomeração em busca de abrigo nas beiradas do gramado. Três músicas depois, as pessoas já estavam encharcadas, e sentiam a precipitação como um incômodo: apagou sinalizadores, cigarros e celulares.
Parecia que a água tinha por missão sabotar uma explosão com raiz na adrenalina dos fãs. No encore, as saídas já estavam abarrotadas de gente com roupas, sapatos, cabelos e carteiras molhados.
Não fosse um encerramento potente, que reservaria o melhor da apresentação até ali, muitos voltariam secos para casa. Jonathan Davis e seus quatro apóstolos fecharam com “Falling Away from Me”, “A.D.I.D.A.S” e a canção mais famosa da banda, “Freak On Leash”.
Quando o último rif terminou, silenciando o estádio, a chuva parou. Mas permaneceu a sensação de que ela não foi capaz de atrapalhar o reencontro entre a banda, que não vinha ao Brasil havia nove anos, e os velhos fãs apaixonados, com suas calças largas, pulseiras de spike e bonés de aba reta.
A produção, da 30E, trouxe como bandas de abertura o trio mineiro Black Pantera, a banda Seven Hours After Violet —projeto do baixista Shavo Odadjian, do System of a Down— e a canadense Spiritbox.
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