Congresso impõe derrota a Lula e abre espaço para reduzir a pena de Bolsonaro e de outros

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Congresso impõe derrota a Lula e abre espaço para reduzir a pena de Bolsonaro e de outros


Oposição argumenta que dosimetria “corrige distorções”. Governistas acusam lei de “passar a mão na cabeça” de estupradores e ameaçam judicializar

Por

Romoaldo de Souza


Publicado em 30/04/2026 às 19:24
| Atualizado em 30/04/2026 às 19:25



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JUDICIALIZANDO O FIM DO VETO

Não seria diferente. O líder do PT, Pedro Uczai (SC), antecipou que governistas estudam “brechas nos equívocos de votação” para recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Congresso Nacional que derrubou o veto à lei da dosimetria. No entendimento do petista, “não há sustentação jurídica para a manobra” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que reduziu a abrangência do texto, permitindo a diminuição de penas apenas para condenados por atos como os de 8 de janeiro de 2023.

PARABÉNS EM PLENÁRIO

Em clima de “já ganhou! já ganhou!”, a oposição comemorou os 45 anos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), logo após o anúncio da derrubada do veto ao projeto da dosimetria. “Não tenho palavras para agradecer”, disse ao pé do ouvido da deputada Bia Kicis (PL-DF). “O presente virá depois”, assegurou a parlamentar. Flávio respondeu com as mãos postas. Amém!

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PROCURA-SE UM AMIGO

A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) virou motivo de chacota desde a sabatina de Jorge Messias, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), quando fez um inusitado apelo ao advogado: “E, quando vestir a toga, não se esqueça dos amigos…”.

GENTE ‘FASFISTA’

A pretexto de afirmar que a oposição é do tipo que “torce o nariz” e não se preocupa “em passar vergonha ao defender a redução das penas” dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, o deputado Rogério Correia (PT-MG) “tapou o nariz com as duas mãos” e disse que a política “prefifa se ver livre dessa gente fasfista”. O gesto também virou motivo de chacota.

UM DIA, NUNCA SE SABE

A quadra 32 do SMDB (Setor de Mansões Dom Bosco) ficou pequena para tanta gente que antecipou as comemorações do aniversário de Flávio Bolsonaro e, de quebra, brindou a vitória na rejeição de Jorge Messias. O espanto ficou para um episódio relatado pelo senador Marcio Bittar (PL-AC). Ele contou ter sido abordado por governistas, que recomendaram voto favorável ao candidato de Lula sob o argumento do que virá. “Um dia você pode precisar”.

NEM TANTO…

Por outro lado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recorreu à “fé inabalável” para comentar o resultado da votação, classificando o episódio como “justiça de Deus”.

…NEM TÃO POUCO

Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, que não conseguiu “captar a onda” que levou à rejeição de Messias, classificou o movimento como “rosto do golpe”, alavancado por “ações de grupos que têm por objetivo o enfraquecimento da democracia”.

PENSE NISSO!

Pelo comportamento observado ontem (30), o Centrão já trata Flávio Bolsonaro — aniversariante do dia — como presidente da República. Já seria o “governo do 01”.

Depois que o governo Lula da Silva entrou em modo de loja de conveniência sem atendente, qualquer um ocuparia o espaço. No vácuo de poder, o Centrão se organizou e sentou praça. Armou a barraca.

Não surpreende que Jorge Messias tenha ficado contrariado — para usar um termo mais brando — com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, que não previu o “vento da Quarentena Furiosa”: devastador.
Numa hora dessas, talvez fosse melhor “fechar a birosca”, dar férias coletivas às lideranças, afixar uma faixa no Planalto — “Voltamos em breve” — e dar play em Argumento, de Paulinho da Viola: “Faça como um velho marinheiro / Que durante o nevoeiro / Leva o barco devagar.”

Pense nisso!






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