Impasse no piso por corrida concentra divergência entre Augusto Coutinho e governo e projeta efeitos sobre custos e acesso ao serviço
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Após o cancelamento da votação do projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos na Câmara dos Deputados, o relator da proposta, o deputado Augusto Coutinho (Republicanos), afirmou que houve uma “mobilização orquestrada” contra o texto.
A declaração foi dada em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta quarta-feira (15), em meio ao recuo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que decidiu adiar a discussão por falta de consenso.
A suspensão da tramitação foi articulada com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), após o governo, por meio do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, reconhecer que não havia acordo político para avançar com a proposta, que agora deve ficar para depois das eleições de 2026.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
“Teve uma movimentação […] eu não sei o que tem por trás disso […] mas é uma mobilização orquestrada, é uma mobilização paga. O que eu recebi de mensagens […] só de uma pessoa recebia 70 mensagens, isso é robô”, afirmou o parlamentar.
Apesar das críticas, Coutinho afirmou ter recebido apoio de centrais sindicais e reiterou que o relatório foi construído a partir de diálogo com diferentes setores envolvidos.
Confira a entrevista completa:
Listen to Regulação de trabalho por aplicativo byRádio Jornal on hearthis.at
Listen to Regulação de trabalho por aplicativo byRádio Jornal on hearthis.at
Relator defende texto
Na entrevista, o deputado disse que o projeto buscava um modelo intermediário entre a informalidade e a formalização plena, garantindo proteção social sem inviabilizar o setor.
Segundo ele, o relatório previa:
- Contribuição previdenciária de 2% para o trabalhador (R$ 20 a cada R$ 1 mil ganhos)
- Contribuição de 20% das plataformas
- Limite de 30% para taxas de intermediação (que hoje, segundo ele, podem ultrapassar 50%)
- Seguro de vida e invalidez
- Transparência nos algoritmos
“A cada mil reais que ele ganhasse […] pagaria apenas 20 reais. Eu entendo que eram avanços enormes para o trabalhador”, pontuou.
A proposta dialoga com a intenção inicial do governo federal de criar uma nova categoria de “trabalhador autônomo por plataforma”, com direitos mínimos e regras específicas para o setor.

Augusto Coutinho (Republicanos) – WILL SHUTTER/AGÊNCIA CÂMARA
Nó central do impasse
O principal ponto de conflito com o governo está no valor mínimo por corrida ou entrega, considerado o nó central do impasse.
O texto de Coutinho estabelecia cerca de R$ 8,50, enquanto a proposta defendida pelo ministro Guilherme Boulos prevê:
- R$ 10 como valor mínimo por corrida ou entrega
- Adicional de R$ 2,50 por quilômetro após 4 km
O relator criticou a proposta e apresentou um exemplo prático do impacto. “Se você fizer um pedido de R$ 20 […] ele vai chegar na sua casa por R$ 40. O frete vai ser o dobro do pedido.”
Segundo ele, o aumento de custos pode reduzir a demanda e afetar diretamente os próprios trabalhadores. “À medida que você aumenta o preço […] muitas vezes não vai ter o consumidor.”
Impacto e desigualdade regional
Coutinho também apresentou dados para sustentar sua crítica:
- 27% das corridas no Brasil são abaixo de R$ 8,50
- 33% em Pernambuco
- Até 70% em cidades do interior, como Garanhuns
Para o deputado, um piso nacional mais elevado poderia excluir uma parcela significativa dessas corridas, reduzindo o acesso ao serviço e o volume de trabalho. “Você ia tirar do mercado essas pessoas que usam.”
Ele também destacou as diferenças regionais como fator central no debate. “O que o ministro propõe para São Paulo […] não se apega, por exemplo, a Garanhuns.”
Próximos passos
Com o recuo do governo e a retirada de pauta, o projeto não deve avançar neste momento. A avaliação dentro do Executivo é de que o tema pode gerar desgaste político em ano eleitoral.
Para o relator, cabe agora ao governo assumir a formulação de uma nova proposta. “Se o governo não concorda, então manda o projeto […] e vai depois explicar ao consumidor final como vai chegar a conta para ele pagar.”
Na prática, a regulamentação do trabalho por aplicativos volta à estaca zero. Sem consenso entre governo, Congresso, empresas e trabalhadores, e com o debate impactado pelo cenário eleitoral, a discussão deve ficar para a próxima legislatura, a partir de 2027.

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-batatas-fritas-douradas-e-2851393467.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/previsao-do-horoscopo-do-dia.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)







/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-batatas-fritas-douradas-e-2851393467.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/previsao-do-horoscopo-do-dia.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)