A decisão do PP, anunciada nesta quarta, de ficar independente na Alepe não surpreendeu a governadora, que já tinha alertado outros deputados da base
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Fiel ao Governo Raquel Lyra durante seus três primeiros anos de mandato, quando votou a favor de todas as pautas do Governo na Alepe mas, em compensação, dirigiu diversos órgãos públicos importantes como Ceasa, Detran, Lafepe, Porto do Recife e, mais recentemente, a secretaria de turismo, o PP – todos sabiam – ia querer mais após a janela partidária encerrada no último dia 05 na qual o partido, agora integrado à Federação União Progressista da qual faz parte também o União Brasil, aumentou sua bancada na Alepe de 8 para 10 deputados que se juntam ao representante do União, deputado Antonio Coelho, formando um bloco de 11 parlamentares.
Mas não foi isso que ocorreu. Desconfiada dos reais interesses de Eduardo da Fonte que a todo momento evitou se comprometer pessoalmente com sua reeleição – negociou com o prefeito João Campos e só assinou uma nota de apoio a Raquel pressionado pela bancada – a governadora não aceitou uma proposta dele para só tomar qualquer decisão sobre 2026 após a janela partidária e aproximou-se do presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, que percorre o estado com ela como pré-candidato ao Senado ( Eduardo pleiteia o mesmo espaço). Também entregou a Miguel o Lafepe, que tirou do PP, e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
A decisão do PP, anunciada esta quarta-feira de ficar independente na Alepe não surpreendeu a governadora que já tinha alertado outros deputados da base de que após a janela partidária Eduardo da Fonte faria alguma coisa para tentar atingí-la. No frigir dos ovos, a ida para o chamado bloco independente, criado na atual legislatura para denominar os partidos dos “em cima do muro”, foi a mais branda das reações que poderiam ser tomadas. O próprio Dudu minimizou dizendo que na verdade se tratava de conquistar espaço nas comissões da Assembleia.
O que se comenta nos corredores da Alepe é que se o objetivo da Federação é ter dois votos em cada comissão, na de Justiça e de Finanças, as mais importantes, já tem um desses lugares ocupado através do União Brasil de Miguel Coelho: são os parlamentares Antonio Coelho, presidente da comissão de Finanças e Edson Vieira, vice-presidente da Comissão de Justiça que não podem ser substituídos pois os mandatos seguem até o final do ano. Nesse caso, o PP só pode ter nessas comissões um voto pois o outro é do grupo Coelho. Outra coisa que se diz na Alepe é que, com exceção de Gleide Angelo que saiu do PSB, os 10 deputados progressistas apoiam a reeleição de Raquel e não criariam obstáculos para ela.


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