Todas as segundas-feiras, a Coluna João Alberto apresenta entrevistas exclusivas com personalidades de destaque na sociedade pernambucana
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Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
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Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
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Por Julliana Brito
Robinson Pacheco, presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova é também o diretor da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, que está acontecendo até o próximo sábado, mantendo viva a tradição que transformou o espetáculo em referência cultural nacional. Com trajetória iniciada ainda na infância ao lado de seu pai, Plínio Pacheco, Robinson acumula décadas de experiência na coordenação e produção executiva do evento, sempre buscando inovar sem perder a essência histórica da encenação que emociona milhares de espectadores a cada temporada.

Robinson Pacheco é o atual presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova e afirma que o maior desafio da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é fazer o espetáculo se reinventar todos os anos – Arquivo Pessoal
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Como começou sua trajetória na Paixão de Cristo?
A convite do meu pai, Plínio Pacheco, comecei ainda criança, em 1970, aos sete anos de idade, como assistente de coordenação. Durante as temporadas de espetáculos, trabalhávamos juntos, muitas vezes a cavalo. Entre 1968 e 1969, trabalhei como figurante, fazendo uma criança de Jerusalém. De 1970 a 1995, trabalhei na coordenação. Em 1996, assumi a produção executiva do espetáculo, função que desempenho até hoje.
E na Sociedade Teatral de Fazenda Nova?
Em janeiro de 2000, meu pai, Plínio Pacheco, encerrou sua trajetória à frente do projeto de construção da cidade-teatro de Nova Jerusalém e da encenação da Paixão de Cristo. Na ocasião, fui nomeado seu sucessor na presidência da STFN — Sociedade Teatral de Fazenda Nova, entidade de caráter cultural responsável pela produção do espetáculo e pela gestão do teatro.
O que esse trabalho representa na sua vida?
Representa tudo na minha vida profissional e pessoal.
E é a sua herança familiar?
Foi trabalhando com o meu pai desde pequeno que pude entender e aprender o quanto o Projeto de Nova Jerusalém era tão importante para o desenvolvimento de toda uma região . Eles faziam questão de enfatizar que tudo aqui era preparado para gerar oportunidades de trabalho e desenvolvimento coletivo do povo de Fazenda Nova, distrito do Brejo da Madre de Deus onde tudo começou com os meus avós maternos Epaminondas e Sebastiana Mendonça país da minha mãe, Diva Pacheco. Só sai de Fazenda Nova para estudar e trabalhar, mas sempre retornando para a terra Natal .
E as expectativas para o espetáculo deste ano?
Está melhor impossível, celebrando o ano do centenário de vida do criador de tudo que diz respeito ao maior teatro ao ar livre do mundo, Nova Jerusalém. Todos estamos ansiosos para esta grande temporada sendo apresentada repleta de novidades e inovações cênicas. Está acontecendo até o dia 4 de abril.
E as novidades?
Temos várias novas novidades. Mas, a mais aguardada por todos, é a mágica e emocionante cena da Ascensão. Este ano preparamos pela a primeira vez na história uma cena impactante e ao mesmo tempo emocionante. Jesus irá subir aos céus de verdade. Um moderno efeito especial fará com que Jesus desapareça nas nuvens ao ressuscitar. Será inesquecível.
Qual você diria que é o maior desafio de manter esse padrão ao longo dos anos?
O maior desafio da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é fazer o espetáculo se reinventar todos os anos. Sendo a mesma história, o maior desafio é criarmos inovações cênicas sem o espetáculo perder a sua essência histórica. Afinal, o personagem principal é o maior homem que já pisou na terra: um rei sem reinado, sem servos, sem coroa de ouro ou brilhantes, mas que reinou como ninguém, que deixou uma herança incalculável para os seus irmãos, a sua mensagem de amor, de perdão e de fé em um único Deus. Um verdadeiro tesouro em forma de mensagem de paz, esperança e harmonia para toda a humanidade.
Como equilibrar tradição e inovação em um espetáculo tão emblemático?
A tradição da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é mantida pela forma como foi concebida por seu idealizador, Plínio Pacheco. A inovação, por sua vez, é uma necessidade constante, sem ela, o espetáculo não teria a longevidade necessária para seguir cumprindo sua missão cultural, social e econômica para o povo pernambucano. Entre tantas cenas emocionantes, a que mais toca o meu coração é a da Ascensão.

Robinson e seu pai, Plínio Pacheco que celebra 100 anos de legado este ano – Arquivo Pessoal
Qual o significado do espetáculo para você?
O seu significado é muito forte. Para mim, significa dizer que, quando você faz tudo com amor, tudo valerá a pena. Ao final de tudo, Deus recompensará por toda a sua trajetória.
Como é liderar a Sociedade Teatral de Fazenda Nova?
Liderar a STFN não é algo tão simples. Requer muita persistência e resiliência. Os desafios são enormes e quase sempre surgem de fora para dentro, sem o nosso controle direto. Dessa forma, precisamos nos adequar a cada momento, sem deixar de fazer bem feita a nossa parte, sem perder a esperança de dias melhores e acreditando sempre no nosso potencial artístico e criativo. Esses são os nossos maiores patrimônios.
O público tem mudado ao longo dos anos? Como vocês têm se adaptado a essas transformações?
O nosso público é quem dá sentido a tudo no espetáculo. Ele fomenta, opina por meio das pesquisas e nos incentiva com a sua aprovação. As adaptações são traçadas com base nas informações dessas pesquisas realizadas durante as temporadas, que servem de balizamento para as mudanças e adequações.
Qual é o impacto cultural do evento para a região de Brejo da Madre de Deus?
O impacto cultural é imensurável. Mexe com a autoestima das pessoas de forma direta. Podemos perceber isso de maneira mais evidente, especialmente durante a pandemia, quando ficou claro o quanto as temporadas da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém influenciam o astral do nosso povo.
E o impacto econômico?
O nosso evento praticamente lota todos os hotéis do estado de Pernambuco, gerando mais de 3 mil empregos diretos e mais de 10 mil indiretos.
Como vocês trabalham essa projeção nacional do espetáculo?
Turistas de todos os estados do Brasil e de mais de 25 países nos visitam a cada ano. A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém possui um plano de mídia bem estruturado, baseado em dados de pesquisas anuais, que nos orientam sobre como abordar cada segmento por meio da mídia. Após cada temporada, fazemos uma avaliação geral, identificando o que precisamos melhorar e como viabilizar cada ação para o ano seguinte.
Quais os mentores ou referências importantes ao longo da sua carreira?
As referências são várias, baseadas na história da humanidade. Porém, tivemos duas pessoas que viveram muito próximas de nós, nos dando exemplos de amor à causa: o casal Plínio e Diva Pacheco. Eles foram os verdadeiros mentores de muitos que já passaram por Nova Jerusalém e de tantos que ainda estão conosco.
Existe algum legado que gostaria de deixar na Sociedade Teatral de Fazenda Nova?
O maior legado é poder dar continuidade ao Sonho de Pedra de Plínio Pacheco e contribuir, mesmo que de forma singela, para a continuidade desse projeto tão importante para tantas pessoas.
Como enxerga o futuro da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém?
O futuro da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém depende de nós. De continuarmos fazendo o nosso trabalho com base nos exemplos de seus fundadores. O amor à arte e à cultura deve estar sempre acima de quaisquer dificuldades.
Fora do trabalho, o que te inspira e recarrega?
O que me ajuda a recarregar as energias é estar perto das pessoas que amo, fazendo tudo com muito amor. Fazer o que se gosta é uma dádiva de Deus, e estar ao lado de quem amamos dá sentido à vida. Você trabalha com leveza, como se estivesse brincando. Não pesa, funciona como uma verdadeira higiene mental. É nisso que acredito.
RAIO-X
Time: Náutico, no Recife, e Central, em Caruaru.
Restaurante: Porto Ferreiro.
Comida: Peixe grelhado com legumes.
Filme: Gladiador, de Ridley Scott.
Livro: “Arte da Guerra”, de Sun Tzun.
Música: Asa Branca.
Cantor: Luiz Gonzaga.
Local favorito: Minha rede no Alpendre da Fazenda Mandacaru.
Hobby: Treinar, participar de vaquejadas, assistir filmes, séries e documentários.

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