Três homens que trocaram tiros com a polícia, apontados como integrantes da ‘gangue do iPhone’, vão responder por vários crimes. Um segue foragido
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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou três homens acusados de integrar um grupo especializado em roubo de iPhones e que trocou tiros com policiais civis no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife, em 25 de fevereiro deste ano. No confronto, o designer João Paulo da Silva Neto, de 60 anos, morreu vítima de bala perdida.
De acordo com as investigações, policiais da Delegacia do Espinheiro fizeram uma campana para prender os acusados – já investigados por aplicar golpes em clientes de sites de compra e venda de celulares.
No momento em que ocorreria o flagrante, o carro usado pelos acusados parou próximo ao veículo da polícia, que estava descaracterizado. Ismael dos Santos Batista foi identificado como o responsável por sair do carro, apontar um revólver calibre 38 e atirar em direção de um dos policiais.
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“O crime não se consumou devido à pronta reação do agente e dos demais policiais presentes, que revidaram a injusta agressão”, descreveu a denúncia do MPPE.
VEJA VÍDEO:
No confronto, uma das balas atingiu a cabeça de João Paulo, que estava em um carro estacionado, aguardando a esposa largar do trabalho. O idoso foi socorrido pelos policiais e levado, no próprio veículo, para o hospital, mas não resistiu.
“A morte de João Paulo é juridicamente imputável aos denunciados com base na Teoria da Imputação Objetiva. Ao iniciarem um ataque armado contra forças policiais em local público, os acusados criaram um risco proibido e objetivamente previsível de que terceiros inocentes fossem alvejados”, afirmou a promotora Érica Lopes de Almeida, na denúncia.
A denúncia não aponta, porém, de que arma de fogo saiu o tiro que matou o idoso.
Após o confronto, Ismael foi o único preso. O segundo acusado, identificado como Mikael Souza da Silva, foi capturado posteriormente. O terceiro acusado é Jailson Santos de Santana, considerado foragido.
O trio vai responder pelos crimes de homicídio consumado (referente à morte do idoso), tentativa de homicídio qualificado (referente aos tiros contra os policiais) e associação criminosa qualificada.
O MPPE também solicitou à Justiça a manutenção das prisões dos acusados.
RECORDE DE VÍTIMAS DE BALA PERDIDA NO GRANDE RECIFE
Levantamento do Instituto Fogo Cruzado mostrou que o número de vítimas de bala perdida no Grande Recife bateu recorde em 2025. Ao menos 72 pessoas foram atingidas sem serem alvos diretos da violência armada. Esse foi o pior resultado da série histórica, iniciada em 2019.
Do total de vítimas de bala perdida no ano passado, oito morreram e 64 ficaram feridas. Em comparação com 2024, houve aumento de 46,9% nos registros. Naquele ano, o instituto somou 49 vítimas, sendo sete mortas e 42 feridas.
O instituto registrou, em média, quatro tiroteios/disparos de arma de fogo por dia no Grande Recife no ano passado.
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