Semana de Design de São Paulo faz mapeamento da cena criativa da cidade

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Semana de Design de São Paulo faz mapeamento da cena criativa da cidade


Se você cair de paraquedas hoje em São Paulo e quiser saber tudo o que rola de design na cidade, uma possibilidade é abrir o guia impresso da Semana de Design de São Paulo, festival que chega agora à sua 15ª edição. Está no informativo, dividido por distritos, um mapeamentos de lojas, espaços independentes, galerias, edifícios históricos, feiras de criativos e locais descolados da capital que lidam com design de uma forma ou de outra.

A Design Week, ou DW, como também é conhecida, entende design de forma ampla, englobando produtos tão diversos como pias e chuveiros para banheiros de casas de luxo, poltronas de dezenas de milhares de reais, cuias confeccionadas por indígenas da Amazônia, velas aromáticas, bijuterias criadas por designers de joia independentes e até biquínis com tecidos que absorvem a menstruação.

Para acessar os 150 locais que recebem a plaquinha da DW na porta, é preciso girar pela cidade —a alameda Gabriel Monteiro da Silva e os shoppings D&D e Lar Center concentram o design voltado para a casa, e por isso atraem mais arquitetos, decoradores e seus clientes. Já o Centro, a Barra Funda e a Santa Cecília, fáceis de andar a pé, são chamarizes para quem já mora nesses bairros ou está atrás daquela peça autoral assinada por designers independentes.

Diante de um escopo tão amplo que o festival se propõe a destacar, como definir o que é design? “O design tem múltiplas interpretações”, diz Lauro Andrade, o idealizador do evento. “Para a gente, design é um processo de entregar soluções para a sociedade, em diversas escalas, integrando forma e função, de forma sustentável. Design para a gente não é adjetivo —aquela cadeira tem design. A visão da Design Week foi de design como processo. Design em tudo, para todos, perto de você.”

Andrade destaca também o potencial turístico do festival, que segundo ele atrai cerca de 50 mil pessoas de fora da cidade de São Paulo para a capital. Ele estima que, durante o período da Semana de Design, que começou dia 5 de março e se estende até 22, cerca de 100 mil visitantes vão circular pelos muitos espaços do evento.

De olho neste movimento todo, muitas lojas e estúdios prepararam lançamentos —a Breton, marca de móveis de luxo, traz novas poltronas de Luisa Moysés, Bruno Niz e Victor Vasconcelos, designers em ascensão. O Studio Dieedro, de Jayme Bernardo, referência no design autoral brasileiro, tem bancos, buffets, mesas, luminárias e apoiadores criados para a Semana de Design.

Se a ideia for não incitar o desejo de compra, a Casa Dexco, no Conjunto Nacional, oferece uma programação de palestras, das quais vale destacar a com a arquiteta Maria Flores Loreto, diretora do escritório de Zaha Hadid. Independente deste evento, a Casa Dexco organiza os seus lançamentos ao redor do tema do tempo —o presente, o passado e o futuro—, e mostra produtos como torneiras para banheiro com revestimento que não desgasta e lixeira com mecanismo para evitar o mau cheiro.

De 19 a 22 de março, o Centro Cultural São Paulo recebe um braço de moda do evento, algo inédito em sua história. A ideia é destacar a moda circular e despertar para o consumo consciente de roupas. Isso vai se materializar com uma exposição de materiais reciclados e recicláveis, uma feira com designers de várias regiões do estado de São Paulo que mostram acessórios, vestuário e calçados com matérias-primas de reaproveitamento e também um desfile de moda.



Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *