Após restrição legal, ex-governador Paulo Câmara retorna à presidência do Banco do Nordeste

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Após restrição legal, ex-governador Paulo Câmara retorna à presidência do Banco do Nordeste



Ex-governador de Pernambuco foi indicado por Lula e aguarda validação do Conselho de Administração para reassumir o comando do BNB nesta semana.

Por

JC


Publicado em 05/03/2026 às 17:32

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O economista e ex-governador de Pernambuco, Paulo Câmara, está prestes a retornar à presidência do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). A indicação para a recondução ao cargo partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o aval do Ministério da Fazenda, e deve ser sacramentada ainda nesta semana.

Conforme apuração divulgada em primeira mão pelo jornal Diário do Nordeste, o nome de Câmara já passou pelo crivo e análise prévia do Conselho de Elegibilidade da instituição. A etapa final do processo, agora, é a validação oficial por parte do Conselho de Administração do banco, órgão responsável por chancelar a indicação feita pelo governo federal.

O Retorno após a Lei das Estatais

Esta será a segunda passagem do pernambucano pelo comando da estatal. Câmara presidiu o BNB entre março de 2023 e outubro de 2025. Sua saída ocorreu para cumprir uma exigência da Lei das Estatais, que na época impedia sua permanência no posto pelo fato de ele ter exercido função de direção partidária no PSB.

Nos bastidores de Brasília, no entanto, a desincompatibilização nunca foi interpretada como definitiva. Aliados do Palácio do Planalto já faziam circular a informação de que o economista retornaria ao comando da instituição em 2026, logo após a superação do prazo das restrições legais.

Peso Político e Estratégico

A volta de Paulo Câmara ocorre em um momento em que o Banco do Nordeste ganha ainda mais relevância no tabuleiro político e econômico. A instituição é a principal operadora de instrumentos de financiamento ao desenvolvimento regional, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), além de ditar o ritmo das linhas de crédito para infraestrutura, agronegócio e pequenos empreendedores.

Por conta desse poder de investimento, a presidência da estatal é considerada um posto altamente cobiçado. O cargo reúne peso institucional, alta capacidade de articulação e influência direta sobre políticas de desenvolvimento em um dos redutos eleitorais mais decisivos do País.

Servidor de carreira do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) e governador do Estado por dois mandatos, Câmara possui trânsito consolidado entre as principais lideranças políticas da região, além de vasta experiência na condução de políticas públicas.



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