Quase a metade dos prefeitos que venceram em 2024 foram reeleitos, mostrando que a avaliação positiva faz a diferença para a população
Publicado em 09/10/2024 às 0:00
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Diversos fatores contribuem para a permanência dos governantes, quando chega o momento da avaliação nas urnas, para a continuidade ou não do mesmo titular na gestão do Executivo. Entre eles, a inércia da chamada máquina pública, sobretudo quando os servidores fazem parte do partido ou da aliança partidária do gestor. Ou ainda, a eficiência ou ineficiência das forças de oposição, na tarefa de apontar e realçar os problemas que continuaram os mesmos, ou até se agravaram, no período de um determinado partido, grupo ou indivíduo exercendo o poder. E até o carisma pessoal da candidata ou do candidato que se dispõe a renovar o mandato, sobretudo numa época em que o desempenho da aparência pode receber mais curtidas do que o aprofundamento das questões coletivas.
Mas a conclusão mais rápida, e pertinente, é a de que os reeleitos foram ungidos pelo voto, às vezes com largas vantagens sobre os concorrentes, simplesmente pelo fato de que a avaliação dos eleitores a respeito da gestão foi positiva. O que está longe de dizer que a gestão foi irretocável, ou mesmo que cumpriu tudo a que se propôs na campanha anterior. A avaliação da maioria, entretanto, garantiu, por exemplo, que nada menos que 2.444 prefeitos tenham sido reeleitos no Brasil no último domingo. E com chances para outros 17 no segundo turno. O número representa 44% das prefeituras no país, e é a maior proporção de reeleição desde o ano 2000. Em quase um quarto de século, jamais tantos gestores municipais foram reconhecidos pelo seu trabalho, e reconduzidos ao cargo que, por sinal, ocupam enquanto disputam o pleito.
A onda de continuidade pode ser interpretada como uma espécie de recuperação da política, em um fenômeno de abrangência nacional. Os aventureiros que posam de outsiders, ou antissistema, tiveram menos apoio dos cidadãos desta vez. Mesmo onde quase chegaram no segundo turno – como em São Paulo – apesar do alcance, não chegaram. Os brasileiros que reelegeram seus prefeitos renovaram o voto de confiança, transmitindo a mensagem de que, com todos os defeitos e limites, a democracia é o melhor caminho para as respostas às demandas coletivas. E os participantes na linha de frente do processo democrático são os políticos detentores de mandatos conferidos pelo próprio povo. Que ganharam aplausos na forma de votos – e agora redobram o trabalho para dar conta da responsabilidade que recebem.
O desempenho dos reeleitos não é novidade no Brasil nos últimos anos, à exceção de 2016, quando a taxa de renovação dos mandatos foi de apenas 21%, no rescaldo da desconfiança gerada pela corrupção desvendada pela Operação Lava Jato. Em 2020, o patamar da reeleição de prefeitos voltou a ser alto, de 40%. Mas o recorde em 2024, com 81% dos pouco mais de 3 mil prefeitos lançados à reeleição, obtendo êxito, ilustra a sequência da tendência e a força de um gestor bem avaliado – ou mal confrontado pelos opositores.

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