Debate da escala 6×1 no Congresso encontra Brasil com dificuldade para contratação de mão de obra qualificada especialmente na indústria

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Debate da escala 6×1 no Congresso encontra Brasil com dificuldade para contratação de mão de obra qualificada especialmente na indústria


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Um dia após o presidente da Câmara, Hugo Motta, encaminhar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada em 2024 pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) da adoção das escala 6×1, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga sua Sondagem Mensal onde a falta de profissionais é o principal problema depois da alta carga tributária, dos juros altos e da demanda interna insuficiente.

A questão da falta de mão de obra qualificada se tornou um dos principais problemas enfrentados pela indústria, sobretudo nos últimos cinco anos, após a pandemia de Covid-19. E a escassez de profissionais capacitados chegou a figurar na última posição do ranking de 17 preocupações do setor. Essa não era uma preocupação até 2019, mas desde 2024 ela virou um problema diretamente relacionado à competitividade.

Indústria sofre com dificuldade de treinamento de trabalhadores brasileiros. – Divulgação

Educação básica

De acordo com a CNI, as empresas buscam capacitar os trabalhadores, mas acabam esbarrando em outro problema: a baixa qualidade da educação básica. As lacunas na formação educacional dificultam o aprendizado e desestimulam os trabalhadores a buscarem qualificação.

Outro desafio é a rápida transformação tecnológica e organizacional, que exige requalificação contínua dos trabalhadores. Segundo o Mapa do Trabalho Industrial da CNI, três em cada cinco trabalhadores precisarão ser treinados até 2027. O principal objetivo das capacitações é alinhar as competências dos profissionais recém-contratados às demandas das empresas.

Sem produtividade

Esse é um quadro que tem a ver com os reflexos numa eventual adoção da escala 6×1 onde a questão da produtividade será o eixo da argumentação do setor empresarial. Na Sondagem Industrial de janeiro de 2026, a CNI lembra que existe uma crescente falta de interesse da população, especialmente dos mais jovens, por relações de trabalho tradicionais.

E lembra uma pesquisa divulgada pelo Datafolha em 2025 que aponta que 59% dos brasileiros preferem ser autônomos, percentual que sobe para quase 70% entre os jovens de 16 a 24 anos.

Falta e alto custo

No quarto trimestre de 2025, segundo as análises também divulgadas nesta quarta-feira (11), os três principais problemas enfrentados pelas indústrias brasileiras seguem os mesmos do trimestre anterior, mas na quarta colocação está a falta de ou alto custo de trabalhador qualificado, apontado por 23,1% das empresas. Entretanto, entre as pequenas empresas, o problema é ainda maior, atingindo 28,4% das empresas, em segundo lugar do ranking e atrás apenas da alta carga tributária.

O diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, afirma que sem trabalhadores qualificados, as empresas têm dificuldade para aumentar a produtividade, afetando tanto a busca pela eficiência quanto a redução de desperdícios. “Entretanto, na hora de capacitar os trabalhadores, elas esbarram em outro problema: as lacunas na formação educacional, que dificultam o aprendizado e desestimulam os trabalhadores.”

MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, promete acelerar PEC da Segurança e fim da escala 6×1 – MATEUS BONOMI/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Mapa do Trabalho

A questão da baixa produtividade do trabalhador industrial brasileiro já vem sendo pesquisada pela CNI no documento Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo SENAI, que estima que o Brasil precisará qualificar mais de 9,4 milhões de trabalhadores até 2028.

Segundo o documento, entre 2025 e 2027, o Brasil precisará qualificar 14 milhões de pessoas em ocupações industriais em quatro anos. Desses, 2,2 milhões estão em formação inicial – para repor inativos e preencher novas vagas – e 11,8 milhões em treinamento e desenvolvimento, para trabalhadores que precisam se atualizar.

As áreas e ocupações com maior demanda por profissionais qualificados variam conforme o estado e estão diretamente relacionadas à economia local. Considerando essas especificidades regionais, o Observatório Nacional da Indústria, responsável pela pesquisa, organizou os dados por estado.

Pernambuco

Pernambuco é um bom exemplo dessa dificuldade. Segundo o MTI, o estado precisará de 64,4 mil trabalhadores com uma nova formação para atender ao ritmo de criação de empregos e a reposição de trabalhadores que deixarão o mercado de trabalho formal e que 329,1 mil trabalhadores precisarão de treinamento e desenvolvimento para atualizarem as competências nas funções que já desempenham na indústria e que também são demandadas por outros setores no Brasil.

O perfil da economia do estado adverte que no setor de Logística e Transporte até 2027 deverão existir 88,4 mil oportunidades para técnicos de controle da produção, motoristas de veículos de carga, almoxarifes e armazenistas, entre outros.

Perfil real

Na Construção serão 50,7 mil, para atuar como profissionais na operação de máquinas de terraplanagem, ajudantes de obras civis, trabalhadores de estruturas de alvenaria, fundações, entre outros, e na própria Operação industrial haverá 35,8 mil empregos para profissionais como alimentadores de linhas de produção, embalagem, etiquetagem, trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias.

Metalmecânica

E no caso da indústria Metalmecânica – impulsionada pelo polo automotivo – serão 8,7 mil com a necessidade de montadores de veículos automotores (linha de montagem); trabalhadores de soldagem e corte de ligas metálicas; trabalhadores da pintura de equipamentos, veículos, estruturas metálicas e de compósitos. A nível nacional este é o quadro que o debate da escala 6×1 vai encontrar como realidade.

Nesta terça-feira, o recém-empossado presidente da Fiesp, Paulo Skaf, advertiu que uma transição sem o correspondente aumento de produtividade ou redução do “Custo Brasil” resultará, inevitavelmente, em pressões inflacionárias e perda de competitividade, devendo gerar retração econômica, fechamento de postos de trabalho formais e o avanço da informalidade – o que contraria diretamente o propósito original da Emenda proposta, prevê o dirigente empresarial.

Divulgação
Venezuela volta a produzir mais de 1 milhao de barris dia. – Divulgação

Venezuela volta a extrair mais petróleo

Um mês depois do seqüestro e da prisão do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, a produção de petróleo da Venezuela subiu para 1 milhão de barris por dia após a PDVSA reverter sua atuação na Faixa do Orinoco. A recuperação ocorreu após as licenças concedidas pelos Estados Unidos desbloquearem exportações e permitirem o fornecimento de insumos essenciais ao petróleo extrapesado.

A estatal venezuelana PDVSA reverteu a maior parte dos cortes de produção que havia ordenado nos próprios campos petrolíferos e joint-ventures na principal região produtora de petróleo do país, a Faixa do Orinoco, elevando a produção total do país para cerca de um milhão de barris por dia (bpd), de acordo com fontes próximas às operações.

O bloqueio dos EUA deixou milhões de barris de petróleo exportável presos em tanques terrestres e navios no país, forçando cortes na produção que a PDVSA começou recentemente a reverter, à medida que as exportações voltam a níveis próximos do normal.

EDSON HOLANDA/PREFEITURA DO RECIFE
Instalações do novo hotel Motto by Hilton, no Centro do Recife – EDSON HOLANDA/PREFEITURA DO RECIFE

Dono de Hotel

Começou a funcionar nesta quarta-feira (11) no Bairro do Recife o primeiro hotel Motto by Hilton do Brasil. O empreendimento segue o modelo de condo-hotel, funcionando como condomínio fechado. São 132 apartamentos, com 15 m² cada, todos com RGI e IPTU individualizados, avaliados em aproximadamente R$ 400 mil por unidade.

O empreendimento é liderado pela Revpar Incorporações e MUV Empreendimentos com gestão da Atlantica Hospitality International. A Revpar Incorporações lidera também o Ibis Budget Piedade, na Beira Mar de Piedade em Jaboatão dos Guararapes, que tem 220 apartamentos em operação desde 2021 e o projeto do Arbbo Tapestry Collection by Hilton Campo Grande (MS) com 113 apartamentos com previsão de inauguração em 2029.

Divulgaçao
Pitú lança novos produtos para Carnaval. – Divulgaçao

Pitú Batidinha

A Pitú está lançando mais um produto, a Pitú Batidinha, a primeira batida cremosa em caixinha do mercado. O novo produto chega como um coquetel alcoólico pronto para beber, desenvolvido para atender consumidores que buscam praticidade, mobilidade e uma experiência diferenciada de sabor.

A embalagem de 250 ml foi pensada para facilitar o consumo em diferentes ocasiões, como encontros entre amigos, momentos de lazer e eventos ao ar livre, oferecendo conveniência e consumo descomplicado. A Pitú Batidinha chega em três sabores: Morango Cremoso, Maracujá Cremoso e Coco Cremoso, todos com graduação alcoólica de 7,9%.

Daycoval Santander

O Banco Daycoval está comprando a carteira de cartão consignado do Santander que tem saldo de R$ 1 bilhão. O movimento reforça a estratégia de crescimento no segmento de crédito consignado e acrescenta mais de 670 mil novos clientes ao portfólio da instituição, distribuídos em 130 convênios.

O Daycoval já possui uma carteira de crédito consignado que alcançou R$ 16,4 bilhões no terceiro trimestre de 2025, avanço de 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior em 1,8 milhão de contratos ativos e 1,2 milhão de clientes, distribuídos entre beneficiários do INSS, Forças Armadas, governos estaduais e municipais

Reciclagem 

O Governo de Pernambuco com a Stellantis Automóveis, Banco do Nordeste e Grupo Cornélio Brennand fechou parceria para o fortalecimento do Recicla+Pernambuco, programa estadual voltado à ampliação da reciclagem, da coleta seletiva e da inclusão socioprodutiva de catadoras e catadores.

A Stellantis destinou R$ 1,5 milhão ao programa, o BNB, R$ 1 milhão e o Grupo Cornélio Brennand se integram no Recicla+Pernambuco já aprovado pelo Ministério do Meio Ambiente na Lei Federal de Incentivo à Reciclagem (Lei nº 14.260/2021).

Divulgação
Novelis deveja reciclar mais de 40 toneladas no Carnaval de Recife e Olinda. – Divulgação

Lata reciclada

A gigante Novelis, líder global em laminação e reciclagem de alumínio, programou-se para reciclar aproximadamente 40 toneladas de latas de alumínio provenientes do Carnaval em Recife e Olinda. A operação, que conta com o apoio das cooperativas PRÓ-RECIFE (na capital) e Coocencipe (na cidade histórica), irá garantir que o equivalente a mais de 2,7 milhões de embalagens sejam inseridas no ciclo produtivo.

A empresa financiou a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), camisetas e kits de alimentação, reforçando a valorização, dignidade e segurança dos profissionais que serão responsáveis pela coleta.

Canal panafricano

O carnaval de Salvador terá transmissão para o continente africano através da TVA – maior canal panafricano de língua portuguesa – e da AFRO.TV com apoio da Vale do Dendê e da Cabo Verde Airlines. O sinal chegará para Cabo Verde (em sinal aberto), Angola, Moçambique e Portugal (via Cabo) e no seu canal do YouTube.

Divulgação
Ratinho vendendo loteamento em Santa Catarina – Divulgação

Imóvel do Ratinho

Depois da polêmica de que ele estava num empreendimento com os irmãos do ministro do STF, o apresentador Ratinho é o âncora do lançamento do condomínio Mirante da Serra, da ABecker, que registrou 50% de vendas dos terrenos disponíveis na primeira semana de vendas . O empreendimento está localizado na divisa entre Paraná e Santa Catarina, na serra catarinense numa área de 375 mil m², com amplos espaços de lazer em meio à natureza.

Mais Cannabis

A importação de cannabis medicinal por brasileiros alcançou novo recorde em 2025. Dados da Anvisa mostram que foram concedidas 194.682 autorizações para a compra desses produtos no exterior ao longo do ano, um crescimento de 16,3% em comparação com 2024 e o maior volume registrado desde o início da série histórica.

Entre os produtos mais importados pelos pacientes brasileiros estão óleos e extratos ricos em CBD, formulações full spectrum, cápsulas e novas apresentações orais, como gummies, que vêm ganhando espaço no mercado nos últimos anos. Atualmente, a importação de cannabis medicinal é o principal mecanismo de acesso para pacientes no Brasil.



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