Jornada 3×1 para Legislativo atrapalha Reforma Administrativa e azeda debate pelo fim da jornada 6×1 que Lula trouxe para as eleições

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Jornada 3×1 para Legislativo atrapalha Reforma Administrativa e azeda debate pelo fim da jornada 6×1 que Lula trouxe para as eleições


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Foi assim: Na última semana do ano legislativo de 2025, Davi Alcolumbre e Hugo Motta acertaram que na primeira sessão do ano de 2026 colocariam o projeto que implantava a jornada 3×1 no legislativo e o estouro do teto para a elite da casa.

Eles, de fato, aprovaram as novas regras, mas não contavam com a reação da opinião pública, do ato do ministro Flavio Dino exigindo um detalhamento dos penduricalhos em todos os poderes (no Brasil mais de 58 mil servidores ganham acima do te constitucional) e um movimento junto ao governo Lula para vetar o projeto.

Lula e Motta

O presidente Lula fez chegar a Motta que não tinha gostado de ter sido informado pela imprensa da aprovação e que a ministra Ester Dweck tinha passado batida no movimento articulado para o primeiro dia de trabalho do Congresso.

A aprovação da escala 3×1 do Congresso pode ter estragado toda estratégia que Lula e o próprio Motta tinham articulado para a aprovação da escala 6×1 dando argumento à tese de que enquanto o Brasil resiste a abordar a questão da produtividade, o Congresso internamente se recusa a trabalhar mais do que três dias por semana.

Setor provado

A questão da jornada 6×1 assusta o setor privado. Não porque ele não esteja interessado em abordar a questão dentro de um cenário que foque na produtividade. Mas pela extemporaneidade da colocação do tema num ano eleitoral. E dificulta o debate da Reforma Administrativa.

E embora o governo não tenha apresentado qualquer estudo sobre o impacto disso na economia, uma nota técnica do Centro de Liderança Pública (CLP) sobre o impacto da redução da jornada de trabalho no Brasil estima que mais de 600 mil empregos formais podem ser perdidos como consequências para o crescimento econômico, se o Brasil acabar com a escala de trabalho 6 X 1 proposta pela deputada Erika Hilton.

Deputada Erika Hilto, autora da PEC 8/2025 que propõe o fim da escravidão 6×1. – Camara Federal

Susto no comercio

No caso do comércio, a produtividade do trabalhador cairia 1,3%, com uma baixa de 1,6% no emprego formal, o que significa a perda de 164,1 mil empregos. Segundo o CLP, o impacto no PIB seria de cerca de 0,7% – ou R$ 88 bilhões.

O discurso do governo Lula para encaixar o debate é que reduzir a jornada de trabalho seria uma conquista social, pois com menos dias trabalhados o trabalhador teria mais qualidade de vida. O problema é que países que trabalham menos horas têm processos em que cada hora rende mais valor.

Produtividade

Mas a realidade é que no Brasil se trabalha mais do que em economias avançadas e não se tem a mesma eficiência. Dito de outra forma: sem melhorar a produtividade (que não cresce há décadas), encurtar a semana sem redesenhar processos pode significar não mais bem-estar e ter custos maiores.

A dificuldade, crida com o debate deste ano, é o risco de virar bandeira de campanha de dezenas de candidatos, além do próprio Lula.

Microempresas

Há outro aspecto que preocupa o setor empresarial. Como quem gera quatro de cada cinco empregos no Brasil é a pequena e a microempresa, a adoção da jornada 6×1 vai atingir os custos do chamado andar de baixo da economia. Exatamente o que tem maiores dificuldades de aumentar a produtividade.

Segundo estudos da CNI, isso tem a ver com a estação de trabalho do empregado no chão de fábrica. Uma empresa global operando no Brasil importa maquinário padrão dos Estados Unidos ou da União Europeia e o deprecia em dois anos. Uma micro ou pequena empresa não tem esse mesmo acesso.

Divulgação
Estação de trabalho fábrica de móveis Europa – Divulgação

Estação de trabalho

Então, no final do dia o que trabalho de uma grande empresa entrega tende a ser menor porque o equipamento que usa não é o que lhe permite produzir mais. Agora imagine-se o impacto num setor dominado por micro e pequenas empresas.

O problema é que esse debate inserido na ordem do dia ocorre quando o Legislativo decide trabalhar apenas três dias por semana. E quando no próprio Congresso a questão da reforma administrativa está sendo tratada e que esses penduricalhos desvia o foco do tema

Jornadas diferentes

Na prática é como se os funcionários do legislativo saíssem da jornada 5×2 para a 3×1 sem passar ao menos pela 4×2 com o contribuinte pagando maiores salários, já que a lei também incluiu reajuste de 9% e mais uma série de penduricalhos que foram inseridos na lei.

Tudo isso acaba expondo uma completa incompatibilidade entre o que pensam o Congresso, o governo e a sociedade brasileira cujo interesse está não apenas na jornada de trabalho, mas na renda que o trabalhador leva para casa.

Divulgação
Motoristas de aplicativos – Divulgação

Aplicativos

O setor de motoristas de carro e de moto é um bom exemplo. Nos debate sobre uma regulamentação básica, a reivindicação dos trabalhadores não é trabalhar menos. É ganhar mais. Até porque eles definem quantas horas trabalhar independentemente do dia da semana.

Tudo isso revela uma realidade que, comparada à do Congresso, parece ser paralela e completamente agastada do mundo real vivido por milhões de trabalhadores cada vez mais indignados ao saber que precisam trabalhar ao menos 44 horas por um salário que está a dezenas de casas decimais do que recebem os servidores do Congresso.

 

Divulgação
A BYD do Brasil anuncia que o SUV híbrido plug-in BYD Song Plus será produzido no complexo fabril da marca em Camaçari (BA). – Divulgação

BYD e Stellantis e o futuro carro elétrico

Enquanto a chinesa BYD confirma a estreia da montagem na fábrica de Camaçari (BA) de seu SUV híbrido plug-in BYD Song Plus, podendo ser o Dolphin Mini e o King, que agora têm previsão de início de produção em julho, a Stellantis revela uma mudança de foco, deixando de investir em veículos elétricos em meio a uma demanda mais fraca do que a esperada.

Essa mudança ocorre quando as montadoras globais estão recuando em projetos de veículos elétricos, em meio à desaceleração da demanda na América do Norte após o fim dos créditos fiscais dos EUA para novas compras de veículos elétricos pelo governo Trump.

Missão a Hannover

A Fiepe participa em abril de 2026 da Feira de Hannover, na Alemanha, uma das maiores vitrines da indústria mundial. Integrando a missão empresarial brasileira ao evento e prevendo agenda técnica, visitas a empresas e oportunidades de negócios internacionais. Empresários interessados em participar devem procurar a Fiepe para mais informações.

PE no BRB

No último ano do governo Paulo Câmara, quando o estado voltou a ter Capag B, o estado fez quatro pequenos empréstimos, entre eles um de R$ 300 milhões com o BRB. Os outros foram com o Santander e Itaú também de R$ 300 milhões e o último de R$ 200 milhões com o Banco ABC.

No governo Raquel Lira foram feitos empréstimos com a Caixa , Banco do Brasil e BNDES. O empréstimo com o BRB com a crise do Banco Regional de Brasília é o que pode ser repassado ao Itaú ou ao Bradesco que, apesar de ter a conta de salários, não tem empréstimos ao Estado.

Mercado de Blindados

Um novo levantamento da Webmotors aponta crescimento do interesse por veículos blindados nos últimos 12 meses no Brasil. O estudo da Webmotors Autoinsights mostra um salto de 23,4% nas visitas por veículos blindados 0KM entre janeiro e dezembro de 2025. O número revela um mercado aquecido para todo o segmento

Entre os cinco modelos 0KM mais procurados dessa categoria, o Toyota Corolla Cross é o primeiro da lista, com 16% de participação. Na sequência, aparecem Toyota Hilux SW4 (13%), Volkswagen Nivus (10,3%), Honda HR-V (9,8%), Toyota Corolla (9,6%).

Ornitólogos

O Recife recebe, pela primeira vez, um grande evento voltado ao birdwatching. O Avistasse? – I Congresso Pernambucano de Observação de Aves será entre os dias 17 a 21 de abril, no Parque Estadual de Dois Irmãos. Realizado pela Aviva Ecoatividades e pelo Instituto Autoimune, o encontro reúne especialistas de várias regiões do país .

Infraestrutura

Nesta segunda-feira (9) na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, tem a abertura do “Superciclo de Investimentos em Infraestrutura – Avanços e Desafios” com presença do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e dos ministros Renan Filho (Transportes) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos). Nos dois painéis do evento, lideranças do setor privado farão parte dos debates sobre a ampliação dos investimentos em infraestrutura no Brasil.

Efeito taxação

A guerra da Ucrânia e as restrições de governo Donald Trump fizeram o comércio bilateral entre Brasil e Canadá encerrar em 2025 em um patamar histórico, consolidando a trajetória de crescimento observada nos últimos anos. Dados do Quick Trade Facts (QTF), estudo elaborado pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), mostram que as exportações brasileiras ao Canadá atingiram US$ 7,25 bilhões, um avanço de 15% sobre 2024.

As importações brasileiras de produtos canadenses também apresentaram expansão relevante, com alta de 13%, alcançando US$ 3,14 bilhões. Do lado das importações, o Brasil voltou a intensificar as compras de fertilizantes, turborreatores, medicamentos, enxofre e máquinas, incluindo equipamentos agrícolas, aparelhos para filtragem de gases e máquinas para moldagem de termoplásticos e borracha.

Automação

A adoção de processo de automação da gestão fiscal evitou perdas de R$ 280 milhões em empresas brasileiras em 2025, segundo levantamento da V360, plataforma de automação de pagamentos do país.A análise aponta que os dados de operações fiscais de empresas de médio e grande porte que utilizam a plataforma, com destaque para os setores de saúde, papel e celulose, mineração, energia e indústria.

Os números revelam que gargalos na gestão fiscal, como processos manuais, falta de integração entre sistemas e validação inadequada de notas fiscais, representam riscos financeiros significativos que vão além das multas formais.

Radar do Transporte

O novo Radar CNT do Transporte – Pontos Críticos 2025, levantamento, elaborado a partir da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, registrou redução de 12,3% nas ocorrências mapeadas em todo o país. Foram identificados 2.146 pontos críticos neste ano, ante 2.446 registrados em 2024.

Na análise da geometria das vias, o levantamento identificou 57 pontes estreitas, que permanecem como gargalos de capacidade e segurança, especialmente para o transporte de cargas. O estudo também registrou uma ponte caída, ocorrência pontual, mas com impacto relevante sobre a logística regional.

Divulgação
Piauí acelera sua produção de grãos em 2026 – Divulgação

PI no Matopiba

Num claro efeito da condição de participante do chamado MATOPIBA, acrônimo formado pelas siglas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a produção de grãos no Nordeste deverá alcançar 28,3 milhões de toneladas em 2026, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A análise dos dados foi realizada pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), pelo BNB e destaca na produção de milho na Região, com previsão de alta de 27,7%, o que representa 452,7 mil toneladas a mais em relação à safra anterior. E reforçam a tendência do Piauí se consolidar como polo estratégico para o agronegócio da região.

Tributação

O impacto da reforma tributária na rotina de MEIs e pequenos negócios será tema de seminário gratuito no Recife, nesta terça-feira (10) num evento realizado pelo Sebrae para orientar empreendedores sobre a introdução do IVA Dual, novo imposto que substitui os atuais ICMS, ISS e Pis/Cofins, com transição gradual até 2033. O ex-secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago, vai falar sobre a política tributária do país. Inscrições na Loja Virtual do Sebrae/PE.



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