O universo paralelo da corrupção criado por Daniel Vorcaro em apenas uma década.

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O universo paralelo da corrupção criado por Daniel Vorcaro em apenas uma década.


Como um empresário de Minas Gerais, chegou a São Paulo, Rio de Janeiro, e Brasília e conseguiu montar a rede de proteção que envolve até o STF.



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Desde que saiu do noticiário de economia, das colunas sociais, dos posts de influenciadores, uma pergunta está presente na cabeça das pessoas que de alguma forma tomaram conhecimento da liquidação do Banco Máster: De onde veio Daniel Vorcaro? Como chegou à condição de banqueiro? E por que a extinção de seu pequeno número de instituições causou tanto interesse no mercado financeiro, político e no judiciário?

A essa pergunta segue-se uma outra: como ele conseguiu se inserir no universo empresarial, cerca-se de tantos contatos em Brasília e montar uma rede de influência que assusta tantos personagens da República e constituir uma linha de defesa que no primeiro grande ato conseguiu levar para o STF a ação de investigação sobre o processo de liquidação do seu banco, na pessoa do ministro Dias Toffoli?

Modelo conceitual

As perguntas fazem sentido. Mas depois da tempestade de notícias que o caso Máster produz, é possível identificar o modelo conceitual de Daniel Vorcaro para movimentar negócios de R$ 50 bilhões com seu banco e dar um golpe que até agora pode ser estimado em R$12 bilhões.

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Ele, de fato, estruturou uma pirâmide de negócios fraudulentos, cuja base era o lançamento de fundos em sequência enquanto se inseria nas esferas do poder, estreitando contatos e envolvendo pessoas com ações de relacionamentos enquanto contratava dezenas de advogados de parentes de autoridades que escreviam contratos e não raro apenas emitiam pareceres que sequer usava.

Aconrado no FGC

Da mesma forma que Vorcaro é conhecido pelo negócio estruturado com base naquilo que o Fundo Garantidor de Crédito poderia cobrir os fundos que lançava em regime industrial, ele se tornou referência por ser um grande cliente de bancas de advogados. Algumas delas dirigidas por parentes de ministros e políticos com assento na República.

O noticiário está provando que sua estratégia deu certo. O nível de articulação desses escritórios, o nível de seus contatos construídos nos últimos cinco anos dentro das altas rodas de Brasília e especialmente no mundo jurídico até agora têm lhe garantido uma espécie de foro privilegiado cuja expressão máxima foi a condição de depor na sede administrativa do Supremo Tribunal Federal a partir da determinação do ministro Dias Toffoli.


Sérgio Lima

Ministro Dias Toffoli em sessão no STF – Sérgio Lima

Delegacia no STF

Não há na história do STF um caso de um acusado depor nas instalações da Suprema Corte brasileira. Mas Vorcaro e os implicados ganharam essa condição sob vigilância direta do ministro Toffoli.
Isso aconteceu porque Dias Toffoli atendeu a uma petição de uma das bancas contratadas por Vorcaro informando que havia um deputado federal que operou com Master, o que autorizava a que o processo fosse levado para o STF.

Delegado Toffoli

Ainda não se sabe por que Dias Toffoli foi escolhido como relator. Mas se sabe que o ministro nomeado por Dilma Rousseff, em 2012, transformou-se no ator mais importante do caso pela série de atos que está praticando na investigação.

E não na fase policial ou pelas boas práticas de processo penal, mas pelo contrário. Toffoli estará na história do Direito como o ministro que convocou uma acareação do acusado, com o diretor de fiscalização do Banco Central antes da ouvida do primeiro informante no caso.

Novos personagens

O que se sobressai nessa investigação é que a cada dia mais personagens são relacionados no caso pelo envolvimento com o Banco Máster. Do escritório da esposa do ministro Alexandre Moraes ao do ministro aposentado – do mesmo STF – Ricardo Lewandowski. E como por iniciativa própria, um ministro do TCU decidiu entrar na investigação quando pela constituição não tem atribuição para o caso.

Entretanto, uma pequena consulta aos arquivos na internet usando apenas os termos Daniel Vorcaro pode produzir dados bem interessantes. E o primeiro deles é de 2011 quando aos 27 anos ele e seu pai Henrique conseguiram montar em São Paulo um fundo de R$200 milhões com ajuda do financista Antonio Augusto Costa para retrofitar um hotel com a marca Golden Tulip apresentado pelo publicitário Roberto Justus que nunca saiu do papel.

Caipira desluimbrado

O dinheiro do fundo deslumbrou pai e filho que em São Paulo começaram a circular pela sociedade. Ele conseguiu se aproximar de alguns executivos do mercado financeiro e conseguiu montar outros fundos envolvendo sua irmã Natália e o marido, o pastor Fabiano Zettel. O Master virou um negócio da Família Vorcaro.

Para chegar ao sucesso em 2016, ele virou sócio do banco Maxima vendido pelo banqueiro Saul Sebba que deu origem ao Máster. A seguir conseguiu ser sócio e depois dono do Banco Banif – que virou o Banco Máster Múltiplo – e finalmente do Banco Will que atuava no setor de crédito popular via cartão de crédito, todo agora liquidado.

A década de sucesso

Em apenas 10 anos a ascensão de Vorcaro naturalmente despertou suspeitas na Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, que ele tinha desprezo por não se sentir acolhido. Mesmo sendo um banqueiro com bilhões em operações.

O que diferencia Vorcaro dos líderes de bancos que igualmente foram liquidados é que, sentindo-se excluído dos círculos dos bancos, ele optou por construir sua rede de relacionamento em Brasília. Foi onde os convites que fazia para lugares e viagens de luxo atraíram políticos e agora se sabe membros do poder judiciário. Seja com relações que ele cultivava com ajuda de advogados de grandes bancas.

Comprando bancos

Vorcaro entra para a história como um banqueiro que foi comprando instituições em menos de uma década enquanto se aprofundava no poder e nos contatos com personalidades do setor jurídico. Ele não contratava serviços para suas instituições, contratava acesso aos centros do poder. Daí a rede de apoios que silenciosamente o ajudam.

Os desdobramentos de sua última cartada para vender seu banco insolvente mostram que essa articulação com o BRB nas esferas de Brasília e até no Congresso, onde parlamentares chegaram a propor uma elevação do teto do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 milhões para R$ 1 milhão, não foi aprovada.


DIVULGAÇÃO

FGC ainda não começou a fazer pagamento a investidores. – DIVULGAÇÃO

Risco para o FGC

Apenas essa articulação, se tivesse sucesso, seria capaz de absorver todo o patrimônio do FGC sobre o qual Vorcaro estruturou seus fundos como garantia ao vender seus papéis. E isso tendo contribuído com menos de R$ 1 bilhão para o saldo FGC. Como se sabe, os investidores estão recebendo R$ 50 bilhões devido à garantia do fundo.

No final, ainda que perdendo seu banco, Vorcaro saiu vencedor. O FGC vai pagar parte de seus golpes; os demais credores não podem reclamar porque sabiam que a aplicação era de alto risco e o que pode entregar de patrimônio pessoal não cobre o que deve.

A vida é bela

Ele tentará com seus advogados uma última cartada. Provar que foi vítima do BC e tentar receber indenização pelas perdas que julga ter tido. E usará em silêncio o histórico de sua rede de contatos, os advogados e as conversas de reuniões que teve com as mais altas autoridades da República com quem conviveu, deu festas e transportou em seus aviões transcontinentais. Ainda que por pouco tempo.


Divulgação

Pagamento de Lucros e dividendos em 2025. – Divulgação

Lucros e dividendos declarados até amanhã

Uma decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kássio Nunes Marques , prorrogou para 31 de janeiro de 2026 o prazo para que empresas aprovem a distribuição de lucros e dividendos ainda isentos de Imposto de Renda, originalmente previsto para encerrar em 31 de dezembro de 2025.

A decisão monocrática do STF alcança exclusivamente a aprovação da distribuição, e não o pagamento dos dividendos, e permite que o pagamento ocorra posteriormente, desde que a deliberação societária tenha sido validamente tomada dentro do novo prazo, concedendo às empresas apenas uma janela adicional para organização interna. Mas as empresas precisam aprovar a distribuição até 31 de janeiro de 2026 (e recolher até sexta-feira 30) sob pena de perder a isenção e receber autuações fiscais caso haja tentativa posterior de requalificação dos montantes distribuídos.

Reforma Tributária

Nesta quinta-feira (29) às 9h, no auditório do Porto do Recife, o Sindicato dos Operadores Portuários (Sindope) promove debate sobre os impactos da Reforma Tributária no setor portuário.

O evento reunirá especialistas, empresários e executivos do setor para discutir a transição para o novo modelo fiscal e seus reflexos imediatos na competitividade logística, e será conduzido pelos tributaristas Menndel Macedo, diretor tributário da Federação Nacional das Operações Portuárias, e Ataíde Mendes, membro fundador da Academia Brasileira de Direito Portuário e Marítimo.

Seca no Ceará

O Ceará já sabe que, mesmo que chova, a seca deste ano não vai fazer água em milhares de açudes. O prognóstico climático para o período de fevereiro a abril no Ceará divulgado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) indica 40% de chance de chuvas abaixo da média, 40% em torno da média e apenas 20% acima da média histórica. A “normalidade” das chuvas é entre 512,5 mm e 705,9 mm, e acima de 705,9 mm, como acima da média. Mas a expectativa é de abaixo de 512,5 mm.

Moura Dubeux

A Moura Dubeux está criando a “MDNE”: Moura Dubeux Negócios de Excelência. Será uma empresa mãe que será responsável pelas marcas da companhia Moura Dubeux, com foco em empreendimentos de alto padrão e luxo; Mood, voltada ao segmento de classe média; e Ún1ca, dedicada ao segmento de baixa renda. O objetivo (que não envolve mudanças de controle acionário) é aprimorar a governança, a eficiência operacional e a gestão estratégica das marcas, assegurando a continuidade dos negócios e o pleno cumprimento das obrigações assumidas com clientes, fornecedores e instituições financeiras.


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A TAp será a transportafora da Seleição de Portugal no Mundial de 2026. – Divulgação

TAP Futebol

A TAP Air Portugal será a Companhia Aérea Oficial da Seleção Nacional de futebol e acompanhará a Seleção Nacional nas suas deslocações internacionais, assegurando condições de excelência que refletem os mais elevados padrões de qualidade, segurança e conforto numa parceria estratégica com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) reforçando os dois dos mais fortes símbolos da portugalidade: a Seleção Portuguesa de Futebol e a Companhia Aérea de bandeira. Chamada Pública.

Camisas da NBA

No ranking das camisas da NBA mais vendidas no Brasil com base nas vendas realizadas nas NBA Stores e na loja online oficial da liga em 2025, o astro do Los Angeles Lakers, LeBron James lidera a lista à frente de outros grandes nomes da NBA, como Giannis Antetokounmpo, Stephen Curry, Zach LaVine e Jayson Tatum.

Mas nos Estados Unidos, o ranking é liderado por Stephen Curry. A lista reúne atletas em diferentes estágios de carreira e jogadores lendários como Shaquille O’Neal, Vince Carter, Dwyane Wade, Dennis Rodman, Larry Bird, Allen Iverson, Scottie Pippen, Tim Duncan e Magic Johnson.

Armazenamento

A CPFL Energia está com inscrições abertas para a Chamada Pública de Projetos (CPP) Multitemas, que busca projetos de Novas Tecnologias e Aplicações de Armazenamento de Energia. Podem participar instituições públicas ou privadas, isoladamente ou em consórcio, incluindo startups, universidades, centros de pesquisa, empresas de base tecnológica, empresas incubadas, fabricantes de materiais e equipamentos e empresas de consultoria.


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Apostas Esportoivas faturaram R$ 34 bilhoes em 2025. – Divulgação

Apostas esportivas

As empresas de apostas esportivas e jogos online (bets) encerraram 2025, o primeiro ano completo de atuação sob um marco regulatório faturando de R$ 37 bilhões em receita bruta das 79 operadoras estão autorizadas a atuar no país dentro das normas legais segundo dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda

Entretanto, o setor faturou mais. Um levantamento exclusivo do Aposta Legal mostra que os sites de apostas ilegais arrecadaram mais de R$ 14 bilhões, entre janeiro e dezembro do ano passado. O dado está disponível no novo Painel das Bets no Brasil – painel de monitoramento do mercado de apostas brasileiro lançado com exclusividade pelo portal Aposta Legal. Foi R$ 10 bilhões a mais que o faturamento total do e-commerce brasileiro na Black Friday de 2025, que girou em torno de R$ 4 bilhões.

Nova geração

Filho do criador e CEO da Um Telecom, recentemente vendida para a V.tal, o empresário Mateus Gomes passa a integrar o Last Mile, plataforma de conteúdo especializada em telecom e transformação digital, reforçando o movimento de renovação e expansão do ecossistema de conectividade no país.





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