Empresas apoiadas em 2025 empregam mais de 28 mil pessoas e estão associadas a investimentos que somam R$ 1,61 bilhão – antes do acesso ao benefício
JC
Publicado em 24/01/2026 às 16:29
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A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) concedeu incentivos fiscais, em 2025, a 101 empresas instaladas em Pernambuco. Os empreendimentos beneficiados mantêm 28.389 postos de trabalhos e estão associados a investimentos privados que somam R$ 1,61 bilhão, valor aplicado antes do acesso ao benefício. Em toda a área de atuação da Sudene, 671 empresas foram enquadradas nos incentivos daquele exercício, superando o resultado de 2024.
Na prática, o benefício permite que parte do Imposto de Renda Pessoa Jurídica devido seja utilizado para investimentos na própria empresa, disponibilizando novos recursos para modernizar unidades, expandir atividades e atualizar equipamentos. Para o superintendente Francisco Alexandre, os incentivos contribuem para o crescimento dos negócios ao longo do tempo, conferindo mais atratividade e dinâmica às atividades econômicas que ocorrem no território sob atuação da Sudene.
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Do total de benefícios concedidos em 2025 a empresas localizadas em Pernambuco, 87 correspondem à redução de 75% do IRPJ, enquanto 14 solicitaram o reinvestimento de 30% do mesmo imposto.
Os recursos provenientes da redução tributária serão utilizados para apoiar a implantação de 53 empreendimentos e modernização de 29 empresas. Outras 14 organizações vão realizar a complementação de equipamentos em suas estruturas enquanto duas optaram por aplicar os recursos para a diversificação de linhas de produção e três solicitaram retificação.
Para o diretor de Fundos, Incentivos e de Atração de Investimentos da Sudene, Heitor Freire, uma das características mais importantes dos incentivos fiscais é o alcance sobre diversas cadeias produtivas importantes para região. Em Pernambuco, os incentivos de redução tributária oferecidos pela Sudene estão presentes em empreendimentos que integram cadeias produtivas da agricultura, eletroeletrônica, tecnologia da informação, infraestrutura, turismo (hotelaria), além de indústrias dos ramos de alimentos, artigos de vestuário, papel e celulose, materiais plásticos, metalurgia, minerais não-metálicos, móveis, químicos e têxtil.
A concessão do incentivo fiscal ocorre após o enquadramento técnico e legal do empreendimento, que exige localização na área da Sudene, atuação em setor prioritário para o desenvolvimento regional conforme o Decreto nº 4.213 de 26 de abril de 2002, bem como tributação pelo regime de lucro real. Equipes especializadas da superintendência realizam vistorias periódicas para garantir a correta aplicação dos recursos.
Além dos incentivos fiscais, a Sudene opera linhas de crédito por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), compondo um conjunto de políticas voltadas à atração, manutenção e ampliação do investimento produtivo na região.

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