Alexandre de Moraes anulou a votação da Câmara que havia mantido o mandato de Zambelli e determinou a posse do suplente em até 48 horas
JC
Publicado em 12/12/2025 às 8:49
| Atualizado em 12/12/2025 às 8:53
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*Com informações do Estadão Conteúdo
O ex-deputado Coronel Tadeu deve assumir a cadeira de Carla Zambelli na Câmara dos Deputados, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, tomada nesta quinta-feira (11).
O Supremo Tribunal Federal anulou a votação que havia rejeitado a cassação da parlamentar e determinou que o presidente da Casa, Hugo Motta, dê posse ao suplente.
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Quem é Coronel Tadeu
Coronel da Polícia Militar de São Paulo, Tadeu já ocupou uma vaga na Câmara entre 2018 e 2022, mas não conseguiu se reeleger. Filiado ao PL, ele é o suplente direto de Zambelli.
Durante seu mandato anterior, se destacou como um dos defensores do ex-presidente Jair Bolsonaro e fez discursos frequentes contra o PT e contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Tadeu também ganhou repercussão em 2019 ao rasgar um cartaz exposto na Câmara que abordava o tema do racismo. A imagem mostrava um policial com arma em punho e um jovem negro algemado no chão.
Ao destruir o material, o então deputado afirmou nas redes sociais que policiais não são assassinos e que sua atitude foi uma resposta ao que considerou um ataque à Polícia Militar. Em entrevista ao Estadão na época, declarou que não se arrependia do gesto.
Custos de Zambelli aos cofres públicos
Desde que fugiu do Brasil, em junho, Carla Zambelli já custou R$ 654,6 mil aos cofres públicos. Apesar de presa na Itália, o gabinete da parlamentar continuava a receber cerca de R$ 130 mil por mês, justamente por ainda manter seu mandato vigente.
Técnicos da Câmara estimam que Zambelli poderia perder o mandato por faltas apenas no final de fevereiro de 2026, o que poderia fazer o gasto passar de R$ 1 milhão.
Entenda o caso
A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada dentro do processo de execução penal de Carla Zambelli, que está presa na Itália. A deputada foi condenada pelo Supremo em duas ações. Uma delas trata da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça.
A outra se refere ao episódio em que ela perseguiu um homem com uma arma em punho. As penas somadas chegam a dez anos e mais cinco anos e três meses de prisão.
A Câmara havia rejeitado a cassação do mandato, mas Moraes considerou a deliberação inconstitucional. O ministro afirmou que a votação desrespeitou os princípios de legalidade, moralidade e impessoalidade e representou desvio de finalidade.
Ele destacou que a Constituição determina a perda automática do mandato quando há condenação criminal com trânsito em julgado.
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