A estagnação dos líderes políticos e a força do desencanto indicam ambiente favorável a um nome novo como ocorreu na virada eleitoral de 2018.
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É bom prestar atenção. O ano eleitoral de 2026 que ainda vai chegar começa a ganhar contornos muito parecidos com o ano de 2018, quando Bolsonaro (PL) foi eleito. Bom para os bolsonaristas? Não exatamente. Porque agora eles não são a solução surpreendente, mas parte do problema.
A semelhança não está nos nomes e nem nos discursos que hoje ocupam o noticiário. Está no humor profundo de um eleitorado que demonstra sinais claros de saturação. A pesquisa Genial Quaest de novembro trouxe números que dizem mais do que aparentam. Lula parou de melhorar. O bolsonarismo não reage. Ambos estão afundados em rejeição. E o país começa a procurar algo que ainda nem sabe nomear.
Em 2018 esse vazio foi preenchido de forma abrupta, num ambiente de insatisfação, revolta, ruptura de uma polarização e até de uma facada. Agora o movimento volta a aparecer de maneira quase cirúrgica nas métricas de pesquisa.
Fadiga política
O que salta aos olhos não é a oscilação de Lula ou de Bolsonaro. É a quantidade de gente sinalizando que deseja sair dessa disputa repetida. Pelo menos 41% dos entrevistados afirmam preferir alguém que não tenha ligação com Lula e também não tenha vínculo com Bolsonaro. Dentro desse grupo há quem queira alguém de fora da política. Há ainda quem simplesmente não queira nem mesmo participar da discussão.
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Esse conjunto forma quase metade do eleitorado. É um cansaço que não se resolve com discurso. Há uma fadiga estrutural ficando mais evidente.
A porta aberta
Em 2018 a disputa parecia inevitável entre PT e PSDB. O debate sobre quem seria o candidato do centro dominava o noticiário. Geraldo Alckmin (à época no PSDB) reuniu tantas siglas no palanque que havia quem já o chamasse de presidente seis meses antes do pleito. Se não fosse ele, Ciro Gomes estava ali, pronto. Lula, preso, insistia em ser o nome do PT, mas todos sabiam que o outro favorito seria alguém apontado por ele, repetindo a polarização entre tucanos e petistas que já durava várias eleições.
O PT perdeu a disputa e o PSDB ficou em quarto lugar.O nome que venceu sequer era considerado competitivo um ano antes. Foi quando Bolsonaro virou Presidente da República.
Não foi uma facada apenas, e muito menos alguma consistência objetiva no discurso do vencedor. Aconteceu porque havia um terreno fértil alimentado por desgaste contínuo.
Hoje o país repete a lógica e a polarização se desgastou, dessa vez entre o bolsonarismo e o lulismo. Ela continua forte na superfície, mas perdeu capacidade de mobilizar quem está exausto da mesma narrativa há oito anos.
O sinal captado
A Quaest apresentou pela primeira vez o nome de Renan Santos, do novo partido “Missão”, originado no MBL.
Não se trata do nome em si. Trata se da reação. Um candidato desconhecido já aparece com 25% em um cenário hipotético contra Lula. O desempenho não é explicação para o futuro e não significa que ele é a pessoa que vai ser a opção do eleitor à polarização. É apenas sintoma. Mostra que quatorze meses antes do pleito há espaço para alguém que não participa da estrutura tradicional.
O que esperar
O sistema político brasileiro demora a perceber mudanças de humor. Os movimentos aparecem primeiro nas pesquisas qualitativas. Depois chegam às grandes pesquisas quantitativas. Por fim se esforçam para ganhar forma em candidaturas.
Mas em 2026 esse processo pode andar mais rápido do que os atores tradicionais imaginam. Lula enfrenta dificuldade para ampliar apoio. Bolsonaro não mobiliza como antes. Os candidatos naturais do campo da direita não parecem capazes de disputar sozinhos esse espaço e o centro ainda não encontrou consenso.
A eleição ainda está distante. Mas a pesquisa mostra que o terreno já está sendo preparado pelo comportamento dos próprios eleitores. Quando isso acontece o sistema costuma reagir tarde. O país parece repetir o roteiro de 2018 e essa é a pista mais importante para quem observa política com atenção.

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