A escritora Natalia Timerman vai lançar seu próximo livro, “Antes que Apague”, pela Companhia das Letras em maio. Após “As Pequenas Chances”, seu romance centrado na morte do pai, a nova obra vai abordar sua relação com a mãe, que convive com um diagnóstico de Alzheimer avançado.
A autora e psiquiatra afirma que o livro é a “coisa mais difícil” que já escreveu na vida e surgiu da impossibilidade de conversar com uma mãe que já não conseguia se comunicar, devido à progressão da doença.
“Antes que Apague” tem como matéria-prima um diário que Timerman começou a fazer em 2018, com anotações sobre a perda de memória da mãe. Avançando em sua pesquisa, ela acabou descobrindo segredos de que não fazia ideia sobre o passado da mulher —como um caso amoroso antigo com um primo, que terminou de forma trágica—, gerando um dilema ético sobre o que ela deveria ou não expor.
“É um livro que só existe porque não tenho mais como falar com ela”, diz. “Escrevê-lo foi a maneira como pude lidar com as histórias que eu não conhecia e já não tinha mais como perguntar nada a ela.”
Será a primeira obra da autora na Companhia das Letras, que mira uma publicação em maio de olho no Dia das Mães.
Os trabalhos de maior sucesso de Timerman, “Copo Vazio” e “As Pequenas Chances”, saíram na Todavia, que também relançou “Desterros”, sobre seu trabalho num hospital-prisão, antes editado pela Elefante. Já na Record, ela organizou com Gabriela Aguerre a coletânea “Eu Escreve”, sobre a literatura autobiográfica feita por mulheres.
O PULSO AINDA PULSA A editora Piparote está lançando uma edição preciosa de “Uma Nuvem que Usa Calças”, clássico do escritor russo Vladimir Maiakóvski que veio ao mundo há 110 anos. A tradução inédita é do jornalista e dramaturgo Astier Basílio, especialista em literatura russa, e inclui todos os 31 poemas que o autor produziu até a publicação do texto, já conhecido em outras versões como “Nuvem de Calças”.
SEU DESTINO EU SEI DE COR A DBA comprou os direitos para publicar “Seascraper”, livro que esteve entre os semifinalistas do Booker. O britânico Benjamin Wood conta a história de um jovem humilde e sem perspectiva que ajuda a família a pescar camarões. Músico folk amador, ele se vê confrontado com a possibilidade de transformar seus sonhos silenciosos em realização artística nos Estados Unidos.
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HÁ FLORES POR TODOS OS LADOS Um grupo de livreiros se uniu para lançar um mapeamento inédito das livrarias de rua de São Paulo, com o objetivo de ampliar a visibilidade desses espaços importantes de congregação de leitores e preservação de bibliodiversidade. Funciona ainda como um contraponto às grandes plataformas de venda virtual, que têm concentrado as atenções e o dinheiro do leitorado. O mapa aponta endereços e fachadas de 37 livrarias das ruas paulistanas e terá 40 mil exemplares impressos distribuídos por elas com desenhos da ilustradora Isadora Ferraz e projeto gráfico do artista visual MZK. Mesmo que não cubra todas as livrarias da cidade, é um bom mecanismo de incentivo ao turismo literário. Teve apoio e patrocínio de cerca de 30 entidades do livro, incluindo editoras e distribuidoras.
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