São Paulo
O Museu da Imigração abre a exposição “Seda que une montanhas e mares: da China ao Brasil”, que traça o percurso histórico e simbólico da seda —da sua origem milenar na China às conexões criadas com o Brasil a partir da imigração e da indústria têxtil.
Fruto de uma parceria entre o museu paulista e o Museu Nacional da Seda da China, localizado em Hangzhou , a mostra reúne mais de cem peças, entre artefatos, trajes, tecidos e reproduções arqueológicas, que narram a trajetória do tecido como intercâmbio entre civilizações e símbolo da sofisticação artesanal chinesa.
Organizada em três módulos, a exposição conduz o visitante por uma jornada que começa no domínio da sericultura e avança pelas rotas comerciais que levaram o fio e sua cultura além das fronteiras asiáticas.
No percurso, o público conhece desde os segredos do bicho-da-seda e os métodos tradicionais de fiação, até as transformações que fizeram do tecido um produto de arte, moda e tecnologia.
Mapas, vídeos e reconstruções históricas ajudam a visualizar as conexões marítimas que, séculos depois, também ligariam a China ao Brasil, país que adotou a sericultura no século 19 e transformou-a em uma indústria de relevância global. Entre os destaques estão 22 conjuntos de trajes da Dinastia Qing, a última da China imperial.
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