Lula não está rompendo com o sistema, apenas mostrou que a regra do jogo permite transformar o Supremo em extensão do poder presidencial. Isso é ruim.
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
A escolha de Lula (PT) para o Supremo Tribunal Federal volta a gerar polêmica. As críticas se repetem, o presidente estaria indicando pessoas muito próximas, gente de sua cozinha, para o STF. O argumento é forte, a prática é um atentado à independência do Judiciário, mas o movimento não é ilegal. Lula está sendo pragmático dentro das regras, da mesma forma que outros presidentes fizeram antes dele.
Critérios vagos
A lei determina que o ministro do Supremo tenha notório saber jurídico e reputação ilibada. O problema é que isso é um conceito aberto demais. Já foi pior, no início da história republicana a exigência era apenas de “notório saber”. Por isso até médicos chegaram a ser indicados para o Supremo, há mais de um século.
A mudança para “notório saber jurídico” limitou as escolhas à área do Direito, mas o conceito continua elástico em exagero e permite a apropriação indevida das pautas de uma instituição que regula todas as outras instituições do país através da lei, por grupos políticos e partidários.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Pragmatismo presidencial
Essa amplitude dos critérios permite que qualquer presidente indique aliados próximos desde que tenham formação jurídica. Foi o que Lula fez com Cristiano Zanin, seu advogado pessoal, e com Flávio Dino, seu ex-ministro. O mesmo caminho está sendo seguido agora com Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União.
Jair Bolsonaro (PL) também usou o mesmo expediente ao indicar André Mendonça, que também havia sido seu advogado-geral da União. O padrão se repete e todos agem dentro da mesma lógica, aproveitando o espaço que a regra permite para ganhar vantagem.
Lula chama atenção apenas porque foi presidente por três vezes, vai partir para uma quarta tentativa e pode acabar escolhendo, sozinho, mais da metade de todos os magistrados do STF.
O problema estrutural
O que realmente está em jogo é essa amplitude da regra. Ela favorece escolhas pessoais e políticas, o que fragiliza a ideia de independência entre os poderes.
Se o critério fosse mais restrito, como a implementação de uma quarentena básica da gestão que está indicando, metade dos ministros atuais talvez não estaria onde está.
Reformar esse processo é fundamental para garantir um Supremo mais autônomo e menos sujeito à vontade de quem está no Planalto.
Sabatina ineficaz
Após a indicação do presidente, o nome do candidato passa por sabatina no Senado. Mas essa etapa tem sido apenas uma formalidade. Faz mais de 130 anos que nenhum indicado é rejeitado. Mesmo quando há resistência, o Senado acaba confirmando a escolha. O mecanismo de controle existe no papel, mas perdeu a força na prática.
Independência ameaçada
A possível nomeação de Jorge Messias confirma essa tradição. Ele é mais um nome escolhido pela fidelidade e pela confiança pessoal, e não por representar uma ruptura com o modelo atual. Enquanto o sistema continuar aberto à interpretações tão largas, será difícil falar em independência do Supremo.
O problema não está na escolha de Lula, mas na regra que permite que ela se repita indefinidamente.


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609662897.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)





/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2608739105.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)





/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609662897.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)


