Cerca de 30% da base bolsonarista é contra a redução das penas do 8 de janeiro, sinal de rachaduras internas e perda de identidade política.
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A anistia segue sendo o cavalo de batalha do bolsonarismo, mesmo que o campo esteja vazio. O movimento insiste em empurrar o tema adiante, repetindo discursos de perdão e perseguição política, como se o país ainda estivesse disposto a comprar essa narrativa.
Apesar de o grupo ter reunido 3 mil apoiadores numa manifestação recente em Brasília, numa terça-feira debaixo de sol, a verdade é que o grande público perdeu a disposição para apoiar esse tema.
A mais recente pesquisa Quaest mostrou com clareza que essa é uma pauta sem eco nas ruas. E quando nem as ruas estão mais dispostas a caminhar junto, é sinal de que o discurso perdeu o chão.
A desconexão
Nos últimos meses, a estratégia da oposição bolsonarista tem sido transformar a ideia da anistia em bandeira moral. O problema é que o país não enxerga moralidade em perdoar quem tentou destruir o próprio Estado.
A tentativa de rebatizar o projeto, mudando o nome para “dosimetria”, pode ter piorado a situação. Acabou sendo o reconhecimento de que o termo anistia virou sinônimo de impunidade.
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A rejeição aumentou e o projeto alternativo foi recebido com ainda mais resistência.
A pesquisa
A Quaest ouviu brasileiros de todas as regiões e posições políticas. O levantamento revelou que 47% dos entrevistados são contra qualquer tipo de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, enquanto 35% são a favor da anistia total, incluindo Jair Bolsonaro, enquanto 8% defendem o perdão apenas para os manifestantes, sem o ex-presidente.
Quando a pergunta trata do projeto da dosimetria, é pior. Nesse caso, 52% afirmam ser contra a redução das penas, 37% são favoráveis e 11% não souberam responder.
Os números mostram que a maioria do país não quer afrouxamento de regras, nem em nome de conveniências eleitorais e nem de fidelidades ideológicas.
Quando a bolha não basta
O bolsonarismo se acostumou a falar para dentro. Durante anos, bastou inflamar os próprios seguidores para criar a impressão de força. Só que a política real não se faz apenas com curtidas.
Os dados da pesquisa mostram que até dentro da direita há cansaço. Cerca de 30% dos eleitores que se dizem de direita, ou até bolsonaristas, afirmaram que as punições do 8 de janeiro foram justas e que o projeto de redução de penas não deveria prosperar. Isso é sinal de rachadura. De desgaste interno.
A cada nova tentativa de reacender a pauta da anistia, o governo Lula ganha um inimigo desorganizado e o Congresso ganha um problema que não quer resolver. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, já admitiu publicamente que não há clima político para votar o projeto da Dosimetria. Deve ter visto a pesquisa.
A insistência no erro
Ao manter o tema em evidência, os bolsonaristas tentam mostrar lealdade a Jair Bolsonaro e preservar o vínculo com o eleitorado mais radicalizado. É um gesto de fidelidade interna, não uma proposta para o país. O problema é que esse tipo de fidelidade custa caro no longo prazo. Pode render votos agora, mas interdita o campo da direita, estacionada em idealismo. Como trabalhar um candidato contra Lula nesse ambiente?
O fim do perdão
A pesquisa da Quaest foi concluída antes do telefonema entre Lula e Donald Trump, o que significa que ainda não captou possíveis efeitos políticos desse diálogo. A ligação pode alterar o cenário e aprofundar o desgaste da direita, que já enfrenta rejeição crescente nas ruas e nas pesquisas.
Lula, por outro lado, tende a se beneficiar desse novo contexto, apresentando-se como interlocutor internacional e ampliando sua vantagem em um momento em que o bolsonarismo insiste em pautas que a sociedade já abandonou.
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