Apesar da frustração da expectativa de um cessar-fogo imediato, encontro de Trump com Putin valorizou a disposição necessária para a conversa
JC
Publicado em 17/08/2025 às 0:00
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Dentre as diversas interpretações a partir do encontro de cúpula cercado por expectativas, entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, certamente a mais realista indica a supremacia política do russo, há quase 20 anos no poder. Recebido com tapete vermelho em território norte-americano, no Alasca, Putin não demonstrou ceder um milímetro em suas pretensões de conquista da Ucrânia. E ainda posou de líder ciente das lições da história, com aparente disposição para restaurar parceria – sobretudo econômica – com a Casa Branca. “Consideramos a nação ucraniana como irmã e queremos que isso aconteça novamente. O conflito é uma tragédia para nós”, declarou Putin. Sem muito a acrescentar após os afagos diplomáticos, Trump falou pouco, fez cara de admiração e deixou o palco do anúncio que não houve, cantando vitória inexistente.
Mas mesmo o pragmatismo de Moscou, que bombardeia sem dó a nação-irmã, dá margem a um olhar otimista. Até pelos desdobramentos vislumbrados de novas conversas, envolvendo o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, e lideranças da Europa, preocupadas com o conflito prolongado na vizinhança. A montagem do evento parecia indicar algum anúncio histórico, mas se resumiu à troca de cordialidades entre os nomes por trás de duas das maiores potências mundiais, que já protagonizaram, há poucas décadas, a chamada Guerra Fria de ameaças de uso de seus arsenais nucleares. Ainda que se possa questionar os dois presidentes e seus governos de viés totalitário, e temer o futuro do mundo resultante de suas visões e atos, a mera disposição de Putin e Trump para o diálogo, é digna de nota. E só não é digna de aplauso porque não deu em nada, por enquanto.
Sim, a indefinição continua, mas o avanço do diálogo é promissor. Resta saber qual seria a concessão de Putin num eventual acordo de paz, objetivo comum expresso por Trump e Zelenski depois da esperança congelada no Alasca. Ou se a simples suspensão dos ataques serviria aos ucranianos como vantagem suficiente para aceitar um acordo, em troca de perda territorial, o que o presidente ucraniano afirma, sempre, que não ocorrerá. Caso os termos russos sejam endossados por Washington e engolidos por Zelenski, a vitória de Putin seria completa. Com o acréscimo de enorme sombra de insegurança sobre a Europa.
“A melhor maneira de pôr fim à terrível guerra entre a Rússia e a Ucrânia é chegar diretamente a um acordo de paz, que poria fim à guerra, e não a um mero cessar-fogo, que muitas vezes não se sustenta”, escreveu Donald Trump em sua rede social, que chegou a se referir à guerra como “matança”. O presidente da Ucrânia é esperado nos próximos dias em solo norte-americano, na continuação do diálogo que pode culminar em um encontro com Putin, para selar o acordo que pode dar uma chance à paz.


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