Seis séries sobre ricos esbanjando dinheiro para ver no streaming

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Seis séries sobre ricos esbanjando dinheiro para ver no streaming


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Algumas estreias dos últimos meses parecem ter cristalizado uma ideia na cabeça dos críticos de televisão: tem série demais sobre “rico fazendo riquice”. Teve artigo sobre isso no site The AV Club, no jornal The Guardian, no Chicago Tribune, e em jornalismo a gente diz que dois é coincidência, mas três é tendência.

Uma dessas séries é “A Idade Dourada” (“The Gilded Age”, Max), cuja terceira temporada estreou no último domingo (22).

A série é o epítome do “rico fazendo riquice”: na alta sociedade nova-iorquina dos anos 1880, o que está em jogo é um convite para jantar (e não se vai ter o que comer no jantar), um casamento arranjado, um box na casa de ópera, ao mesmo tempo em que tem personagens decidindo o futuro da nação e considerando se vale a pena abrir fogo contra trabalhadores em greve (mas nosso barão ladrão tem um coração de ouro).

Digo tudo isso com muito amor —eu estava ansiosamente aguardando o retorno da série e de todas as viagens na Wikipédia que ela me proporcionaria. A temporada tem lá os seus problemas, não atípicos de um produto de lorde Julian Fellowes (“Downton Abbey”): histórias que ficam pelo caminho, personagens subaproveitados e descompassos no tempo, mas continua sendo uma deliciosa e elaborada sobremesa.

Na lista de hoje, trago mais séries sobre ricos e suas preocupações mundanas (mentiras, assassinatos, como ficar mais rico…). A resposta óbvia, “Succession”, já esteve aqui na Maratonar há algumas semanas, então vamos deixá-la de lado, mas considere-a listada. Já “Mountainhead”, do mesmo criador de “Succession”, parece chato, então pode ignorar.

“Downton Abbey” (2010-15)

Globoplay e Netflix. Seis temporadas, 52 episódios.

Uma família da nobreza inglesa enfrenta um problema sério: com a morte de um primo no desastre do Titanic, os Granthams correm o risco de perder suas posses, uma vez que a fortuna não pode ser deixada como herança para as mulheres da família. Ainda bem que o próximo herdeiro, Matthew (Dan Stevens), um primo distante, tem olhos azuis e cabelos de Hugh Grant nos anos 1990, apesar de ser um reles advogado plebeu.

A série já teve dois filmes-continuação, e um terceiro está para chegar:

Big Little Lies (2017-)

Max. Duas temporadas, 14 episódios.

Faz quase dez anos que se a Nicole Kidman está na sua televisão, pode apostar que tem “rico fazendo riquice” por perto. “Big Little Lies” fomentou todo um gênero de minissérie/série sobre mulheres ricas e assassinatos —muitas delas estreladas pela própria Kidman—, mas sua primeira temporada continua sendo a melhor de todas essas instâncias.

Nela, um grupo de mães de Monterey, na Califórnia, tenta esconder um segredo e manter as aparências de felicidade, enquanto vivem em casas gigantescas (que às vezes parecem concessionárias de carro —desculpa, personagem da Laura Dern).

O produtor David E. Kelley continua nos ameaçando com uma terceira temporada, apesar de a segunda ser uma grande decepção.

Billions (2016-2023)

Paramount+. Quatro temporadas (são sete no total), 48 episódios.

De vez em quando acontece de duas séries terem mais ou menos o mesmo assunto, e uma eclipsar a outra. É o caso de “Billions”, que veio antes de “Succession” para contar a vida dos super-ricos em Nova York, mas acabou na sombra da série da HBO.

Aqui, um procurador, Chuck Rhoades (Paul Giamatti), se mete num jogo de gato e rato quando decide ir atrás de Bobby Axelrod (Damian Lewis), um empresário notório por suas táticas agressivas no mercado financeiro.

Seus Amigos e Vizinhos (2025-)

Your Friends & Neighbors. AppleTV+. Uma temporada, dez episódios.

Jon Hamm interpreta um administrador de hedge funds (não me pergunte) que, após perder o emprego, decide furtar coisas de seus vizinhos ricos e vendê-las para conseguir manter a aparência de uma conta bancária saudável. Não empolgou nem crítica nem audiência, mas já tem segunda temporada garantida.

Assassinato no Fim do Mundo (2023)

A Murder at the End of the World. Disney+, sete episódios.

Aparentemente, uma coisa que bilionários gostam de fazer é construir bunkers onde eles possam se esconder para esperar o fim do mundo que eles mesmos causaram. Mas em vez de escolher o agradável Havaí, que nem Mark Zuckerberg, Andy Ronson (Clive Owen) elegeu a inóspita tundra da Islândia para a sua toca high-tech.

No começo da minissérie, Ronson convida um grupo variado de especialistas, incluindo a hacker/detetive mirim Darby Hart (Emma Corin), para uma visita, até que uma morte muda tudo, à la Agatha Christie.

Paradise (2025-)

Disney+. Primeira temporada, oito episódios.

Parte não só da tendência das séries sobre os muito ricos, como também da tendência ainda mais específica dos muito ricos manipulando presidentes. A série, criada por Dan Fogelman (“This is Us”), é cheia dos segredos e reviravoltas (até demais pra mim), então vou ser bem genérica: a morte do presidente Cal Bradford (James Marsden) coloca seu guarda-costas Xavier Collins (Sterling K. Brown) na mira da polícia e da principal aliada de Cal, Sinatra (Julianne Nicholson), uma bilionária poderosa.

O que está chegando

As novidades nas principais plataformas de streaming

Cortina de Fumaça

Smoke. Estreia nesta sexta (27) na AppleTV+. Novos episódios às sextas.

Adaptação do podcast “Firebug” por Dennis Lehane, autor de “Sobre Meninos e Lobos” e “Medo da Verdade”. Taron Egerton e Jurnee Smolett são policiais que investigam uma série de incêndios criminosos.

Kneecap: Música e Liberdade

Kneecap. Estreia na Max nesta sexta (27), 105 min.

Acompanha um trio de rap em sua jornada em busca da fama compondo músicas em sua língua nativa, o gaélico. Ganhou o Bafta de melhor primeiro filme e uma porção de Bifas, premiação do cinema independente britânico.

Jayne Mansfield, Minha Mãe

My Mom Jayne. Estreia na Max nesta sexta (27), 105 min.

Mariska Hargitay, estrela de “Law & Order: Special Victims Unit”, dirige este documentário sobre sua mãe, Jayne Mansfield, estrela de Hollywood nos anos 1950 e 1960 morta em um acidente de carro quando Mariska tinha apenas três anos. Por meio dos depoimentos de seus irmãos e um mergulho nos arquivos da família, Hargitay busca conhecer a própria mãe para além do que diziam os tabloides.

Veja antes que seja tarde

Uma dica de filme ou série que sairá em breve das plataformas de streaming

O Alfaiate (2022)

The Outfit. Disponível na Netflix até 13.jul, 105 min.

Um alfaiate (Mark Rylance) acaba enrolado numa disputa entre mafiosos na Chicago dos anos 1950 e precisa usar suas habilidades para sobreviver a uma noite de caos. Um thriller divertido e cheio de reviravoltas.



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