‘Quem sempre foi invisibilizado, vai se ver aqui’, afirma Alice Carvalho sobre ‘Guerreiros de Sol’

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‘Quem sempre foi invisibilizado, vai se ver aqui’, afirma Alice Carvalho sobre ‘Guerreiros de Sol’


São Paulo

Com estreia marcada para 11 de junho, “Guerreiros do Sol” chega ao Globoplay com a proposta de renovar a forma como o cangaço é retratado na teledramaturgia. Criada por George Moura e Sergio Goldenberg, a novela é inspirada em personagens e acontecimentos reais, mas seus autores afirmam que optaram por um olhar mais crítico e menos romantizado sobre o tema, rompendo com narrativas idealizadas que marcaram obras anteriores.

“A história é livremente inspirada no cangaço, mas sem maniqueísmos. O cangaceiro não é um herói de esquerda, nem um bandido cruel. É alguém que vive à margem da lei. Ele é, acima de tudo, um sobrevivente”, resume Moura.

A trama acompanha Rosa (Isadora Cruz) e Josué (Thomás Aquino), sertanejos que se apaixonam e acabam se tornando cangaceiros após uma tragédia provocada por um coronel vingativo. “Queríamos explorar a transformação dessas pessoas, o que leva alguém a entrar nesse universo e como se vive depois disso”, explica Goldenberg.

Segundo ele, a proposta é mostrar todos os lados: “Vamos da formação humana ao cotidiano nômade. Onde vão dormir? O que vão comer? Como vivem essas relações, inclusive as amorosas, em meio à guerra e à resistência?”

José de Abreu, que interpreta o Coronel Elói, relembra como o cangaço foi retratado em outras produções. “No cinema novo, havia uma idealização do cangaceiro como herói revolucionário, quase um Robin Hood. Mas a história real é mais complexa. Muitos se aliaram aos senhores de engenho e impunham sua própria justiça”, diz.

Moura reforça essa ambiguidade: “Eles criavam uma ordem própria, baseada na força. Não é uma fábula. É uma tentativa de reconstrução possível de um passado, com todas as contradições que ele carrega”.

Além dos conflitos armados e da sede por justiça, a novela também dá protagonismo às mulheres —tanto na frente da câmera quanto no roteiro. Rosa, personagem de Isadora Cruz, não é uma coadjuvante em meio ao tiroteio. “Ela tem papel central, não aceita tudo calada. Existe uma revisão de figuras históricas como Maria Bonita, mas também o surgimento de outras mulheres que comandam a narrativa”, afirma a atriz.

Alinne Moraes e Alice Carvalho (como Otília) também mostram um lado feminino ao interpretarem um casal na trama. Para Alice, esse é um dos pontos mais ousados da produção. “É uma novela corajosa. Estamos falando de 1920, de sertão, de conservadorismo, e mesmo assim conseguimos trazer uma história de amor entre duas mulheres. Isso ainda é raro”, diz. “O público que sempre foi invisibilizado vai se ver aqui.”

Segundo Moura, a presença das mulheres nessa história foi essencial: “É uma história de amor, mas também de resistência. E a resistência tem rosto de mulher”.

Com direção artística de Rogério Gomes, o Papinha, a novela terá cinco capítulos liberados por semana no Globoplay, sempre às quartas-feiras. No canal Globoplay Novelas, a exibição será de segunda a sexta, às 22h40, com reprise do episódio de sexta no sábado. Aos domingos, haverá uma maratona com os cinco episódios da semana, a partir das 21h30.



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