Em março de 2020, o mundo inteiro parou para a humanidade enfrentar, pela ciência, a ameaça mortal do coronavírus – num luto que ainda fazemos
Publicado em 14/03/2025 às 0:00
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Cinco anos atrás, o fim do mundo se anunciava de surpresa, pelas trombetas de um vírus para o qual parecia não haver defesa possível. E por muitos meses, não houve: mais de 7 milhões de pessoas morreram no planeta, inclusive no Brasil, muitas delas sem a chance de imunização contra o mal invisível do coronavírus, causador da doença que se chamou de Covid-19. A civilização global foi alvo fácil para a disseminação, devido à rotina de viagens internacionais e deslocamentos dentro dos países. O cancelamento de voos pelos Estados Unidos foi um dos momentos marcantes da pandemia, quando todos fomos forçados a perceber que o problema estava apenas começando.
As imagens chocantes de uma realidade imaginada apenas por distopias ainda nos lembram o quanto somos vulneráveis, coletiva e individualmente, a riscos como o da Covid pandêmica. Não por acaso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) vem tentando mobilizar os governos dos países ricos a criar uma rede global de prevenção e proteção, para melhorar a eficiência das respostas, em caso de nova pandemia. A vigilância epidemiológica está atenta, e qualquer potencial perigo vem sendo detectado e estudado para evitar que tudo se repita. Mesmo assim, para a dimensão da questão, e em decorrência de tantas perdas, a sensibilidade das nações desenvolvidas tem sido aquém do que poderia ser, mantendo a desigualdade vigente no auge da pandemia, e durante a distribuição das vacinas disponíveis.
O atendimento improvisado em barracas. Os caixões enfileirados. Os hospitais lotados e sem quartos de UTI suficientes. As ambulâncias que não paravam de passar e não davam conta da demanda. A solidão dos infectados no isolamento afastando familiares e amigos. A quarentena alterando e aterrorizando a vida cotidiana. As escolas fechadas e as aulas remotas para crianças e adolescentes. As ruas, as praias e centros comerciais vazios. O Carnaval suspenso. O público banido dos estádios de futebol. E as máscaras, antes das vacinas, a única proteção diante de um vírus mortal.
Nas cenas que não saem da cabeça – e não devem ser esquecidas – vale destacar o heroísmo, a dedicação e a valentia de médicos e médicas, enfermeiros e enfermeiras, e demais profissionais de saúde que se transformaram na linha de frente de combate na guerra contra o coronavírus. A ciência salvou vidas graças à abnegação dessas pessoas, e dos pesquisadores que, munidos de condições inéditas de recursos, puderam fazer o seu trabalho, produzindo substâncias imunizantes capazes de deter a letalidade do vírus, apesar das variantes em evolução. Por outro lado, o negacionismo às vacinas mostrou o poder uma outra letalidade: a junção da ignorância com o ímpeto assassino da desinformação.
Além da memória e do luto que não finda, sobretudo nos mais jovens, a pandemia superada deixou uma oportunidade para a continuidade da espécie humana. Será que estamos aproveitando a chance para sermos melhores do que éramos antes?


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