Um grupo veio da Coreia do Sul para fazer uma pequena turnê pelo Brasil. Mas não para cantar k-pop, e sim samba –em português mesmo. O Rapercussion ficou conhecido nas redes sociais ao fazer covers de sucessos do pagode, axé e MPB.
No repertório diverso, já cantaram músicas de Banda Eva, Elis Regina, Daniela Mercury e Djavan. Fundaram uma escola de samba e dão aulas de batucada no país asiático. Agora, vieram ao Brasil para fazer apresentações e curtir o Carnaval —eles chegaram no dia 1º e só vão embora em 10 de março.
Neste domingo (16), o grupo faz dois shows grátis em São Paulo. Às 14h, em frente ao Centro Cultural Coreano, na avenida Paulista, e às 19h20, no Festival Seollal, na praça Tiradentes, no Bom Retiro.
Eles começaram a viagem no Rio de Janeiro. Curtiram as praias de Ipanema e Copacabana, que “continuam a impressionar com sua beleza”, dizem. Visitaram rodas de samba, viram a Salgueiro e conheceram Diogo Nogueira, Roberta Sá e Mart’Nália. Um dos membros lembra quando chorou ao ver um show da sambista de voz rouca no Rio, há dez anos. “É uma heroína para nós”, escreveram num post.
O Rapercussion surgiu depois que os irmãos musicistas Recto e Zion Luz viajaram ao Brasil, em 2008, para conhecer de perto a música brasileira, pela qual se apaixonaram. De lá para cá, fizeram colaborações com mestres da capoeira na Coreia do Sul e outras pessoas se juntaram ao projeto.
Atualmente, os integrantes principais são, além dos irmãos Luz, Yui Yeop, Lee Jandee, Jun Minkye e Kim Changkook, que tocam instrumentos como cavaco, pandeiro e tambores, acompanhados da vocalista, que usa o nome artístico de Linda Floresta. No ano passado, ela chorou ao encontrar Gilberto Gil.
O grupo viaja ao Brasil com frequência e mantém contato com cantores e mestres de samba, de quem chamaram a atenção com os covers. Conhecem os blocos Olodum, Vai Vai e Salgueiro. A expectativa nessa visita é colaborar com Saulo, contam.
“O momento atual, em que estamos conhecendo tantos artistas incríveis, realmente parece um sonho”, afirmam. Quando falam sobre seus artistas favoritos, citam vários nomes, como Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Ludmilla, Monobloco e Menos É Mais.
Todos estudam português, mas afirmam que ainda é desafiador cantar em uma língua que não é a materna. “Para memorizar as letras, ouvimos a mesma música mais de cem vezes e tentamos cantá-la. Ainda estamos aprendendo, mas esperamos que todos acompanhem nosso progresso e, em breve, nos vejam falando e cantando como brasileiros.”
A música brasileira na distante Coreia do Sul ainda não é tão conhecida, mas a bossa nova tem se popularizado por lá, dizem, e shows de nomes como Caetano Veloso e Gilberto Gil esgotam.
O Rapercussion leva o nosso batuque a apresentações e festivais pelo país asiático. Por lá, fazem ensaios duas vezes por semana como as escolas de samba, organizam festas, desfiles e workshops para recrutar membros. Também já tocaram com grupos de k-pop como BTS e Stray Kids.
“Os coreanos que assistem aos nossos shows, embora não compreendam o idioma, acabam dançando e aplaudindo graças à melodia e ao ritmo”, contam. “No começo, eles observam com curiosidade, mas logo começam a mover os corpos no ritmo da música.”
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