Carnaval: 7 em cada 10 brasileiras têm medo de sofrer assédio durante a festa; saiba como denunciar

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Carnaval: 7 em cada 10 brasileiras têm medo de sofrer assédio durante a festa; saiba como denunciar


No carnaval de 2024, a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos registrou mais de 73 mil registros de assédio contra mulheres


Publicado em 12/02/2025 às 9:52



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Em 2025, o carnaval acontece em março. A partir do dia 28 de fevereiro, sexta-feira, diversos blocos já saem em todo o Brasil. 

No Recife, a abertura oficial da festa acontece antes, na quinta-feira (27), com o maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada, marcado para o sábado, dia 1º. 

Apesar da folia ser uma característica cultural clássica do Brasil, de encontro à alegria, os assédios sexuais contra as mulheres marcam a festividade.

De acordo com pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro Brasil, 7 em cada 10 brasileiras têm medo enfrentar essa situação durante as comemorações.

50% das mulheres já sofreu assédio durante a festa

Cerca de 50% das mulheres entrevistadas pelo instituto já sofreram assédio sexual durante as festividades em anos anteriores.

O levantamento foi realizado com 1.507 pessoas, entre homens e mulheres, com 18 anos ou mais.

A falta de respeito com o corpo da mulher é uma questão estrutural que persiste em diversas formas de violência sexual, desde olhares até toques indesejados.

O “Disque 100” é o canal oficial de denúncia doMinistério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

Em 2024, o serviço registrou mais de 73 mil violações durante o Carnaval, marcando um aumento de 38% em relação a 2023.

Além do Disque 100, que funciona 24 horas, as denúncias podem ser feitas por telefone, WhatsApp, Telegram: (61) 99611-0100, ou diretamente no site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

Ainda segundo a pesquisa, 97% das mulheres acreditam que as ações de combate ao assédio são essenciais.

O movimento “Não é Não”, que surgiu em 2017, é um exemplo de ação coletiva contra o assédio sexual.

A campanha foi criada após um episódio de assédio durante o pré-Carnaval do Rio de Janeiro e, desde então, tem mobilizado mulheres de todo o país para combater a violência nos blocos e ruas.

Ao longo dos anos, a ação tem arrecadado recursos por meio de financiamento coletivo, distribuindo gratuitamente tatuagens e adesivos que reforçam a mensagem de que o não é absoluto.

A campanha é coletiva e todos podem apoiar por meio da compra dos produtos ou de doações no site oficial do movimento.



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