Decreto da governadora Raquel Lyra abrange 117 municípios por 6 meses, com o objetivo de agilizar o apoio à população durante a estiagem prolongada
Publicado em 22/01/2025 às 0:00
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Após o estado de alerta em 94 cidades pernambucanas, feito no mês passado pelo Governo de Pernambuco, foi decretada esta semana situação de emergência numa quantidade ainda maior, de quase 120 municípios, em decorrência dos efeitos da seca severa que impõe restrições hídricas à população. A gravidade do problema, que é histórico, ganha dimensões imprevisíveis diante das mudanças climáticas e do aquecimento da Terra: segundo os cientistas, a probabilidade do comportamento do clima nos próximos anos é de intensificação dos fenômenos extremos, como furacões e tempestades, e também de ampliação dos períodos de estiagem. As ondas de calor, que já foram sentidas em grande parte do Brasil no ano passado, são igualmente apontadas como prováveis manifestações do clima que vão se repetir em todo o planeta, graças à elevação da temperatura média global.
A eficiência na gestão da água, a execução de obras e ações emergenciais fazem parte da estratégia do poder público estadual, a fim de minimizar os efeitos da privação de água para os pernambucanos. Mas não é fácil. O baixo índice de chuvas, a redução dos níveis dos reservatórios, o calor dominante e, para piorar, a falta de conscientização de parte da população, fazem com que os governantes não possam resolver o problema, mesmo com a melhor estratégia e as melhores intenções, sempre ressaltadas nos discursos. O monitoramento da pouca quantidade de água disponível, o alerta para o inevitável agravamento da estiagem e o apoio com medidas paliativas, são providências indispensáveis, mas insuficientes, devido à dimensão estrutural da questão.
O desabastecimento de água afeta o cotidiano das pessoas, em casa, no trabalho, na escola, no hospital, no posto de saúde. Configura fator de desestabilização da vida familiar, da coesão social, da economia e de qualquer prisma da vida coletiva. Por isso, não cabe apenas ao governo a escolha de zelar pela água como bem essencial que pode se tornar cada vez mais escasso. A sociedade inteira precisa tomar conta do recurso hídrico como o tesouro mais precioso. Mas cabe aos poderes constituídos – no Executivo, no Legislativo e no Judiciário – buscar o aprimoramento dos mecanismos para que se mude o patamar de respeito à coletividade e às futuras gerações, na gestão pública e privada da água. No Recife e em outras cidades da Região Metropolitana, é comum o desperdício de água em residências e condomínios, por exemplo, na limpeza com jatos fortes que vão para o ralo em muitos litros por segundo. Como se a época fosse de abundância, e não de escassez hídrica.
Para adaptação e convivência com a seca e o racionamento, é preciso sensatez, além de investimentos em obras e tecnologia. O envolvimento da população é fundamental para que as consequências não sejam tão drásticas quanto os prognósticos sobre as mudanças climáticas indicam. Para os pernambucanos que vivem em situação de emergência o tempo todo, na pobreza ou na miséria, a falta de água é ainda pior – e é para eles que deve ir a preferência na prioridade das políticas públicas.

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