Opinião – Plástico: Obras do Panorama da Arte Brasileira entram para acervo do MAM paulistano

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Opinião – Plástico: Obras do Panorama da Arte Brasileira entram para acervo do MAM paulistano


Não é por falta de casa que algumas das obras do atual Panorama da Arte Brasileira deixarão de ficar em sua casa que é de direito. Uma das mais tradicionais mostras do calendário do país, o Panorama foi deslocado neste ano do Museu de Arte Moderna, no Ibirapuera, em São Paulo, onde sempre acontece, para o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, por causa do restauro da marquise do parque desenhado por Oscar Niemeyer.

Quando tudo voltar ao normal, peças de Joseca Yanomami, artista que esteve na última Bienal de Veneza, Maria Lira Marques, Jayme Figura, Melissa de Oliveira, Labō & Rafaela Kennedy e Zimar entrarão para o acervo do museu que organiza a exposição. As doações vieram de apoiadores do museu e de galerias que representam os artistas.

São todos nomes em ascensão no cenário, caso de Marques, que ganhou um livro sobre sua obra neste ano, e Oliveira, que vem conquistando espaço com retratos fortíssimos das favelas cariocas. Jayme Figura, nome central da cena baiana morto no ano passado, enfim tem seu trabalho reconhecido por um grande museu.

MERCHAN O Panorama da Arte Brasileira deste ano, batizado “Mil Graus”, em referência à crise climática que transforma o planeta Terra num caldeirão, acabou deixando um retrogosto curioso. A mostra organizada por Germano Dushá, Thiago de Paula Souza, nomeado neste ano uma das cem pessoas mais influentes do mundo da arte pela revista britânica ArtReview, e Ariana Nuala driblou obstáculos, como a troca de sede no meio do caminho, e se estruturou com uma das mais elegantes montagens do ano, que lembra uma butique.

O problema é ter ido um pouco além do visual de loja cara e ter também lançado uma linha de produtos para a lojinha, desde sacolas de tecido, as “tote bags” que inundam os armários do povo artsy, a chaveiros, skates, raquetes de frescobol e uma série de roupas da marca Hang Loose, sendo que o plástico usado em boa parte dos objetos não ajuda a diminuir nossa temperatura dos mil graus e tanto neste momento. Mas marketing é marketing, e a discussão sobre a pegada de carbono dessa indústria não vai deixar de causar debates.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.



Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *