Janela Internacional de Cinema do Recife começa na quarta-feira (28), no Cinema São Luiz

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Janela Internacional de Cinema do Recife começa na quarta-feira (28), no Cinema São Luiz


O festival reúne 31 filmes com curadoria do cineasta Kleber Mendonça Filho e do programador, crítico e pesquisador Pedro Azevedo Moreira

Por

JC


Publicado em 25/10/2026 às 14:36
| Atualizado em 25/10/2026 às 14:37


Clique aqui e escute a matéria

A 17ª edição do Janela Internacional de Cinema do Recife começa na próxima quarta-feira (28), às 17h, no Cinema São Luiz, onde segue até 1º de novembro. Em formato especial, o festival reúne 31 filmes, entre curtas e longas-metragens nacionais e internacionais, além de uma série. A curadoria é assinada pelo cineasta Kleber Mendonça Filho e pelo programador, crítico e pesquisador Pedro Azevedo Moreira.

A programação inclui 15 produções pernambucanas, entre obras contemporâneas e clássicos restaurados. Entre os títulos estão À Margem do Rio, de Matheus Farias e Enock Carvalho; Yellow Cake, de Tiago Melo; Cão Sem Plumas, de Camila Valença; Vivo 76, de Lírio Ferreira; Coração de Lona, de Tuca Siqueira; e a série Delegado, de Marcelo Lordello e Leonardo Lacca. Parte dessas produções passou recentemente por festivais como os de Locarno, Biarritz, Brasília e Rio de Janeiro, além da Mostra de São Paulo.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}


DIVULGAÇÃO
O documentário “Vivo 76”, dirigido por Lírio Ferreira, é uma viagem lisérgica e histórica pelo universo do cantor e compositor pernambucano Alceu Valença – DIVULGAÇÃO

Homenagem

O festival também presta homenagem ao escritor e cineasta Jomard Muniz de Brito, que morreu recentemente, com a exibição de dois curtas-metragens dirigidos por ele: Amanhecendo, em codireção com Rucker Vieira, e Imitação da Vida. Os filmes serão exibidos em cópias restauradas a partir dos originais em Super-8, em parceria com a Cinelimite.

Outra restauração em destaque é a de That’s a Lero Lero (1994), de Lírio Ferreira e Amin Stepple. Realizada pelo Janela, com supervisão de Débora Butruce, a recuperação do curta permite rever a obra que aborda a passagem do cineasta norte-americano Orson Welles pelo Recife na década de 1940.

Produções internacionais e parceria com festival de Nova York

Entre os longas estrangeiros inéditos na programação está Tudo pode ser visto, de Nathan Fielder e Lance Oppenheim, que terá sua segunda exibição na América Latina. A seleção internacional inclui ainda Once Upon a Time in Harlem, de William Greaves e David Greaves; La Gradiva, de Marine Atlan; Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo; Club Kid, de Jordan Firstman; Paper Tiger, de James Gray; e Iron Boy, de Louis Clichy.

A cineasta francesa Céline Sciamma também participa da programação com Tutti Frutti, média-metragem encomendado pelo Centre Pompidou. O festival terá a primeira sessão da obra no continente.

Em parceria inédita com o New York Film Festival, o Janela apresenta uma sessão especial da mostra Spotlight Shorts, com curtas de realizadores do Brasil, da Colômbia, da Palestina, da China e da França. A seleção reúne Masao Adachi Takes a Passport Photo, de Kamal Aljafari; Una Película Robada, de Camilo Restrepo; Torino Shadow, de Jia Zhangke; South of Tehran, de Kleber Mendonça Filho; e Pier Paolo Pasolini – Agnès Varda – New York – 1967, de Agnès Varda.

Clássicos restaurados

Entre os clássicos brasileiros, a programação traz Maracatu, Maracatus, de Marcelo Gomes, em nova restauração 4K, e Luciana, a Comerciária, de Mozart Cintra, em cópia restaurada pela Cinemateca Brasileira.

A sessão de Luciana, a Comerciária será acompanhada de uma entrevista inédita, gravada em 2003 por Kleber Mendonça Filho com Celeida Cintra, esposa e codiretora de Mozart Cintra, responsável por guardar uma cópia do filme durante 50 anos.

Na seleção internacional, um dos destaques é Os Demônios (The Devils), filme de terror dirigido por Ken Russell na década de 1970. A sessão será precedida pelo curta-metragem belga inédito Melk, de Filip Anthonissen.

Sobre o formato desta edição, Kleber Mendonça Filho destaca a concentração da programação em um único espaço.

“Essa talvez seja a programação mais compacta do Janela, e até por isso está muito concentrada. Todos os dias são sessões muito fortes. O fato de todas as sessões serem no São Luiz cria um clima charmoso, de um grupo de pessoas que estão compartilhando filmes marcantes, atuais e de arquivo, como o That’s a Lero Lero, de Lírio Ferreira e Amim Stepple, que foi uma restauração que o Janela fez, e Os Demônios (The Devils), de Ken Russell”, destaca Kleber Mendonça.

Pedro Azevedo Moreira aponta a organização dos curtas-metragens entre obras nacionais, estrangeiras, clássicas e contemporâneas como um dos aspectos da seleção deste ano.

“Arriscamos criar relações intuitivas entre os filmes. A inclusão dos curtas foi bastante processual nesse sentido, íamos entendendo o que fazia sentido com o quê, na medida em que a grade ia sendo construída”, afirma Pedro Azevedo.

Atividades formativas e espaços de memória

A programação inclui ainda atividades da Janela Crítica, iniciativa formativa presente no festival desde 2008. Neste ano, serão realizadas as oficinas O Corpo Negro no Cinema e O Cinema com Raiva, coordenadas pelo cineasta, escritor e roteirista Dodô Azevedo. As atividades são voltadas a pessoas interessadas na prática da crítica cinematográfica.

Durante o festival, o público também poderá visitar o Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano (Cena) e a Sala Imersiva Geraldo Pinho, instalados no primeiro e no segundo andar do Cinema São Luiz, respectivamente.

O Cena reúne objetos de época, videoinstalações, arquivos de filmes, entrevistas com personalidades da arte e da cultura pernambucana, além de cordéis, partituras e fotografias que percorrem a história do cinema no Estado. Já a Sala Geraldo Pinho homenageia o programador, cuja atuação teve importância para o cinema brasileiro, e aborda a questão dos cinemas de rua.

O Janela Internacional de Cinema do Recife é realizado pela Cinemascópio. A direção artística é de Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, e a produção, de Dora Amorim e Juliana Soares. Esta edição tem patrocínio da Fundação Itaú e apoio da Cinemateca Brasileira.

Serviço

17º Janela Internacional de Cinema do Recife

Data: 28 de outubro a 1º de novembro

Local: Cinema São Luiz — Rua da Aurora, nº 175, Boa Vista, Recife.

Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada).

Venda antecipada: perfil do Cinema São Luiz no Instagram, @cinemasaoluizpe, e site www.ingressosfundarpe.com.br.

Bilheteria presencial: abre uma hora antes de cada sessão.

Programação completa: @janeladecinema, no Instagram.








Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *