Economista falou para empresários pernambucanos a convite do LIDE em evento em que a Neoenergia anunciou R$ 10 bilhões em investimentos.
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Na conversa que teve nesta sexta-feira(3) por ocasião da apresentação dos investimentos do grupo Neoenergia em Pernambuco, na reunião do LIDE, a economista Zeina Latif – que já chefiou a área de estudo da XP – chamou a atenção para um aspecto pouco destacado nos cenários que seus colegas fazem sobre o cenário do Brasil pós-eleições, afirmando que o quadro que espera o presidente eleito não é tão negro como muita gente pinta.
Ela concorda que o problema é fiscal, já que o governo não consegue deixar de aumentar os gastos. Mas revelou que a equipe econômica já emite sinais de que é preciso moderação. Para ela, a questão é que não existe apenas o desafio de cortar gastos, mas fazer uma reforma estrutural porque depois que o OGU ficou mais de 90% comprometido, não há muito que fazer.
Lista de tarefas
Zeina Latif relaciona à lista de tarefas a questão da produtividade no trabalho – onde o Brasil simplesmente não consegue avançar devido à taxa de investimento baixa (17% do PIB) – o ambiente de negócios difícil, uma enorme insegurança jurídica – que se soma à carga tributária elevada – e uma base de educação falha como coisas por fazer.
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O problema, advertiu Zeina Latif, é que chegou a cobrança do não aproveitamento do bônus demográfico. “A população brasileira começará a encolher em 2042, segundo o IBGE. Mas o que precisamos nos preparar é para a redução da População Economicamente Ativa ali em 2026.” E isso vai impactar na oferta de mão de obra antes desses 10 anos.

Palestra da economista Zeina Latif no Lide Pernambuco. – Fernando Castilho
Forte indexação
Ela chamou a atenção para a questão da indexação da economia ao salário mínimo, que se tornou o problema a ser enfrentado pelo próximo governo. “Em 2026, disse a economista, chegaremos a 50% das nossas despesas previdenciárias indexadas ao salário mínimo. A Previdência não agüenta isso por muito tempo, disse.
Faz sentido. Uma década é muito pouco tempo para organizar a preparação de gente qualificada dentro do cenário na economia ancorada em IA. Esse é um problema que os estados do Sul, por exemplo, já começam a enfrentar e do qual Pernambuco precisa atuar rapidamente.
Baixa remuneração
Ela chamou a atenção para isso como limitador de crescimento pela baixa remuneração da população não qualificada para ocupar empregos de maior remuneração.
O Brasil vive um quadro do que chamamos de demanda reprimida. Existem o mercado e a população; há o desejo de consumo, mas falta a renda para aproveitar esse potencial. Zeina Latif apresentou um dado pouco divulgado pelo varejo, que é o de uma renda mediana (2024) de apenas 1.321,00 que contempla os benefícios sociais.
Pontencial de compras
Isso, na opinião da economista, trava o crescimento. Na prática, o que chama a atenção é que, quando se exclui desse valor o que essa população recebe dos programas do governo a preços de 2026, o potencial de compra é metade do salário mínimo (R$ 1.621,00). O que, convenhamos, não é algo expressivo.
Ela encerrou sua conversa com o que definiu como otimismo cauteloso, lembrando que o Brasil ainda assim vem elevando o seu potencial de crescimento e disse que o quadro externo, pela ampliação das exportações, nos confere maior resiliência. Mas o grande desafio é o aumento da produtividade, além do ajuste fiscal – que é um consenso entre todos os analistas. Não estamos tão mal, mas temos um grande conjunto de desafios pela frente, conclui Zeina Latif.

Noronha Neoenergia. – Divulgação
Noronha verde
No pacote de investimentos da Neoenergia duas coisas chamam a atenção. Investimentos superiores a R$ 350 milhões para ampliar a utilização de fontes renováveis em Fernando de Noronha, com a conclusão da implantação de sistema de armazenamento de energia em baterias e geração solar e as obras de expansão da infraestrutura elétrica em redes inteligentes onde a Neoenergia Pernambuco investirá R$ 560 milhões com instalação de equipamentos automatizados capazes de reduzir o tempo de interrupção do fornecimento, aumentar a resiliência do sistema de modo a tornar a operação mais eficiente em áreas estratégicas do Estado.
Sem pagar o Ecad
Conhecido como “O Maior São João do Mundo”. Campina Grande agora é conhecida pela inadimplência no pagamento de direitos autorais de acordo com a Ecad. A Prefeitura de Campina Grande (PB) apenas na edição de 2025 deixou de pagar os direitos de mais de 1.600 músicas executadas. Compositores e artistas como Rita de Cássia, Gonzagão, Dorgival Dantas, Cecéu e Petrúcio Amorim não receberam nada. E em 2026 também não recolheu o que deve.
Gastos de junho
As tradicionais festas juninas encerram o mês de junho movimentando a economia pernambucana. Segundo levantamento do Itaú Unibanco, segmentos diretamente relacionados às comemorações festivas registraram crescimento expressivo entre sexta, 26, e domingo, 28 de junho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior (27 a 29 de junho).
Funding imobiliário
A Ademi-PE promove, nesta próxima terça-feira (7), almoço focado na atração do mercado de capitais para grandes projetos em Pernambuco com Marcus Anselmo (Terracotta Ventures), André Portela (Portela Soluções Jurídicas) e Bruno de Paula (Emeris Investimentos), convidados do presidente da associação, Leonardo Queiroz.

O Bitcoin operava em média U$$ 12,5 mil – Foto: Pixabay/ Reprodução
Queda do Bitcoin
Depois de registrar sua maior queda mensal desde 2022, o Bitcoin voltou a negociar abaixo dos US$ 60 mil, patamar que não era visto desde setembro de 2024. Embora o movimento tenha aumentado a cautela dos investidores no curto prazo, especialistas avaliam que a atual faixa de preço pode representar uma das principais oportunidades de entrada dos últimos anos para quem investe com horizonte de longo prazo. Apesar da queda, o Bitcoin voltou para um preço que, historicamente, coincide com médias móveis de longo prazo utilizadas como referência por investidores institucionais.

Incêndios em Portugal. – Divulgação
Fogo em Portugal
O calor vivido pela Europa chegou sob a forma de incêndios em Portugal. No distrito de Vouzela já consumiu mais de 12 mil hectares, há dois feridos graves. Hoje, ao menos 13 distritos em Portugal continental encontram-se em risco máximo de incêndio, com a persistência de temperaturas elevadas, de dia e de noite, o que levou o Governo a decretar situação de alerta.
Mas também há incidentes relevantes em Cinfães, no mesmo distrito, em Barcelos (Braga), em Arouca (Aveiro) e na freguesia de São Sebastião, concelho de Setúbal. A existência de plantações de eucalipto potencializa os incêndios especialmente em propriedades abandonadas pelos proprietários.













