Walter Porto: Fernando Morais leva ‘O Mago’, sua biografia de Paulo Coelho, a nova editora

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Walter Porto: Fernando Morais leva ‘O Mago’, sua biografia de Paulo Coelho, a nova editora


Um dos biógrafos de maior destaque do país, o jornalista Fernando Morais vai dar um novo sopro de vida a “O Mago”, sua famosa devassa sobre outro escritor best-seller, Paulo Coelho. E será na pequena editora Realejo, de Santos, no litoral paulista.

Lastreado em 40 anos de diários escritos pelo autor de “O Alquimista” em 170 cadernos, “O Mago” saiu originalmente em 2008 pela editora Planeta, onde os exemplares do calhamaço de mais de 600 páginas se esgotaram. Terminado o contrato, Morais decidiu levar o livro a seu amigo José Luiz Tahan, que toca também uma livraria de rua homônima, pérola da cidade litorânea.

Dado o tamanho dos envolvidos, é uma operação de peso incomum para a Realejo. Tahan prepara uma tiragem inicial de 3.000 exemplares e reconhece esta como uma de suas maiores ousadias como editor.

Segundo ele, “O Mago” inaugura em agosto uma nova etapa para a Realejo, que chega aos 20 anos. “É um marco para a editora e uma lacuna preenchida de uma das biografias mais incríveis que eu já li.”

O livro bateu o recorde de “Olga” como a obra mais traduzida de Morais, chegando a 22 idiomas e refletindo o imenso alcance internacional de Coelho, cujo sucesso fora do Brasil continua sem paralelos.

A iniciativa da reedição foi de Tahan, mas Morais afirma ter levado a proposta a Luiz Schwarcz, seu editor na Companhia das Letras, “por uma questão meramente ética”. O grupo hoje publica a maior parte dos livros de Morais e de Coelho —e já havia topado reeditar outra biografia do autor esgotada na Planeta,

“Montenegro”, sobre o marechal aviador que fundou o ITA, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Mas não quis fazer o mesmo com “O Mago”.

É na Companhia, por exemplo, que o jornalista realiza sua trilogia biográfica sobre o presidente Lula, cujo segundo volume foi lançado há poucos meses —e já tem edições confirmadas em Cuba, China, Reino Unido, Estados Unidos e Vietnã, mesmos países que publicaram o primeiro volume.

Morais também prepara, na mesma casa, uma edição comemorativa em capa dura de “A Ilha”, para marcar 50 anos do lançamento de seu livro-reportagem muito influente na esquerda sobre a terra de Fidel Castro.

FIRME E FORTE A editora Patuá acaba de comprar o imóvel onde fica sediada a Livraria Patuscada, um braço da casa que se firmou, em São Paulo, como um espaço acolhedor de convivência de escritores e lançamento de livros. A Patuá existe há 15 anos e, desde 2015, alugava o imóvel na rua Luís Murat, entre os bairros de Pinheiros e Vila Madalena. Agora, com aquisição do espaço cultural, a editora independente garante sua estabilidade e estuda até expandir sua operação para outros estados brasileiros.

DIZ QUE FUI POR AÍ O grupo Record vai repaginar alguns dos principais livros de seu catálogo em uma nova coleção de bolso chamada Compactos, em formato “ideal para a leitura em movimento”, segundo a nota da editora, em edições leves e integrais. O projeto será lançado na próxima semana na Flip, e cada livro terá proposta gráfica distinta e capa feita por ilustradores diferentes. A primeira leva inclui “A Peste”, de Albert Camus, “A Família Medeiros”, de Júlia Lopes de Almeida, “Não Contem com o Fim do Livro”, uma conversa de Umberto Eco e Jean-Claude Carrière e “Memórias do Subsolo”, de Fiódor Dostoiévski.


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