Em entrevista a Seth Meyers, que comanda um dos principais talk shows dos Estados Unidos, o ator Wagner Moura afirmou que o reconhecimento internacional ao filme “O Agente Secreto” representa um avanço para a cultura brasileira após o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que ele chama de período fascista.
A participação de Moura no Late Night with Seth Meyers foi ao ar nos EUA na madrugada desta terça-feira. O ator vem fazendo divulgação de “O Agente Secreto” nos principais veículos americanos em meio à temporada de premiações, com o filme indicado em três categorias do Globo de Ouro, marcado para este domingo, 11.
Moura está nomeado à estatueta de melhor ator em filme de drama. Elogiado por Meyers, ele agradeceu, e disse que a atenção das premiações é importante não apenas para quem fez o filme, mas para todos os brasileiros.
“Voltando a falar daquele período, entre 2018 e 2022, quando o Brasil estava vivendo um momento fascista, a primeira coisa que eles fizeram foi atacar universidades, jornalistas e artistas. E eles foram bem-sucedidos na tentativa de transformar artistas nos inimigos das pessoas”, disse Moura. “Aquele papo populista.”
“Então me deixa muito feliz que os brasileiros tenham celebrado, por exemplo, o filme ‘Ainda Estou Aqui‘, que venceu um Oscar no ano passado, e enxergado aqueles artistas como representantes do povo”, Moura segue.
O filme que ele menciona, dirigido por Walter Salles, rendeu ainda uma indicação ao Oscar de melhor atriz para Fernanda Torres. Agora a expectativa é que “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, repita o feito, e ganhe também indicações à premiação, que anuncia seus nomeados no dia 22.





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