Copom inicia ciclo de queda e reduz Selic para 14,75% ao ano em meio a incertezas globais

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Copom inicia ciclo de queda e reduz Selic para 14,75% ao ano em meio a incertezas globais


O comunicado destaca que o ambiente internacional tornou-se consideravelmente mais incerto devido ao acirramento dos conflitos no mundo

Por

JC


Publicado em 18/03/2026 às 18:59



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Em uma decisão marcada pela cautela diante do novo cenário geopolítico, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (18) a redução da taxa básica de juros, a Selic, para 14,75% ao ano. O movimento representa o início de um ciclo de calibração da política monetária, após um período prolongado de juros em patamar restritivo que, segundo a autoridade monetária, já apresenta efeitos claros na desaceleração da atividade econômica doméstica.

A decisão do colegiado ocorre em um momento de crescente complexidade no exterior. O comunicado destaca que o ambiente internacional tornou-se consideravelmente mais incerto devido ao acirramento dos conflitos no Oriente Médio. Esse fator elevou a volatilidade nos preços de ativos e commodities, pressionando as cadeias de suprimentos globais e exigindo uma postura vigilante dos países emergentes diante de condições financeiras mais restritas.

No plano doméstico, o Banco Central observa uma trajetória de moderação no crescimento econômico, embora o mercado de trabalho ainda demonstre resiliência. Apesar de a inflação cheia e as medidas subjacentes apresentarem sinais de arrefecimento nas últimas leituras, os índices permanecem acima da meta perseguida pela instituição. O Copom ressaltou que as expectativas de inflação para 2026 e 2027, apuradas pela pesquisa Focus, seguem desancoradas, situando-se em 4,1% e 3,8%, respectivamente.

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“O mercado quer entender qual será o ritmo dos próximos cortes e onde a Selic deve parar. As projeções para a taxa final já subiram, o que mostra um cenário mais cauteloso”, afirma Guilherme Fiore, head de Renda Variável da Pequod Investimentos da Pequod. 

INFLAÇÃO E CÂMBIO

O Comitê detalhou que os riscos para o cenário inflacionário se intensificaram e operam em duas direções. Do lado da alta, preocupa a persistência da inflação de serviços e a possibilidade de uma taxa de câmbio mais depreciada por períodos longos. Já entre os riscos de baixa, figuram uma desaceleração da economia brasileira ou global mais acentuada do que o previsto, o que poderia forçar uma queda nos preços das commodities e auxiliar na desinflação.

Ao justificar o corte, o Copom afirmou que a manutenção prévia da Selic em níveis elevados criou as condições necessárias para o ajuste atual, permitindo que a política monetária atue na convergência da inflação para a meta sem comprometer a estabilidade do nível de atividade e o fomento ao pleno emprego. O texto enfatiza, no entanto, que os próximos passos serão conduzidos com “serenidade e cautela”, dependendo diretamente da clareza sobre a extensão dos conflitos internacionais e seus reflexos nos modelos de projeção do Banco Central.

A decisão foi tomada de forma unânime pelos membros do Comitê, sob a presidência de Gabriel Muricca Galípolo.

INVESTIMENTOS

Mesmo com a queda da Selic, o nível atual ainda é considerado elevado, o que mantém a renda fixa atrativa. “A renda fixa continua oferecendo ganhos reais interessantes, especialmente em títulos pós-fixados e atrelados à inflação”, diz Guilherme Fiore.

Ele destaca, porém, que o início do ciclo de cortes também favorece outros ativos. “A bolsa tende a se beneficiar desse movimento, e investir no exterior pode ajudar a proteger o patrimônio em momentos de volatilidade. A diversificação é fundamental”.

JUROS NOS EUA

Também nesta quarta, o Banco Central americano manteve a taxa de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano. Foi a segunda vez seguida que o Fed (Federal Reserve) optou por aguardar mais dados da economia antes de retomar os cortes no índice, pressionado sobretudo pelas incertezas da guerra no Oriente Médio. 





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