Como se não bastassem todas as mazelas que têm comprometido a imagem e a qualidade do transporte público da Região Metropolitana do Recife, o sistema agora enfrenta uma crescente onda de crimes que atinge diretamente o direito de ir e vir de cidadãos com deficiência.
Segundo denúncia dos operadores dos ônibus que circulam na RMR, criminosos têm realizado furtos sistemáticos de cabos e painéis de controle de plataformas elevatórias nos ônibus que circulam no Grande Recife. Somente entre o início do mês e o dia 17 de maio, o Consórcio Conorte – uma das duas concessionárias do sistema e que opera na área norte da RMR – registrou 40 ônibus com esses equipamentos danificados ou subtraídos.
A ação dos suspeitos tem acontecido de forma discreta, ocorrendo sem que motoristas ou passageiros percebam a movimentação – mas flagrada pelas câmeras que monitoram a operação dos coletivos. Por isso, a falha no sistema de acessibilidade costuma ser identificada apenas no momento em que um passageiro com mobilidade reduzida tenta embarcar, causando transtornos e impedindo a utilização do transporte público.
IMPACTO SOCIAL E FINANCEIRO NO TRANSPORTE PÚBLICO
Além do dano social, os furtos geram um ônus financeiro significativo para o sistema. O Conorte estima que cada ocorrência resulte em um prejuízo médio de R$ 800 por veículo, valor que oscila conforme o modelo do elevador furtado. Almir Buonora, superintendente do Consórcio Conorte, ressalta que o impacto mais grave recai sobre a população, uma vez que o crime compromete a segurança e a dignidade dos usuários que dependem desses dispositivos para sua locomoção diária.
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Diante do cenário crítico, o Consórcio Conorte informou que já comunicou os fatos às autoridades policiais e ao Sindicato das Empresas de Ônibus (Urbana-PE). Como medida imediata, a empresa intensificou as vistorias e a manutenção preventiva nos veículos afetados. Representantes do setor estão agora em discussão para traçar estratégias que identifiquem os responsáveis e coíbam novas ações criminosas, buscando minimizar os danos aos usuários cadeirantes.
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