Como o União Brasil já apoia Raquel via Miguel Coelho, a chegada do PP amplia seu tempo de propaganda no rádio e na TV
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Nos próximos dias, a governadora Raquel Lyra receberá, oficialmente, o apoio à sua reeleição do Partido Progressista, dirigido pelo deputado federal Eduardo da Fonte, que também comanda no estado a Federação União Progressista, símbolo da junção entre o PP e o União Brasil.
Como o União Brasil já apoia a governadora através do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e do seu grupo político, a chegada do PP ao palanque de Raquel representa uma conquista considerável no tempo de propaganda eleitoral no rádio e TV.
Ela agora passa a ter um tempo semelhante ao do seu adversário principal, o ex-prefeito João Campos. A Federação, que elegeu 108 deputados federais em 2022, é um dos principais conglomerados políticos do Brasil.
A conquista, no entanto, tem mais um componente político a ser analisado na disputa pelo espaço das candidaturas ao Senado na chapa da governadora. Como serão eleitos este ano dois senadores só há duas vagas em cada palanque e uma delas já está reservada para o deputado federal Túlio Gadelha, fruto de um acordo com o presidente Lula – Túlio representa e defende a candidatura de Lula a presidente, reforçando a tese de dois palanques para o presidente no estado, um comandado por João Campos e outro por Raquel.
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Desafio para Miguel e Eduardo
A própria Federação, neste caso, vai precisar se entender já que Miguel e o próprio Eduardo da Fonte são pré-candidatos. Além disso há um nome que a governadora mantém no jogo, o senador Fernando Dueire que busca a reeleição e está filiado ao PSD, após ter saído do MDB durante a janela partidária.
A profusão de nomes em busca de uma candidatura ao Senado em seu palanque tem levado a governadora a experimentar sintomas semelhantes aos de João Campos antes da definição de sua chapa, quando passou muito tempo cercado por pré-candidatos até bater o martelo em torno de uma chapa esquerdista com a ex-deputada federal Marília Arraes e o senador petista Humberto Costa.
Esta quinta-feira, na Arena Pernambuco, onde Eduardo da Fonte apareceu com a governadora após ter almoçado com ela e feito as pazes era plausível a busca por uma cadeira mais próxima da chefe do executivo no evento pois no mesmo ambiente se encontravam os quatro pretendentes: Fernando Dueire, Túlio Gadelha, Miguel Coelho e o próprio Dudu da Fonte.
Conversas reservadas
Este blog apurou que Eduardo da Fonte e Miguel Coelho já conversam entre si sobre o panorama depois que passaram um bom tempo sem se falar. Miguel não teria gostado da posição de Eduardo que recusou ser candidato ao Senado quando Raquel propôs reservar as duas vagas para a Federação, em entendimento com o presidente nacional Antonio Rueda.
Na época Miguel aceitou e ele não. Depois sugiram comentários de que Eduardo negociava com João Campos a possibilidade de sair candidato na chapa do ex-prefeito por entender que ao lado de Humberto seria mais fácil sua vitória. Eduardo negou mas o ranço permaneceu.
Agora que as coisas serenaram os dois conversaram longamente sobre as pré-candidaturas ao Senado e a necessidade de chegarem a um acordo que também terá que passar pelo crivo da governadora. Nessa conversa foi citado inclusive o fato do grupo de Miguel ter assumido espaços que a governadora subtraiu do PP como o Lafepe e o Porto do Recife.
Um fonte do PP informou que o entendimento é possível mas sublinhou: “ele precisa ser feito com conhecimento e no tempo da governadora”.
O silêncio de Raquel
Na verdade, a governadora não tem adiantado a ninguém sobre os planos que tem para administrar tantas candidaturas ao Senado. A quem pergunta ela revela que tem tempo pois as convenções que proclamarão os candidatos só serão realizadas entre julho e agosto.
Enquanto isso esse blog apurou que ela está ouvindo todos os pré-candidatos, discutido a situação de cada um mas tem evitado assumir compromisso. Deixa sempre uma brecha para um entendimento futuro alegando que é necessário enxergar melhor a situação política do país e de Pernambuco.
Até agora, pelo que se sabe, todos saem satisfeitos dos encontros com ela e concordam com a espera. Até porque entendem que há também outro espaço que pode passar por negociação que é a vaga de vice-governador que passou a ser cobiçada depois que Priscila Krause – como fez também o senador Fernando Dueire – informaram a ela que vão aceitar o acordo que for feito pois a causa maior é a sua reeleição. A ver.














