Depois de quase um século, a primeira mulher a comandar a OAB no estado toma posse: Ingrid Zanella assume a gestão pelos próximos três anos
Publicado em 04/01/2025 às 0:00
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Uma entidade quase centenária experimenta uma gestão diferente a partir deste ano. Pela primeira vez em mais de 90 anos, a Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco será presidida por uma mulher. A advogada Ingrid Zanella tem mandato que inicia agora e vai até o fim de 2027. Trata-se de importante marco para a instituição, mas também para o estado – por coincidência, na mesma época em que duas mulheres desempenham inédito papel político, como governadora e vice-governadora, Raquel Lyra e Priscila Krause. A advocacia pernambucana ganha mais representatividade feminina, e por outro lado, o protagonismo das mulheres tem, na OAB-PE, um reflexo de movimento maior, em diversas atividades, que põe o estado em sintonia com uma busca que transcende fronteiras.
Doutora em Direito pela UFPE, presidente da Comissão de Direito Marítimo e Portuário do Conselho Federal da OAB, Ingrid Zanella já atuou como professora em especializações nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio Grande do Norte, além de Pernambuco. A experiência acadêmica se junta à atuação institucional que recebe a chancela de eleição histórica, e se apresenta à oportunidade de comando em Pernambuco. Mas sua responsabilidade é grande, não apenas no âmbito da advocacia estadual.
A valorização e o reconhecimento da profissão, a união dos profissionais no estado, o combate à morosidade da Justiça, e o fortalecimento da autonomia da instituição que representa, são parte da missão declarada pela nova presidente da OAB-PE, ao ser eleita. No entanto, sua missão abrange ainda o desdobramento do fato histórico de sua eleição, como a primeira mulher a assumir a entidade, logo após ser vice-presidente, na gestão anterior. De modo similar, em menor escala, ao encargo sobre os ombros de Raquel Lyra e Priscila Krause no Palácio das Princesas.
Num momento contraditório da evolução humana, no qual conquistas celebradas se deparam com retrocessos e ameaças de anulação, pelo radicalismo que desafia o bom senso, a população demanda representatividade feminina em postos de liderança. Em toda a trajetória da civilização, as mulheres foram silenciadas ou cerceadas nos seus direitos, bem como no desempenho pleno de seus potenciais. Com isso, perdeu a coletividade, e perderam as mulheres, que deixaram de viver como poderiam. A ascensão de uma advogada reconhecida pela instituição, a uma instância representativa como a da OAB-PE, pode significar um marco de passagem que sirva de exemplo e estímulo para mudanças de mesma ordem, de maneira transversal, em variadas esferas da sociedade. Fica a torcida para que a gestão de Ingrid Zanella seja respeitada e aprovada pelos pares e pelos pernambucanos e pernambucanas, dada a dimensão de relevo do Direito e da OAB para a democracia brasileira.

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