Presença conta. Eduardo da Fonte tem a ata. Os outros três têm a foto. Nas próximas semanas, a governadora vai dizer qual das duas coisas vale mais.
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
– Foto: Hesíodo Góes/Secom
Clique aqui e escute a matéria
O Palácio do Campo das Princesas viveu na sexta-feira (3) a última fotografia institucional com entregas do governo antes do chamado “defeso eleitoral”. Dezenas de obras foram anunciadas de uma só vez, em um ato que encerrou a maratona de entregas das últimas semanas, quando a governadora Raquel Lyra (PSD) passou a correr contra o calendário do TSE. Desde o sábado (4), pré-candidatos estão proibidos de participar de inaugurações e atos administrativos com potencial de promoção institucional. O evento, portanto, tinha valor duplo. Fechava o ciclo de gestão e abria, na prática, a temporada de escolhas políticas. Aí, a plateia chamou a atenção. Uma ausência, principalmente.
Entre os espectadores, três dos quatro pré-candidatos ao Senado do campo governista marcaram presença. Miguel Coelho (União Brasil), Túlio Gadêlha (PSD) e Fernando Dueire (PSD) entenderam o recado do cerimonial. Aquele palco funcionava como um casting informal para a chapa majoritária. A quarta cadeira ficou vazia. Eduardo da Fonte (PP), justamente o nome que se apresenta como “candidatura mais certa”, não apareceu.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Ausência
O paradoxo é evidente. Da Fonte é o pré-candidato com a credencial partidária mais formalizada do bloco. Seu nome passou por votação interna na Executiva Estadual da Federação União Progressista, deliberação que seus aliados consideram válida e definitiva. A validação, porém, é contestada dentro da própria casa. Miguel Coelho e Fernando Filho (União Brasil) se abstiveram na reunião, e o ex-prefeito de Petrolina repete a quem quiser ouvir que quem monta a chapa é o governador, não o partido.
Bastidores ouvidos pela coluna Cena Política indicam que a ausência de sexta-feira não foi exceção. O deputado não é visto com frequência nos eventos ao lado da governadora, e a repetição do gesto incomoda o entorno do Palácio. Em um jogo no qual quatro nomes disputam duas vagas, cada cadeira vazia é contabilizada pelos aliados. E o evento de sexta é mais revelador porque não era um compromisso qualquer, era o encerramento de um ciclo que a governadora fez questão de transformar em vitrine.
E é uma vitrine que os candidatos ao Senado, inclusive, serão incentivados a usar durante a campanha.
Palanque
Da Fonte não sumiu do mapa, pelo contrário. Na quarta-feira (1º), participou de eventos políticos em Ipojuca e em Macaparana. O deputado escolheu vitrine própria enquanto a governadora percorria o estado.
O movimento admite duas leituras. A primeira aponta demonstração de força territorial autônoma, o recado de quem não depende de palanque alheio. A segunda traz desconforto com uma chapa que ainda não o abraçou. O histórico recente pesa para a segunda hipótese. Em abril, quando circularam rumores de tensão entre Raquel Lyra e Eduardo da Fonte, coube a Lula da Fonte representar o PP nos eventos do governo, garantindo em público que o partido estaria com a governadora. O titular da pré-candidatura, mesmo então, preferia se preservar.
Calendário
A matemática aperta. As convenções partidárias ocorrem no início de agosto, e o campo governista chega a elas com quatro postulantes para duas vagas. Do outro lado, a Frente Popular já resolveu sua equação, com Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) confirmados na chapa de João Campos (PSB). A assimetria aumenta a pressão por definição mais rápida.
Com o defeso, a régua muda. Acabou a fase em que os pré-candidatos podiam se exibir ao lado das entregas do governo. Começa a fase em que Raquel Lyra terá de escolher, e escolher significa frustrar ao menos dois aliados. A presença de Túlio Gadêlha ao lado de Dueire na sexta lembra que o PSD tem dois nomes de casa na disputa, o que reduz o espaço da Federação. Se a governadora contemplar apenas um nome do bloco formado por PP e União Brasil, a disputa entre Miguel Coelho e Eduardo da Fonte vira eliminatória direta.
Nesse mata-mata, presença conta. Da Fonte tem a ata. Os outros três têm a foto. Nas próximas semanas, a governadora vai dizer qual das duas coisas vale mais.












