‘Tiro de canhão no pé’, cientista político critica ministro de Israel por ação em flotilha

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‘Tiro de canhão no pé’, cientista político critica ministro de Israel por ação em flotilha


Em entrevista, presidente da StandWithUs condena humilhação de ativistas e analisa o futuro do Oriente Médio e as eleições em Israel

Por

JC


Publicado em 21/05/2026 às 12:31



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A divulgação de vídeos que mostram ativistas de uma flotilha ajoelhados e com as mãos amarradas após interceptação expôs tensões no governo de Benjamin Netanyahu.

Durante entrevista que foi ao ar no programa Passando a Limpo da Rádio Jornal nesta quinta-feira (21), o cientista político e presidente executivo da StandWithUs Brasil, André Lajst, foi taxativo ao classificar a postura de Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, ao publicar o vídeo em questão, como imoral e antiética.

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Lajst avalia que a atitude do ministro representa “um tiro de canhão no pé”, caracterizando o episódio como um desserviço contraproducente que quebra todos os protocolos da função de segurança nacional.

O especialista pontuou que Ben-Gvir é uma figura da extrema-direita em declínio nas pesquisas e defende que o ministro “deveria ser demitido pelo primeiro-ministro de Israel e é uma vergonha para o país que ele continue com esse cargo”.

Interesses políticos

Apesar da condenação veemente à violência na abordagem, a própria natureza humanitária da missão marítima direcionada a Gaza foi questionada pelo cientista político. Para a StandWithUs, organização do terceiro setor focada na educação sobre temas do Oriente Médio, as expedições marítimas recentes possuem um foco estritamente político.

Lajst levantou suspeitas sobre o financiamento internacional desses barcos, apontando para a urgência de investigar “quais são as ligações que o Hamas tem com essas flotilhas, porque saíram fotos de lideranças da flotilha com lideranças do grupo terrorista Hamas”.

Ele ressalta as seguintes inconsistências sobre a logística do ativismo na região:

  • Há a entrada regular de 600 caminhões por dia na Faixa de Gaza com milhares de toneladas de suprimentos;
  • A frequência de viagens das flotilhas aumentou consideravelmente após a decretação do cessar-fogo;
  • O envio de frotas com dezenas de barcos exige alto custo logístico não justificado pela carga transportada a bordo;
  • As viagens aéreas de ativistas da América Latina rumo à Europa para o embarque indicam uma rede de patrocínio não esclarecida.

Futuro político em Israel

O cenário político interno israelense caminha para uma reestruturação profunda. Com a dissolução do parlamento e eleições cruciais previstas para o período entre setembro e outubro, consolida-se a formação de um bloco expressivo de oposição contra o atual governo.

O cientista político explicou que há uma forte pressão da sociedade civil pela instauração de uma Comissão de Inquérito Nacional para apurar as falhas estruturais que viabilizaram os ataques de 7 de outubro.

Diferente da intenção do governo — que busca um inquérito de controle estatal —, a população “quer uma investigação nacional em que quem decide são juízes”, afirma o cientista.






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