Às vésperas do início do encontro sobre as mudanças climáticas, a floresta amazônica dá sinais de estar mais quente – o que é má notícia
JC
Publicado em 06/11/2025 às 0:00
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A temperatura 1,5 grau Celsius acima da média nos últimos 40 anos jamais deveria ser cruzada, segundo o Acordo de Paris. A marca corresponde a uma estimativa da ciência acerca dos efeitos do calor sobre o equilíbrio que sustenta a atual configuração dos recursos naturais existentes para as espécies animais e vegetais na Terra. Quanto mais quente, maiores os riscos de mudanças globais que afetem a sobrevivência das espécies, especialmente a humanidade, que teria – ou terá – que se acostumar a condições inéditas em ambientes que não se alteram há séculos. A Amazônia é um desses ambientes, no qual repousa grande parte do equilíbrio planetário.
Por isso que a detecção de aumento na temperatura média da floresta amazônica brasileira é uma notícia que assusta. Ainda mais, às vésperas de um encontro que já vai em sua 30ª edição, com o objetivo de definir metas para evitar a elevação do calor que pode desencadear consequências em todos os continentes. Os participantes da COP30 em Belém, nos próximos dias, irão se debruçar, certamente, sobre os riscos crescentes de uma Amazônia tórrida para a humanidade e os demais seres vivos.
Segundo o MapBiomas, a temperatura amazônica média foi de 25,6º C entre 1985 e 2023. Em 2024, subiu para 27,1º C, a maior já registrada na área. Em Roraima, a média chegou a 2º C acima do histórico no período. O aumento de quase 0,3º C por década vem sendo acompanhado com receio pelos cientistas, que reforçam o alerta na ultrapassagem da marca de 1,5º C estabelecida como fronteira pelo Acordo de Paris. No caso da Amazônia, a perda de mais de 50 milhões de hectares é apontado como fator principal para a diferença no termômetro. Pelo segundo ano seguido, a seca tem castigado a mata, fazendo com que tenha chovido 20% a menos, em 2024. O bioma mais chuvoso do país sofre com o calor e a redução de precipitações. Os efeitos dessa combinação – mais calor e menos chuvas – não devem demorar a reverberar no planeta, segundo os ambientalistas, pela influência da Amazônia nos ciclos naturais da Terra.
A pesquisadora Luciana Rizzo, do MapBiomas, explica a relação: “Temperaturas mais altas e eventos extremos de seca ameaçam a resiliência da floresta e seus serviços ecossistêmicos, como a remoção de carbono pela fotossíntese e dos rios voadores que contribuem para as chuvas no centro do país”, disse, em entrevista à coluna de Carlos Madeiro no UOL. Para piorar o cenário, o Pantanal está esquentando ainda mais do que a Amazônia, tendo alcançado 1,8º C acima da média no ano passado, chegando a 28º C. A Caatinga idem, numa proporção menor, mas também na tendência geral de mais calor nos ecossistemas brasileiros. Enquanto a média nos últimos 40 anos foi de 25,4º C, a medição na Caatinga em 2024 foi de 26,1º C.
Com os dados evidenciando o desafio pela frente, a COP30 em Belém começará, sem surpresa, sob o estigma do fracasso mundial na contenção da temperatura.


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