SP-Arte 2026: do frevo à estética solar, veja o que exibem as galerias pernambucanas

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SP-Arte 2026: do frevo à estética solar, veja o que exibem as galerias pernambucanas


Considerada a maior feira de artes e design da América Latina, evento reúne galerias nacionais e internacionais no Pavilhão da Bienal, em São Paulo



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Mais de 200 expositores vão se reunir no considerado um dos maiores eventos de arte e design da América Latina: a SP-Arte. Montada no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, a feira será realizada entre os dias 8 e 12 de abril com nomes nacionais e internacionais.

Vitrine de tendências para galerias e estúdios, a SP-Arte chega em sua 22ª edição promovendo o encontro entre artistas, galeristas, designers, curadores, colecionadores, pesquisadores e instituições culturais.

Distribuídos nos setores voltados à arte e ao design estão cinco espaços pernambucanos: Número Galeria, Marco Zero, Garrido Galeria, Christal Galeria e Amparo 60.

Cada um apresenta obras com o objetivo de difundir a produção do estado e apresentar a diversidade nos olhares, nas pinceladas, nos trançados e nas modelagens.

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Veja os destaques das galerias:

Número e a geometria do frevo


Divulgação/Número Galeria

Número Galeria leva à SP-Arte a exposição “Geometria do Frevo” – Divulgação/Número Galeria

Com obras da arte contemporânea, a Número Galeria leva a São Paulo a exposição “Geometria do Frevo”. A curadoria de Paula Borghi se centraliza no frevo, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO e símbolo do carnaval de rua do estado.

As cores, os movimentos e as formas da cultura popular pernambucana são retratados a partir de um olhar crítico de artistas como Eduardo Gaudêncio, Iza do Amparo, Joelsonbiu e Renato Valle.

“São obras que têm ligação com a dança do frevo, desde a hora que se dobra uma perna e cria uma forma geométrica às cores da própria sombrinha”, explica o galerista Ricardo Lyra.

Além de levar pela primeira vez à feira uma manifestação cultural que tem em suas raízes a música e a ancestralidade afro-diaspórica, a galeria dialoga com a arte global e transita entre o poético e o político, o estético e o funcional.

Marco Zero, o tradicional e o contemporâneo


Laís Nascimento/JC

Na SP-Arte, a Marco Zero reúne a obra tradicional de Francisco Brennand e Samico com a contemporânea de Montez Magno – Laís Nascimento/JC

Na Marco Zero, a arte tradicional de Francisco Brennand e Samico se reúnem com o contemporâneo de Montez Magno, que tem a obra que dá origem ao conceito da exposição na SP-Arte 2026.

“O ponto de partida foi uma obra de Montez Magno que se chama Alquimia. A gente queria mostrar como várias linguagens podem se misturar em um processo alquímico e a gente trouxe vários artistas pernambucanos para marcar a nossa característica de ser uma galeria pernambucana com um olhar universal e propondo diálogos”, destaca a diretora da galeria, Marcelle Farias.

Para ela, Pernambuco sempre é muito bem recebido “porque a gente tem uma bagagem cultural e é um celeiro de ideias”.

Amparo 60 e as formas que se agitam


Laís Nascimento/JC

Amparo 60 tem o projeto “Formas que se Agitam” na SP-Arte – Laís Nascimento/JC

Obras de 12 artistas – do Norte e Nordeste do Brasil – compõem o espaço da Amparo 60. A galeria apresenta ao circuito nacional a cena artística local com múltiplas linguagens, diferentes gerações e artistas de diferentes regiões.

Presente na SP-Arte desde a segunda edição da feira, a galerista Lúcia Santos fala sobre os desafios enfrentados nos primeiros anos do evento.

“A gente veio insistindo mesmo entendendo as dificuldades de uma galeria pernambucana de arte contemporânea, trazendo artistas pernambucanos, porque nós não estamos falando desse momento de Pernambuco com Kleber Mendonça Filho e O Agente Secreto, e sim de 20 anos atrás”.

Sob curadoria de Felipe Scovino, nesta edição a Amparo 60 tem o projeto “Formas que se Agitam” na SP-Arte e conta com presenças como Clara Moreira, Fefa Lins, Luiz Hermano e Marcone Moreira.

As obras vão da tendência geométrica que na forma revelam situações dinâmicas de movimento a auto-representação dos artistas, que abordam a nudez feminina longe do erotismo e o ato político dos corpos trans existirem no mundo.

“O que me interessa também é pensar o que está por trás ou como essas obras foram produzidas”, afirma o curador.

Christal Galeria e o habitar


Laís Nascimento/JC

Na exposição da Christal Galeria, obras giram em torno da temática “Pequena Teoria do Habitar” – Laís Nascimento/JC

Na Christal Galeria, obras de Marcella Vasconcelos, Mônica Barbosa, Nita Monteiro e Ziel Karapotó giram em torno da temática “Pequena Teoria do Habitar”. São bordados, pinturas, instalações e técnicas mistas de artistas que têm poética na pesquisa e abordam território e corpo.

A galerista Christiana Asfora fala que o espaço tem como centro o habitar “como forma de permanecer, de existência em diferentes territórios, diferentes espaços, mas ao mesmo tempo tendo uma linha que todos se encontram através do coletivo”.

“Uma teoria que nasce das vivências desloca os eixos que organizam a experiência. Para sentir uma pequena teoria do habitar, é preciso se deixar guiar pelos sons, pelo cosmos, pelos rastros e pelo instinto. Habitar se torna um constante ato de invenção”, pontua o texto curatorial, de Ana Carla Soler.

Garrido e a influência solar


Laís Nascimento/JC

Garrido apresenta artistas utilizam a tinta acrílica como elemento base da pintura – Laís Nascimento/JC

Na Garrido, o objetivo é apresentar artistas nordestinos modernos e contemporâneos que utilizam a tinta acrílica como elemento base da pintura.

Sob o tema curatorial “Sintética Seiva”, obras de Alexandre Nóbrega, Véio, Pilar Rodriguez, e outros, representam em diferentes gerações as cores de Pernambuco, de Alagoas e de Sergipe. São expostas pinturas em diferentes suportes e esculturas.

Segundo o galerista Armando Garrido, a marca é a influência do sol na região Nordeste. “Apesar de termos algumas pinturas monocromáticas ou com pouca pigmentação, eu acho que o forte do Nordeste é o solar. Vemos essa influência que o sol causa nos artistas e eu acho que o sol é predominante na pintura nordestina”, destaca.

Convergência global

A SP-Arte se posiciona como uma feira de vocação internacional, atraindo galerias de fora do Brasil e demarcando sua presença no roteiro global das artes visuais.

Na edição 2026, conta com obras do Uruguai, de Longes, da Bolívia, da Colômbia, do México, da Espanha, da Itália e da França. É uma feira dedicada à inovação, ao tradicionalismo e à diversidade cultural dos continentes e das influências que convergem entre todas as regiões do mundo.

*A repórter viajou a convite da SP-Arte






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