‘Se for preciso, a gente triplica o efetivo’: João Campos critica falta de policiais após ter carreata vetada no Sertão

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‘Se for preciso, a gente triplica o efetivo’: João Campos critica falta de policiais após ter carreata vetada no Sertão


Candidato do PSB teve carreata suspensa em Tuparetama por decisão da Justiça Eleitoral e, ao longo do dia, percorreu seis municípios do Pajeú

Por

Larissa Aguiar


Publicado em 26/09/2026 às 20:31
| Atualizado em 26/09/2026 às 20:42


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A falta de efetivo policial no interior de Pernambuco entrou no centro do discurso do candidato ao Governo do Estado João Campos (PSB) neste sábado (26), durante uma agenda de campanha pelo Sertão do Pajeú. 

Após uma carreata em Tuparetama ser suspensa por decisão da Justiça Eleitoral local, sob o argumento de que não havia policiais em número suficiente para garantir a segurança do evento, o candidato afirmou que pretende ampliar o policiamento fora da Região Metropolitana e prometeu até triplicar o efetivo no município, caso seja eleito.

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“Eu não estou aqui para questionar a Justiça, mas sabe qual foi o argumento utilizado? Que não tinha efetivo policial suficiente. Os policiais estão se formando na polícia e estão ficando nos bairros caros e de gente rica do Recife”, afirmou João.

Apesar da crítica, o candidato declarou que respeitaria a decisão judicial e não realizaria a carreata. “A gente não vai fazer aqui a nossa carreata em respeito à Justiça Eleitoral, em respeito às instituições brasileiras”, disse.

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Crítica à segurança

O episódio ocorreu em meio a uma extensa agenda de João pelo Sertão. O candidato passou por seis municípios ao longo do sábado. Em Tuparetama, onde a mobilização foi cancelada, João estava acompanhado da candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), do candidato à reeleição para deputado federal Carlos Veras (PT) e dos candidatos à reeleição para deputado estadual Diogo Moraes (PSB) e Fabrício Ferraz (Solidariedade).

Ao falar sobre segurança pública, João afirmou que pretende direcionar novos policiais também para cidades do interior e áreas rurais. “Eu vou trabalhar com efetivo policial aqui de Tuparetama. E, se for preciso, a gente triplica o efetivo policial de Tuparetama para garantir segurança para o Sertão, para a zona rural, para todas as cidades de Pernambuco”, declarou.

Carreatas e propostas

Antes de chegar a Tuparetama, João iniciou o dia em São José do Egito, onde participou de uma minicarreata que terminou na feira do município onde ele conversou com comerciantes, moradores e apoiadores.

Na sequência, João seguiu para Itapetim, onde participou de outra carreata, acompanhado da prefeita Aline Karina, do ex-prefeito Adelmo Moura e do candidato a deputado estadual Romerinho Jatobá.

Durante o ato, voltou a destacar propostas para mulheres, educação e saúde e apresentou realizações de sua administração à frente da Prefeitura do Recife como referência para a campanha estadual.

“Eu tenho lado e tenho posição. Aprendi isso dentro de casa, com meu pai e com minha mãe. Pernambuco é uma terra que respeita as pessoas, e é por isso que a gente vai abrir mais de 15 novas delegacias para as mulheres. Também vamos ampliar a oferta de creches e cuidar da saúde e da educação. A gente está pronto para comparar resultados e mostrar o que foi feito no Recife e o que pode ser feito em Pernambuco”, afirmou.

A agenda seguiu por Carnaíba, onde João participou de uma minicarreata pelas principais vias da cidade. Em Afogados da Ingazeira, quinta cidade visitada, João participou de um ato pelas ruas do município que reuniu apoiadores e lideranças políticas de diferentes cidades do Pajeú. A mobilização contou novamente com Humberto Costa e Marília Arraes.

Críticas a Raquel

Em paralelo às agendas de rua, a Justiça Eleitoral, por intermédio do desembargador Fernando Braga Damasceno, indeferiu pedidos de direito de resposta e de proibição de veiculação de propagandas formulados pela campanha governista contra a Frente Popular.

As peças publicitárias questionam a remuneração mensal da governadora Raquel Lyra (PSD). Ao optar pelo vencimento de procuradora do Estado em detrimento ao de governadora, ela recebe em torno de R$ 60 mil por mês.

Com o entendimento fixado pela Justiça Eleitoral, a coligação opositora manteve o direito de veicular questionamentos sobre os vencimentos da chefe do Executivo.






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