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A Riot Games decidiu apostar na volta às raízes como parte do futuro de “League of Legends”, famoso jogo no estilo Moba (Multiplayer Online Battle Arena, ou arena de batalha multijogador online), com o “League of Legends Classic”. A nova-velha experiência do game será lançada oficialmente em 29 de julho, complementando uma nova atualização do título.
O game, lançado há 17 anos, atrai uma legião de fãs e tem uma robusta estrutura de campeonatos pelo mundo, sendo um dos esports mais assistidos, segundo a Esports Charts. A volta de uma versão anterior é uma aposta na nostalgia para atrair um público que já não jogava mais o game.
À Folha o produtor-executivo da Riot Games Paul Bellezza afirma que agora o objetivo é chamar aqueles que querem sentir o prazer de retomar a diversão no jogo com simplicidade, sem necessidade de aprender as novas técnicas e mecânicas introduzidas recentemente.
Bellezza diz que a ideia de uma versão clássica de “LoL” já era discutida pela comunidade gamer há anos. O projeto tomou forma, entretanto, após um protótipo bem-sucedido criado na Thunderdome, maratona de programação interna da Riot, em julho do ano passado.
Um ano depois, a experiência vem ao ar com runas (melhorias de personagem) e talentos (atributos especiais conforme a evolução) das antigas. O ritmo de combate é mais parecido que o de antes, e os campeões, personagens do jogo, têm pontos fortes e fracos.
“O ‘League’ de hoje continuou a ser muito competitivo e recompensa o conhecimento e a maestria. Para muitos, simplesmente não há tempo para acompanhar o jogo do jeito que ele é hoje”, afirma Bellezza. “Queríamos criá-lo como uma oportunidade para as pessoas serem bem-vindas e se sentirem familiarizadas novamente.”
A escolha de qual versão do jogo refazer também foi motivo de debate na Riot. “LoL” foi lançado em 2009 e teve diferentes formas de jogo. A desenvolvedora, segundo o produtor-executivo, decidiu retomar a versão de 2013, por acreditar que o auge da memória e da familiarização com o game esteve naquele ano.
“Todos meio que se uniram em torno do ‘League’ em 2013 por algumas razões, as funções básicas tinham começado a se solidificar após cinco anos de experimentação. Então, tornou-se um momento em que todos no mundo todo tinham uma ideia de como o ‘League’ deveria ser jogado.”
Bellezza reitera que o jogo é mais do que uma cópia do código antigo —todas as ferramentas antigas foram recriadas e adaptadas para o mundo e os computadores de hoje. O design foi refinado, os sistemas antitrapaça foram aprimorados e os erros passados, corrigidos.
O produtor-executivo reconhece que a nostalgia é uma das apostas da Riot Games para o novo lançamento. Mas diz acreditar que o formato anterior do jogo é um diferencial, com potencial de chamar novos interessados. Antes, era necessário focar mais a estratégia em uma partida que poderia demorar quase uma hora.
“A nostalgia faz parte, mas o jogo também era um pouco mais deliberado quando se tratava de estratégia e tinha um ritmo um pouco mais lento em alguns aspectos.”
“League of Legends Classic” também vem com a expectativa de ouvir mais os jogadores. Foi criado um sistema chamado Conselho, onde a comunidade pode votar em decisões de desenvolvimento futuras. Bellezza afirma que, diante da alta demanda pelo retorno de campeões e recursos, essa é uma forma de criar um ambiente de discussão e conexão entre os jogadores sobre o que deve ser implementado antes.
Bellezza afirma, entretanto, que a Riot ainda não determinou se a experiência será permanente. “Pretendemos torná-lo um modo que possamos atender por um tempo, mas, em última análise, o que vai determinar isso são os jogadores”, complementa.
Play
dica de game, novo ou antigo, para você testar
Copa City
(PC, PS5 e Xbox Series X|S)
Como imaginar uma cidade que receberá uma Copa do Mundo? Esta é a pergunta que o jogador deve responder em “Copa City”. A ideia do game é gerenciar toda a logística por trás de uma grande partida de futebol, incluindo eventos anteriores ao jogo. Para que a organização seja bem-sucedida, é importante construir estações de comida, entretenimento e segurança para os torcedores, controlando meios de transporte e até evitando confrontos entre rivais na cidade em que a partida será sediada. O título tem licenciamento com clubes como Arsenal, Bayern München, Borussia Dortmund, Flamengo, Beşiktaş J.K. e Olympique de Marseille, e tem mapas pelo mundo, incluindo o Brasil.
Update
novidades, lançamentos, negócios e o que mais importa
Nintendo Switch deixará de ser vendido na Europa, mas não será descontinuado
A Nintendo anunciou na última segunda-feira (6) que não venderá mais unidades do primeiro Nintendo Switch, lançado em 2017, na Europa. O console continuará disponível em outras regiões e até durarem os estoques neste ano. A gigante japonesa não detalhou o motivo da interrupção do aparelho no continente, mas confirmou a continuidade do suporte oficial e da loja digital, além da venda de acessórios e jogos.
Petição contra fim dos discos em games passa de 200 mil assinaturas
Uma petição chamada “Don’t Kill the Disc” (“Não mate os discos”, em tradução livre), chegou a mais de 200 mil assinaturas desde a criação. O abaixo-assinado foi criado por um representante da varejista canadense PnP Games, após o anúncio da Sony de que não produziria mais versões em CDs de games no PlayStation a partir de 2028. A campanha ressalta a disputa pela propriedade do game e afirma ser a favor da distribuição digital como opção aos jogadores.
Projeto de inclusão de games participará do principal campeonato nacional de ‘Free Fire’
O AfroGames, iniciativa da organização não governamental AfroReggae que utiliza esports como ferramenta de inclusão social, conseguiu classificar a equipe de “Free Fire” no FFWS (Free Fire World Series) Brasil 2026, campeonato nacional do game. A classificação veio após a AfroGames terminar no top 5 nacional. O torneio começará no dia 1º de agosto, com duração de cerca de dois meses. Hoje, são cerca de 450 jogos que participam do AfroGames em atividades como formação e desenvolvimento de jogos, competições, cursos de inglês e de outras competências educacionais.
Novo projeto na Câmara tenta evitar fim de jogos online e digitais
Na esteira do movimento europeu Stop Killing Games, foi protocolado na Câmara dos Deputados um projeto de lei criando mecanismos para evitar o acesso a jogos adquiridos em canais digitais e que dependem de servidores online. O texto foi apresentado na última quinta-feira (9) e é de autoria da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ). A proposta alteraria tanto o Código de Defesa do Consumidor quanto o Marco Legal dos Games. Agora, aguarda designação de relator em comissão na Casa.
‘GTA 6’ deveria custar US$ 200, afirma analista
Alguns analistas de games ficaram decepcionados com o preço de “GTA 6” por acharem que ele deveria ser mais caro. É o caso de Ben Thompson, da newsletter de tecnologia Stratechery. Ele afirmou no programa TBPN, no YouTube, que a Rockstar deveria cobrar US$ 200 (R$ 1.015) pelo título, argumentando que o jogo será, segundo ele, o último grande game da história. Para Thompson, a era da inteligência artificial deve encerrar a criação de projetos com anos de desenvolvimento.
Download
games que serão lançados nos próximos dias e promoções que valem a pena
13.jul
“Ascend to Zero” (PC e Xbox Series X|S)
14.jul
“D-Topia” (Nintendo Switch e Switch 2)
“Urban Strife” (PC)
15.jul
“Denshattack!” (PS5 e Xbox Series X|S)
“The Mound: Omen of Cthulhu” (PC e Xbox Series X|S)
“Teeto” (Nintendo Switch 2 e PS5)
16.jul
“Moss: The Forgotten Relic” (Nintendo Switch, Switch 2, PC, PS5, Xbox One e Xbox Series X|S)
“The Mermaid Mask” (Nintendo Switch, Switch 2, PC, PS5 e Xbox Series X|S)













