Relatos indicam pressão de Alexandre de Moraes sobre Galípolo para favorecer banco Master

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Relatos indicam pressão de Alexandre de Moraes sobre Galípolo para favorecer banco Master


Ministro teria solicitado a aprovação da venda de R$ 12,2 bilhões em créditos do Master para o BRB, operação que estava sob análise do Banco Central

Por

JC


Publicado em 22/12/2025 às 22:05



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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teria pressionado o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, em favor do Banco Master em pelo menos quatro ocasiões, conforme revelado pela jornalista Malu Gaspar. De acordo com informações obtidas junto a fontes do setor bancário e interlocutores do próprio ministro, os contatos incluíram três ligações telefônicas e um encontro presencial em julho de 2025 para tratar de interesses de Daniel Vorcaro, controlador da instituição.

Nesses diálogos, Moraes teria manifestado simpatia por Vorcaro e defendido que o Master estaria sofrendo represálias por incomodar grandes instituições financeiras. O ministro solicitou a aprovação da venda de R$ 12,2 bilhões em créditos do Master para o BRB, operação que estava sob análise da autoridade monetária. Segundo os relatos, Galípolo informou ao ministro que técnicos do BC haviam detectado fraudes nos repasses, o que levaria Moraes a admitir que, comprovadas as irregularidades, o negócio não poderia prosperar, segundo a apuração.

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Conflitos de interesse 

A revelação ganha contornos mais complexos devido à existência de um contrato entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o Banco Master. O acordo previa o pagamento total de R$ 130 milhões ao longo de três anos para que o escritório representasse os interesses da instituição junto a órgãos como o próprio Banco Central, o Cade e o Congresso Nacional. No entanto, consultas feitas via Lei de Acesso à Informação indicaram que não houve registros oficiais de atuação da banca junto a essas autarquias.

Diante das pressões políticas, que técnicos do BC classificaram como as maiores já sofridas em favor de uma única instituição, a cúpula da autarquia adotou uma estratégia de blindagem. Em coletiva de imprensa, Galípolo afirmou que todas as comunicações e reuniões sobre o caso foram documentadas. O presidente do BC declarou-se à disposição para colaborar com as investigações do STF, reforçando que teve o apoio do presidente Lula para manter a independência técnica das apurações.

Desdobramentos 

A crise culminou na liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo BC em 18 de novembro de 2025, simultaneamente à prisão de Vorcaro e outros executivos pela Polícia Federal. Atualmente, as investigações estão sob a relatoria do ministro Dias Toffoli no STF, que determinou sigilo total sobre o processo.

O caso também provocou reações em outras frentes. No Congresso, senadores começaram a articular a coleta de assinaturas para uma CPI destinada a investigar a relação entre Moraes e o Banco Master. No TCU, o  ministro Jhonatan de Jesus determinou, por meio de medida cautelar, que o Banco Central envie esclarecimentos sobre a liquidação da instituição até o dia 23 de dezembro.

Procurados para comentar as informações divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, nem o ministro Alexandre de Moraes nem o presidente do Banco Central quiseram se manifestar.

 

 

 

 





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