Referência de produtividade no mundo e foco de resistência no acordo Mercosul/União Europeia, agro brasileiro vive crise de endividamento

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Referência de produtividade no mundo e foco de resistência no acordo Mercosul/União Europeia, agro brasileiro vive crise de endividamento


Sucesso nas exportações de grãos e proteína animal esconde efeitos da primeira grande crise quando exporta mais em volume e recebe menos em dólares.



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Na semana passada, quando o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal publicaram seus balanços do primeiro trimestre de 2026, um conjunto de informações chamou a atenção na rubrica Qualidade do Crédito do Agro.

No BB, a taxa de inadimplência no Custeio Agropecuário saiu de 3,5% em março de 2025 para 10,56% no último mês. Na Caixa Econômica, de 4,3% em março de 2025 para 18,29% em março de 2026. No BB, a perda esperada subiu de 3,0% para 3,9% e na Caixa a provisão subiu de 4,9% em março de 2025 para 12,0% este ano.

BB e Caixa

Os números dos dois grandes bancos públicos espelham o quadro geral do agronegócio atingido por aquilo que o novo ministro da Agricultura, o pernambucano André de Paula, chama de “tempestade perfeita”; uma conjunção de fatores externos e internos, como os impactos da guerra do Irã, endividamento elevado do produtor, alta do custo dos insumos, baixa nos preços das commodities e a necessidade de seguro.”

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O diagnóstico de De Paula também é conhecido no setor financeiro. Mas ainda assusta muita gente com uma pergunta perturbadora: Como um setor que, ano após ano, colheu safras recordes, de repente, aparece esse cenário ruim? O que aconteceu no escritório da fazenda que era tão diferente da exuberância no campo?


Divulgação

Colheitadeiras agrcolas que usam óleo disel como consbustível – Divulgação

Preços baixos

Analistas diversos afirmam que as margens estão apertadas para quase todas as commodities. Outros lembram que os custos subiram muito entre 2019 e 2022. E outros lembram que quando as margens eram muito boas, muita gente investiu com taxa de juros de 6%, 7%, 8% ao ano e foi comprando mais área, muita tecnologia, máquinas top de linha, investimento em solo, em irrigação, em armazenagem, em terras, em novas áreas com um nível de investimento muito elevado que agora tem de ser pago.

Dito de outra forma: chegou a hora de pagar o investimento quando o preço das commodities está em baixa, especialmente para os produtores alavancados nos bancos. Gente que em muitos casos já está com a safra – que nem foi plantada – vendida às operadoras internacionais com promessa de entrega em produção.

Dificuldades no caixa

O quadro de dificuldades do agronegócio, por consequência, chegou aos bancos que emprestaram mais de R$ 800 bilhões e atualmente carregam uma inadimplência próxima de 15% de toda a carteira ativa de crédito rural no país, gerando grande estresse financeiro. Os bancos dividem essa “pendura” em Estágio 1, Estágio 2 e Estágio 3, que define o ativo como problemático para o qual é obrigatório fazer provisão no balanço. Na Caixa Econômica o valor em março chegou a R$ 51 bilhões. No BB, a perda esperada é de R$ 40,6 bilhões.

A outra consequência se constata no Poder Judiciário. Dados da Serasa Experian mostram que o setor registrou 1.990 pedidos de recuperação judicial em 2025, o maior volume da série histórica iniciada em 2021. O número representa um aumento de 56,4% em relação a 2024, quando foram contabilizados 1.272 pedidos. Em 2023, foram apenas 534 solicitações. Em 2026, o número voltou a crescer e registrou 539 companhias nessa situação.

Taxa de juros

Claro que parte disso decorre de uma taxa de juros da Selic de 15% ao ano que coincidiu com uma baixa geral nos preços das commodities. Isso faz com que, apesar dos volumes exportados, eles recebam menos dinheiro. Mas também temos o efeito do período de preços altos de adubos e da demanda alta que levou o produtor a vender a safra antecipada.

Setores tradicionais como produtores de açúcar e álcool têm experiência em ciclos de alta e baixa e gerenciam melhor suas crises. O agronegócio do século XXI, não. Em 25 anos, o Brasil saiu de 50 milhões de toneladas/ano de importações de grãos para 350 milhões de toneladas/ano em ritmo chinês. De importador de milho, soja, algodão, carne e leite passamos a liderar globalmente as exportações. E como sempre acontece, não cuidou de investir pesado em armazenamento, tendo apenas 60% de capacidade de guardar a safra.


Wilton Junior Estadão

Ministro de Agricultura André de Paula. – Wilton Junior Estadão

Pouco tempo

O ministro André de Paula promete trabalhar para que o país possa ter juros de um dígito para a próxima safra. E defender uma atenção especial à renegociação das dívidas rurais, que será pressuposto para o sucesso do Plano Safra. Mas ele sabe que muita gente que se encantou com o apurado de safras seguidas vai ficar pelo caminho. Mesmo com a proteção de uma RJ.


Divulgação

RIO AVE: projetos de referência no Recife. – Divulgação

Rio Ave premiada

A Rio Ave reafirma sua capacidade técnica e seu domínio na engenharia de alta complexidade, mais uma vez entre as maiores construtoras do Brasil no Ranking INTEC 2026. Atuando exclusivamente no alto padrão, a empresa aposta em tecnologia, precisão e qualidade em cada entrega. O prêmio reconhece a excelência construtiva e o comprometimento com o cliente.

Instituto MeMaker

Por meio da Lei de Incentivo à Cultura ao Instituto MeMaker, a Deloitte entrou no programa de formação para jovens em vulnerabilidade social no Recife. O Instituto MeMaker atua desde 2017 com metodologias que combinam competências criativas, cultura digital e protagonismo juvenil e já impactou mais de duas mil pessoas na Região Metropolitana. Os jovens atendidos, que terão aulas em locais estratégicos da RMR, com início no Liceu Nóbrega

Adepe e Brazil Climate

A Adepe estará na terceira edição da Brazil Climate Investment Week (BCIW), que acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no TRIO SP Hall, em São Paulo. O evento tem como foco acelerar investimentos voltados à transição para uma economia de baixo carbono e ao desenvolvimento de soluções baseadas na natureza.

LIDE no Governo

O LIDE integra, junto com Fiepe, Fecomércio e outras instituições, o Comitê de Simplificação e Melhoria do Ambiente de Negócios de PE, criado pelo Decreto nº 60.588/2026. O grupo vai analisar e simplificar processos de abertura e licenciamento de empresas no Estado. Para o LIDE PE, a participação reforça o compromisso com um ambiente de negócios mais eficiente e previsível, esforço iniciado pelo grupo em 2019 com o lançamento do seu Fórum de Desburocratização.






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