Até novembro, Recife não registrou transmissão vertical do HIV neste ano; dados da rede municipal orientam plano para eliminar sífilis e hepatite B
Cinthya Leite
Publicado em 15/12/2025 às 17:43
| Atualizado em 15/12/2025 às 17:47
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A queda consistente nos casos de transmissão vertical (quando ocorre da mãe para o bebê) do HIV, da sífilis e da hepatite B no Recife embasa a criação do Plano Municipal de Eliminação da Transmissão Vertical dessas três infecções. O lançamento do documento, pela Prefeitura do Recife, será nesta terça-feira (16).
A proposta é fortalecer ações de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e monitoramento contínuo, com foco na eliminação, de forma sustentada, da infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação, a fim de atingir integralmente as metas internacionais.
O Plano Municipal de de Eliminação da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis e Hepatite B consolida estratégias que têm apresentado resultados concretos e estabelece metas, indicadores e diretrizes para orientar a atuação das equipes de saúde, da atenção básica à especializada, a fim de integrar assistência e vigilância.
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O plano será apresentado às 8h30, no Auditório G2 da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no bairro da Boa Vista, Centro da cidade, e marca uma nova etapa da política municipal voltada à proteção da gestante e parceria, da puérpera e da criança exposta.
HIV: cidade amplia tratamento de gestantes e reduz infecções
Os avanços mais expressivos aparecem nos indicadores relacionados ao HIV. Em 2019, o Recife registrou 8 casos de crianças infectadas por transmissão vertical. Em 2025, até o mês de novembro, não houve nenhum registro.
No cuidado às gestantes vivendo com HIV, a proporção daquelas em tratamento também avançou de forma significativa: passou de 72,3% em 2019 para 91,4% em 2025, o que reflete o fortalecimento da rede municipal e a ampliação do acesso à terapia antirretroviral.
Com esses resultados, o Recife passa a cumprir parte das metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde para a eliminação da transmissão vertical do HIV, alinhadas às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“O plano é uma nova etapa neste enfrentamento, pois consolida estratégias que estão sendo executadas e as projeta, com inovação tecnológica e de processos de trabalho. Assim, esperamos manter as metas já conquistadas e alcançar os indicadores para acabar com esse tipo de transmissão”, afirma o coordenador do Setor da Política de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais do Recife, Airles Ribeiro.
Sífilis congênita recua, mas segue como desafio
No enfrentamento à sífilis, historicamente um dos maiores desafios da saúde pública, os dados também apontam redução. A taxa de sífilis congênita no Recife caiu de 30,6 em 2022 para 20,5 em 2025.
O resultado é atribuído, principalmente, ao aumento da proporção de gestantes que realizam tratamento adequado durante o pré-natal, além do fortalecimento da vigilância epidemiológica nos territórios.
Atenção permanente evita retomada da transmissão vertical da hepatite B
Já em relação à hepatite B, o município mantém um cenário considerado positivo: não há registro de casos de transmissão vertical desde 2015.
Ainda assim, a Secretaria de Saúde destaca a necessidade de manter a atenção permanente, com ampliação da testagem em gestantes e reforço da vacinação infantil.
“E mesmo sem registro de casos de crianças infectadas por hepatite B no Recife, desde 2015, a rede municipal de saúde está atenta: é fundamental ampliar a testagem das gestantes e fortalecer ainda mais a vacinação das crianças, para garantir proteção e cuidado desde o início da vida”, reforça Airles Ribeiro.
“Esses resultados reforçam que investir em vigilância, cuidado integral e trabalho em rede transforma realidades e salva vidas.”
O plano municipal se insere em uma agenda estratégica de saúde pública e busca garantir que os avanços alcançados não apenas sejam mantidos, mas ampliados, com o objetivo de eliminar definitivamente a transmissão vertical do HIV, da sífilis e da hepatite B no Recife.
Cenário brasileiro
No último dia 1º, o Ministério da Saúde divulgou que o Brasil eliminou a transmissão vertical como problema de saúde pública. O País manteve a taxa abaixo de 2%, e a incidência da infecção em crianças abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos. O Brasil também atingiu mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes que vivem com o vírus.
Isso significa que o país interrompeu, de forma sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação, atingindo integralmente as metas internacionais. Os resultados estão em linha com os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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