Raphael é conhecido por criar suspenses policiais de terror psicológico e adaptar suas próprias obras para o formato audiovisual
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Ao fim da palestra de autores brasileiros de suspense, incluindo Andrea Nunes e Lucas Santana, o escritor Raphael Montes, autor de sucessos como Suicidas, Dias Perfeitos, Jantar Secreto e Uma Família Feliz, respondeu a perguntas sobre suas tramas, obras, e deu conselhos para jovens escritores, em entrevista ao Jornal do Commercio.
Raphael é conhecido nacionalmente por escrever suspenses policiais de terror psicológico e por roteirizar a adaptação de suas próprias obras para séries, filmes e novelas.
Formação que ajuda a desenvolver obras
Formado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Raphael diz que a formação acadêmica teve um papel relevante em sua construção como escritor de enredos tensos com narradores que nem sempre são confiáveis ou moralmente éticos:
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“A matéria que eu mais gostava, quando a gente estudava no início da faculdade, era sobre moral e ética. Além disso, eu acho que conhecer o ordenamento jurídico, como funciona na sociedade, enfim, me ajuda, sim, a contar minhas histórias”, afirma Montes.
“Mas a coisa que eu acho que a faculdade de Direito mais me ajudou, é ter um certo método no trabalho. Eu sou uma pessoa muito organizada escrevendo, eu não sou o tipo de artista que é caótico. Eu sei tudo, eu organizo, porque eu considero o meu trabalho um trabalho. Então, eu acho que a faculdade de Direito me deu essa sensação de aprender a trabalhar”, finalizou.
Como lidar com a escrita de temas reais
Os livros de Raphael costumam lidar com temáticas reais, muitas vezes consideradas incômodas para quem lê.
Quando questionado sobre o aspecto emocional dessas histórias, ele conta que o choque inicial vem no momento da descoberta do tema, mas que o processo de pesquisa e aprofundamento ajuda a “esfriar” esse impacto pessoal.
“Como o trabalho de escrita de um livro demora tanto tempo, em geral, eu levo dois anos ou três para escrever um livro, acaba o choque inicial quando você descobre. Eu acho que, primeiro, para você escolher fazer um livro, você tem que ter uma certa obsessão por um assunto, ou um choque, ou uma surpresa, ou uma indignação”, disse Raphael.
“Mas, ao longo do tempo, você vai pesquisando, se aprofundando, e isso vai, de algum modo, arrefecendo em você. Então, quando chega a hora que eu escrevo, confesso que eu não sofro tanto, não tanto quanto meus leitores se assustam.”

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Adaptações para o audiovisual
Outra parte da conversa girou em torno da adaptação de seus livros para séries, filmes, ou outros formatos audiovisuais.
Montes acredita que adaptações são leituras possíveis da obra original, e vê com bons olhos as mudanças quando bem feitas.
“Eu acho que a adaptação para o audiovisual é uma leitura possível da história do livro.
Se a pessoa quer saber qual é a história original, vale ler sempre o livro. E eu, na verdade, tenho gostado cada vez mais que as histórias da adaptação audiovisual, quando vão para a tela, tenham diferenças em relação ao livro, porque nessas medidas são complementares.”
Ele citou exemplos como Bom Dia, Verônica, Dias Perfeitos e Uma Família Feliz, que têm versões literárias com finais diferentes das adaptações para streaming.
Planos futuros
Sobre seus próximos passos, Raphael mencionou que está trabalhando em um projeto de filme ainda não revelado e também está preparando o seu próximo livro.
Ele disse ter vontade de investir ainda mais no audiovisual, ressaltando que é uma área que lhe interessa, tanto pela possibilidade de experimentar novas linguagens quanto por alcançar públicos diferentes.
Conselhos para futuros escritores
Aos jovens que desejam trilhar um caminho parecido, especialmente no gênero de suspense ou terror, Raphael Montes deixou três orientações:
“Meu primeiro conselho é: escrevam. Porque as pessoas têm muita vontade de escrever, sonho de escrever, plano de escrever, mas não senta e escreve. Depois de começar a escrever, a segunda dica é: termine! Porque as pessoas começam e não terminam. E uma vez terminado, vá atrás do seu público, vá atrás dos seus leitores. As pessoas estão ávidas por boas histórias, então se você trabalhar bem e entregar uma boa história, você vai encontrar seu público, seus leitores, sua editora e tudo mais.”
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